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Fotógrafo registra de perto a arte em vias de extinção dos caçadores de mel do Nepal

por: João Diogo Correia

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No alto das montanhas do Himalaia, na região central do Nepal, a tribo Gurung mantém viva uma tradição com milénios de história. A caça do mel, além de antiga, é uma prática perigosa, que coloca os aldeões frente a frente com as maiores abelhas do mundo.

Andrew Newey, premiado fotógrafo britânico, passou duas semanas com os Gurung, captando a habilidade e os desafios que enfrentam no ofício. A técnica da caça do mel tem sido passada entre gerações e até o equipamento se mantém o mesmo: escadas de corda feitas à mão (com um elevado risco de queda), utilizadas para subir mais de 50 metros, varas de bambu, para bater nos favos de mel, e capacetes, também criados localmente.

Nada de luvas, nada de sapatos.

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As abelhas são afastadas com recurso a fumaça e os favos recolhidos para uma cesta. No final do dia, todos têm direito a saborear o fruto do trabalho.

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Esta tradição milenar está ameaçada e corre risco de extinção. A diminuição do número de abelhas, causada pelas alterações climáticas, a escassez de caçadores, já que os jovens se afastam cada vez mais desse trabalho, e ainda a concorrência de grandes e modernas empresas, que acabam lucrando com a extração, estão entre os principais fatores.

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Todas as fotos © Andrew Newey


João Diogo Correia
É português, viveu no Brasil, Itália e Espanha. Fez a melhor viagem da sua vida pela África e agora está de volta a Portugal. Há mais de três anos, começou a trabalhar remotamente, a partir de casa ou em qualquer lugar com wi-fi, e por isso agradece todos os dias à internet.

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