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Uma carta para mim mesmo 10 anos atrás – José Luiz Martins

por: Redação Hypeness

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Uma carta para mim mesmo 10 anos atrás é um convite do Hypeness a pessoas das mais diversas áreas para escrever uma carta para elas mesmas no passado. É uma forma de gerar reflexões importantes sobre a vida, inspirar pessoas e despertar aprendizados.

Convidado de hoje: José Luiz Martins

Profissões: Publicitário, roteirista e humorista

Zé Luiz por Zé Luiz: começou como redator, estagiando na Y&R. Depois passou 10 anos na AlmapBBDO, onde ganhou Leão em Cannes, One Show, Clio e Anuários do CCSP. Depois de 1 ano na NeogamaBBH, foi para a África, onde foi diretor de criação por 3 anos. Também é humorista, apresentando seu stand up comedy em bares e teatros do Brasil, além de escrever para a revista MAD e para o jornal The SP Times. É professor da Miami Ad School/ESPM. Desde 2013, é dono da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo e entretenimento, produzindo material independente ou em parceria com importantes agências e produtoras do mercado.

Fala, Zé. Aqui é o Zé.

Sim, você mesmo – ou quem mais teria a sua cara, usaria muletas e teria apenas três dedos na mão direita? Só que eu sou o Zé Luiz 4.0 e você é só o Zé Luiz 3.0. Então escute os mais velhos e preste atenção a umas coisas que eu tenho para te contar.

Casamento

Daqui a poucos meses, você vai conhecer a Flávia. Não seja babaca e ouça o que eu estou te dizendo: casa com ela!! Eu continuo com ela até hoje e posso te dizer com toda certeza que é a mulher da nossa vida. Vai com fé, que ela é sensacional. Depois disso, você só vai ter que procurar sua outra metade quando esconderem suas próteses das pernas.

Pais

Nossos pais continuam inteirões e pelo jeito vão continuar assim por bastante tempo. O que é um ótimo sinal: tirando o braço esquerdo, você também vai estar inteirão aos 40. Continue sempre pedindo conselhos a eles: eles estão ainda mais sábios e, junto com a Flávia, serão as pessoas mais importantes de toda sua vida – pode perguntar para o Zé Luiz 8.0.

Almap

Você está na Almap há 6 anos. Acha bastante? Saiba que você vai ficar mais 4 e completar exatos 10 anos e 6 dias trabalhando com o Marcello Serpa – muitos dariam um braço para ter essa oportunidade (ainda bem que nós não precisamos). Aproveite ao máximo sua passagem por aí: o que você já aprendeu e ainda vai aprender na Almap vai definir sua maneira de pensar entretenimento (guarde essa palavra, ela vai ser importante lá na frente).

África

Se a Almap foi sua faculdade, a África vai ser sua pós-graduação. Não é qualquer um que tem o privilégio de ter como mestres Marcelo Serpa e Nizan Guanaes, certo? Na África, você vai virar diretor de criação (sim: você vai chegar lá, rapaz) e ter autonomia para aplicar tudo o que você aprendeu na Almap. E ainda vai aprender muito do business da propaganda: trabalhar com o Nizan vai inspirar você a dar a grande reviravolta da sua vida e ter sua própria empresa. Sim: apesar de hoje você jurar de muletas juntas que nunca será dono de uma empresa, logo você vai mudar de opinião. E vai achar isso o máximo.

Stand up

Lembra que, quando a gente era criança, assistia Bill Cosby com nosso pai? E que a gente ficava sonhando em escrever textos de humor e, quem sabe um dia, contar esse texto no palco em forma de comédia stand up? Pois é, isso vai acontecer. Ah, fica esperto numa coisa: um dia um tal de Maurício Meirelles vai ligar na Almap pedindo para te mostrar o portfolio – muito bom, por sinal. Receba bem o cara, indique para agências: ele é gente boa e ainda vai retribuir a gentileza e ajudar você a subir no palco (e não só te carregando na escada). E guarde este nome: Bernardo Veloso. Se ele te chamar para fazer shows com ele, tope na hora. Além de um parceiro de trabalho, você vai ganhar um grande amigo.

Pé da Letra

Lembra que eu falei para você guardar a palavra entretenimento? Pois então: é isso que você sabe fazer da vida. Apesar de ter alguns prêmios, você nunca vai ser o redator mais premiado nem do seu bairro. Esquece. E engole esse choro: Cannes não é sua praia. Olhe para o seu trabalho até hoje: limõezinhos da Pepsi, vaquinhas da Toddy, comerciais de TV de Havaianas… Você é ótimo para falar com o público e nem tão bom assim para falar com jurados de festivais internacionais. Isso não é melhor nem pior, é simplesmente você. Você não nasceu para ser Beethoven, mas até que leva jeito para Rolling Stones. No dia em que você sacar isso, seu trabalho vai fluir mais ainda. E, se você for dono da bagaça, o dinheiro fica todo para você. A empresa vai se chamar Pé da Letra (perco sua amizade, mas não perco a piada) e com ela você vai produzir entretenimento – que é o que você sabe fazer. Vai criar séries, websseries, sites de humor, programas de rádio e mais um montão de trabalhos que você vai adorar fazer. Hoje, por exemplo, eu estou terminando de escrever uma sitcom e, se tudo der certo, ela entra na internet já no segundo semestre. Agora, com licença, que acabou de chegar um e-mail de um tal Zé Luiz 5.0. Vou ler e depois te conto. Manda um beijo pra Flávia (não vai ter ciúmes de mim, né?).

Para conhecer o trabalho de Zé Luiz e da Pé da Letra Produções, acesse aqui.

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Redação Hypeness

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