Fotógrafa retrata jovens que não se identificam com nenhum gênero

A sexualidade humana é muito mais complexa do que imaginamos e por isso, assim como mostramos há alguns dias um ensaio sobre um acampamento voltado para meninos com identidade de gênero diferente do status quo (relembre aqui), hoje trazemos as histórias de jovens que sentiram as mesmas inquietações.

Imagine que essas crianças crescem e continuam não se identificando com um gênero? Assim como mostrou o aclamado filme XXY, uma produção que abordou a intersexualidade da personagem Alex de forma bastante credível, alguns adolescentes manifestam as características sexuais de ambos os gêneros, causando assim grandes problemas em sua vida social pela falta de entendimento das pessoas em relação à sua identidade, sofrendo preconceito, inclusive da comunidade LGBT, segundo a publicação San Francisco Magazine.

Nesta mesma publicação, podemos conhecer a história de Sasha Fleischman, uma adolescente que certo dia estava dormindo em um ônibus a caminho da escola para casa, quando atearam fogo em seu corpo, fazendo-a sofrer graves queimaduras em partes do corpo, o que acabou virando notícia em diversos lugares e iniciando um grande debate sobre pessoas agêneros (sem gênero estabelecido).

A partir do ocorrido, a fotógrafa Chloe Aftel registrou outros adolescentes que não permitem que a sociedade ou cultura os definam – vale a pena conhecer suas histórias:

Sasha Fleischman: foi vítima da violência de pessoas em um ônibus por usar roupas de diferentes gêneros juntas. Nas duas fotos abaixo ela havia acabado de voltar do hospital:

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Micah: “Bonecas são para meninas, carrinhos são para meninos e quebra-cabeças são neutros. Meu gênero é um quebra-cabeça”.

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Edie na casa dos pais do seu namorado em Berkeley:

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Emma, 20 anos: “Eu acho que um monte de gente gostaria de ver o gênero como esta escala de azul e rosa. Eu nunca me identifiquei realmente com algum os lados. É muito mais complicado – minha identidade varia muito num determinado dia”.

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Sarah Levine, uma das pessoas mais próximas de Sasha, diz que o mundo ideal seria onde o gênero não importasse – onde o tipo de pessoa que você é fosse o mais importante.

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Marilyn, 24 anos, não se sente nem como homem nem como mulher, e se denomina apenas adulta.

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Mark tirou esta foto no seu apartamento em São Francisco. Usa roupas masculinas e femininas.

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Rain nasceu menina e agora, com 24 anos, é modelo profissional trabalhando como menino. Na foto abaixo, Rain está com a namorada.

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Todas as fotos © Chloe Aftel