Seleção Hypeness

Seleção Hypeness: 17 fatos desconhecidos sobre SP para descobrir num passeio pela cidade

por: Brunella Nunes

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Quando viajamos, sempre damos um jeito de conhecer tudo e mais um pouco no destino escolhido. Visitamos pontos turísticos, lugares inusitados e andamos pra caramba a pé, encantados com tudo e todos. Mas e se a gente começar a explorar a nossa própria cidade, o que iremos encontrar?

No caso de São Paulo, você pode achar coisas que nem imagina ou desconfiava, e em revelar boas surpresas, podemos dizer que Sampa é expert nisso. Na Seleção Hypeness de hoje, compilamos apenas 17 fatos pouco conhecidos ou explorados pela cidade, mas há muito a ser visto.

Já aproveite para exercitar um pouco as pernas no próximo roteiro do fim de semana. Passeando por São Paulo, você deveria saber que… 

1. O Parque da Luz tem um aquário subterrâneo  

Sim, estamos falando daquele parque em frente a estação Luz do metrô. Em 1981 uma das grandes atrações do Jardim era o aquário, que acabou sendo reencontrado durante obras de restauro, em meados dos anos 2000. Embora seja pequeno e com poucas espécies de peixes, não deixa de ser um lugar pra lá de curioso.

image Foto: conhecendosaopaulo

2. Parte das cinzas de Buda estão na cidade

Como não falta mistério nessa cidade, nem o templo budista escapa. Segundo a monja Myoho Ishimoto, o templo da Comunidade Budista Nitirensyu do Brasil, na Vila Brasilina, guarda a sete chaves uma parte das cinzas reais do Buda, um dos maiores líderes religiosos de todos os tempos. O local onde fica não é revelado a ninguém, mas você pode visita-lo aos domingos, quando tem cerimônia.

image Foto: divulgação

3. A Casa das Rosas tem um porão com obras que pertenciam a Haroldo de Campos

A última construção de Ramos de Azevedo abriga um porão, ou melhor, um piso subterrâneo que guarda um acervo importante: os livros pessoais do poeta Haroldo de Campos.

image Foto: divulgação

4. Uma capela pouco notável abriga obras de Alfredo Volpi

A julgar pelo lado externo, você não desconfia que essa pequena capela tem um acervo artístico e histórico de muito valor. Dois quadros, um mural e quatro vitrais de sua arquitetura foram pintados por Alfredo Volpi no início dos anos 1950 na capela Cristo Operário. O paisagismo dos jardins também é assinado por outro grande nome, Burle Marx. Dá pra ver as relíquias de perto somente nos horários das missas, aos sábados e domingos.

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Foto: pinturasemtela

5. Um templo budista com arquitetura portuguesa, construído por taiwaneses, fica num bairro oriental

É nessa mistura toda que está um dos templos mais bonitos da cidade, o Templo Budista Kwan-Inn, construído a mais de 35 anos. Os taiwaneses optaram pelo antigo casarão de arquitetura portuguesa, com mais de 130 anos DD vida, no bairro da Liberdade. O local é aberto de terça a domingo para a colônia chinesa, mas visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone (11) 96590-6780.

image Foto: Liberdade em SP

6. O “Gaudí Brasileiro” vive numa favela paulistana

Entre os talentos da cidade, temos até um Gaudí brasileiro, na favela do Paraisópolis. Uma casa com fachada de pedras e estrutura bem diferente do que estamos acostumados a ver foi feita artesanalmente pelo jardineiro Estevão, que acabou indo para Barcelona conhecer as obras do famoso arquiteto espanhol com a ajuda do Centro de Estudos Gaudinista. O local é decorado não só com pedras, mas com outros itens como telefones e utensílios domésticos. No topo, dá pra ver o jardim, cuidado pelo dono da casa especialmente lúdica. Vale agendar uma visita ao local.

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Foto: barreirosdagente

7. Foi reaberta uma “vila surreal” na cidade

Chamada de Vila Itororó, foi idealizada pelo imigrante português Francisco de Castro nas primeiras décadas século 20. O local foi construído com materiais reaproveitados de edifícios demolidos, o que o torna diferente de todo o resto. Ao longo de sua história, muitas lutas por parte dos moradores para permanecerem ali. A Vila está passando por um restauro, entre 2014 e 2018, a modo de fincar ainda mais suas raízes e revelar origens históricas. O público pode visitar o interessante canteiro de obras em algumas datas e horários, que podem ser conferidas na página oficial. Viva a resistência!

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Foto: Nelson Kon

8. Existem ótimos parques customizados, gratuitos e abertos

Ser criança é muito bom, mas com brincadeiras ao ar livre é melhor ainda. Quem deseja dar esta oportunidade aos filhos, sobrinhos, irmãos e afilhados, pode recorrer ao incrível Adalbertolândia, na Sumaré. Gratuito, o parquinho de rua foi construído artesanalmente por Adalberto Bueno, um morador da região, há 45 anos. Há também o Alpapato, parque para deficientes físicos na região da Mooca, com cerca de 15 brinquedos adaptados a crianças com alguma dificuldade de locomoção. Simplesmente muito amor por essas iniciativas que prezam pela infância longe dos gadgets!

