Tatuagem “invisível” camufla queimaduras e cicatrizes e ajuda a recuperar auto-estima

Além da dor e dos transtornos causados, acidentes deixam na pele cicatrizes e marcas incômodas. Existem diversos procedimentos cirúrgicos capazes de amenizar esses efeitos, porém, nem sempre o resultado desejado é alcançado. A iraquiana Basma Hameed, 28, vivenciou isso quando, aos 2 anos de idade, sofreu queimaduras de terceiro grau em 40% da face. Após fazer nada menos que 100 procedimentos cirúrgicos, ela decidiu tentar por si mesma um método para recuperar o pigmento da pele.

Aos 16 anos, após se mudar para o Canadá com sua família, Basma tentou a maquiagem definitiva para deixar as sobrancelhas, queimadas e ralas, mais bonitas. O resultado ficou melhor que o esperado e, inspirando-se nisso, começou a testar a técnica em outras partes do rosto. Assim, brincando com tons de pigmento e uma máquina de tatuar, ela se especializou na chamada micropigmentação paramédica, uma técnica de tatuagem que busca não criar desenhos, mas recuperar a cor da pele que foi alvo de queimadura.

A técnica é pouco difundida, uma vez que é difícil acertar o tom da pele, principalmente no rosto. Focada na teoria e testando a técnica no próprio rosto, a iraquiana conseguiu desenvolver seus próprios pigmentos e até mesmo uma base voltada para quem busca camuflar cicatrizes e marcas. “Ao longo dos anos, desenvolvi minhas próprias pigmentações. Sei como a pele danificada reage a diferentes tipos de cores, e também sei qual é o limite das intervenções, o que a pele pode aguentar“, explica.

Hoje, Basma Hameed possui uma clínica em North York, no Canadá, e uma em Chicago, nos EUA, ambas especializadas em maquiagem definitiva e micropigmentação paramédica. Mais do que uma questão estética, as cicatrizes, principalmente no rosto, trazem problemas de auto-estima. “Eles não saíam de casa, não trabalhavam fora, não gostavam de se relacionar. Tudo por causa das cicatrizes“, conta Basma sobre alguns de seus pacientes, que encontram na técnica aperfeiçoada por ela a possibilidade de ter uma pele com aspecto mais natural.

É o caso de Samira Omar, 17, que foi alvo de bullying e teve graves queimaduras depois que um grupo de garotas jogou água fervente nela. Com manchas no rosto, pescoço e mãos, a garota busca na micropigmentação paramédica uma solução para se sentir bem consigo mesma.

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Todas as fotos © Arquivo Pessoal/Reprodução