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Estudo revela quais são os melhores lugares do mundo para se ser mulher

por: Redação Hypeness

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Muitas vezes, não precisamos ser feministas para entender que o mundo ainda está atrasado no que diz respeito à igualdade de gênero. Um estudo recente divulgado pela Convenção das Nações Unidas para Eliminar Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, estabelecida em 1979, revela quais são os lugares onde este fator fala mais alto e é verdadeiramente colocado em prática.

Nos mapas que foram divulgados, as áreas em verde representam países em que a constituição está um pouco mais avançada (mapa 1) para que a igualdade aconteça. O segundo aponta em quais lugares a garantia de estudos primários (mapa 2), item extremamente básico, existe para as garotas, enquanto no terceiro mapa, uma imensidão em vermelho simplesmente surge, apontando que grande parte das constituições não mencionam seu acesso ao segundo grau, embora muitos a tenham tanto para meninos quanto para meninas.

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WomenWorld1Foto © DMahendra

O estudo ainda aponta que grande parte dos países possuem um índice maior de meninas se casando muito jovens (mapa 1), algumas ainda crianças, número que segue com várias outras consequências, como risco de abuso doméstico, maior índice de mortalidade maternal e ainda mostra que poucas frequentam o segundo grau da escola nos países menos verdes do mapa.

É estranho dizer que praticamente todos os países têm como idade mínima os 18 anos para que uma moça se case, mas não colocam sequer uma idade mínima na constituição (mapa 2), além das leis religiosas e a permissão dos pais acabarem ultrapassando tal direito. Isso significa que basicamente não há nada dizendo que garotas de 9 anos não podem se casar, por exemplo.

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Woman and Child, Antigua, GuatemalaFoto © szeke

A boa notícia para as mães (mapa 1) é que grande parte dos países permite a licença maternidade nas empresas, o que na verdade nem podemos considerar como “bom” e sim como básico, até porque mesmo tendo tal direito garantido, já é terrível para elas ter de lidar com o pouco tempo acompanhando o crescimento e as necessidades do bebê até voltarem ao trabalho.

Já os pais (mapa 2), praticamente são excluídos deste direito e desta tarefa de cuidar do filho por um período. Não podemos dizer que muitos homens não se incomodam com isso, mas grande parte com certeza se acomoda com o fato, fazendo com que somente a mulher se responsabilize por essa tarefa.

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Pesquisas como estas nos mostram o quanto está sendo feito pela igualdade de gênero, especialmente no país em que moramos e traz sim alguns avanços. Claro que existem algumas particularidades, mas vale lembrar que o estudo aponta o que está na constituição destes países, ou seja, o que é garantido por lei ou o que é sequer mencionado, abrindo então as famosas “brechas” para que algumas coisas continuem sem progresso.

Imagens Mapas: Reprodução

Foto de topo © be creator


Redação Hypeness

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