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Foto: bora.ai

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Foto: divulgação

9. Dá pra conseguir alimentos frescos nas hortas comunitárias

Existem inúmeras hortas comunitárias espalhadas por São Paulo, que contam com a ajuda e boa vontade das pessoas para manter os alimentos frescos e fazê-los crescer cada vez mais. Em algumas comunidades, que têm hortas enormes, é possível comprar legumes e verduras orgânicos a um preço muito acessível, ou você pode conseguir grátis. O Centro Cultural São Paulo, Hortão da Casa Verde, a Praça do Ciclista e o Parque das Corujas são alguns dos locais onde sementes estão sendo cultivadas. O pessoal do Hortelões Urbanos tem uma lista com várias delas.

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Foto via Hortelões Urbanos

10. Yoga é praticada no topo de edifícios

Entre as inúmeras particularidades desta cidade maluca, nada melhor do que praticar ioga em meio e ao mesmo tempo tão longe do caos, no topo do edifício Copan. Uma ação recente do Movimento Awaken Love em prol da saúde levou alguns sortudos às alturas. Fora isso, budistas do Templo Busshinji realizam o mesmo encontro uma vez por mês, gratuitamente, sem data definida. Para focar zen desta maneira, é preciso checar no telefone (11) 3208-4515.

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Foto: divulgação/Awaken Love

11. Temos nossa própria Escadaria Selarón

O Rio de Janeiro esbanja beleza com suas praias e estruturas interessantes, como é o caso da icônica escadaria Selarón. Pois saiba que os paulistanos também tem uma do gênero, no Jardim Monte Azul. No final de 2013, as escadas sem graça e sem vida ganharam cores através do mutirão artístico do projeto Revitarte. Mosaicos e graffitis deram então uma cara nova ao local, entre as ruas Domingos Marques e Xavier de Abreu.

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Foto: mapadecultura Em Sampa…

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Fotos: reprodução/Revitarte

12. Um empório e uma padaria permanecem no mesmo local desde meados de 1.800

Criar raízes e tradições é algo muito típico da região central da cidade, o que a torna ainda mais especial. O empório Casa Godinho está no mesmo endereço na Líbero Badaró desde 1888. Enquanto isso, a Padaria & Confeitaria Santa Teresa, localizada na Praça João Mendes, é considerada a mais antiga do país, fundada em 1872 por portugueses. Além de ainda vender pão francês, conta com um acervo de antiguidades no mesmo endereço.

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Fotos: divulgação

13. O prédio do Bovespa tem um cinema 3D e um centro de memória

O Centro de Memória do prédio do Bovespa, onde funciona a Bolsa de Valores, é responsável pelo recolhimento, guarda, pesquisa e difusão dos documentos de valor histórico da BM&FBOVESPA e das instituições a ela incorporadas, como a Bolsa do Rio de Janeiro. O local guarda memórias do mercado financeiro e econômico, que podem ser pesquisadas online, como documentos do início do século XX.

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Foto: Luiz Prado/BM&F Bovespa/Divulgação

14. Tem um bar onde o idioma mais falado é o inglês

O bar Little Igloo, em Santo André, tem uma particularidade bem diferente: o idioma falado por lá é o inglês. Isso porque o dono, que é canadense, propõe que os clientes treinem a língua estrangeira enquanto tomam seus drinques no pequeno, porém, aconchegante local – ou melhor, chat bar.

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Foto: divulgação

15. Uma casa de taipa de sopapo (ou pau-a-pique) de 1844

Não é todo dia que nos deparamos com uma casa feita de maneira tão rudimentar em plena metrópole. Instalada dentro do Parque da Independência e próxima ao Museu do Ipiranga, a Casa do Grito é uma construção bem simples, que ficou abandonada até 1955. O imóvel foi restaurado e é um dos patrimônios do século 19, com visitas gratuitas de terça a domingo.

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Foto: divulgação/Prefeitura Municipal de São Paulo

16. Tem um farol fundado pelo sobrinho de Alberto Santos Dumont

Praticamente abandonado, o que é uma grande pena, o Farol do Jaguaré, como é conhecido, funciona como Mirante de 28 metros de altura e relógio desde 1943. Instalado pelo engenheiro, urbanista e agrônomo Henrique Dumont Villares, sobrinho de Santos Dumont, está no ponto mais alto da região e foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico. Embora a associação de moradores se esforce para fazer o que a Prefeitura não faz, o local é pouco divulgado e está praticamente abandonado, embora dê para visitar, mesmo que seja pulando o portão quando está fechado. image

17. Um pedaço da Holanda na Vila dos Holandeses, em Santana

Numa travessa da rua Alfredo Pujol, um conjunto de casas de 1952 chama a atenção. É a charmosa Vila dos Holandeses, formada por casas que lembram a arquitetura europeia, com tijolos aparentes, sótãos com janelas pequeninas, flores no parapeito e pequenos jardins. Entre várias versões sobre sua origem, a vila permanece com o legado holandês que faz sucesso até os dias de hoje, estampando fotos e sendo cenário de propagandas.
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Brunella Nunes

Jornalista por completo e absoluto amor a causa, Brunella vive em São Paulo, essa cidade louca que é palco de boa parte de suas histórias. Tem paixão e formação em artes, além de se interessar por ciência, tecnologia, sustentabilidade e outras cositas más. Escreve sobre inovação, cultura, viagem, comportamento e o que mais der na telha.

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