Seleção Hypeness

Seleção Hypeness: 15 mulheres brasileiras que arrasam na arte do graffiti

por: Brunella Nunes

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Num mundo até então dominado por homens, o graffiti e a arte urbana têm ganhado novos ares com as mulheres que resolveram se render a arte do spray. São muitos talentos sendo divulgados a cada dia, tanto de artistas emergentes quanto das que estão na luta há muitos anos. Na Seleção Hypeness de hoje mostramos 15 mulheres brasileiras que enfeitam os muros do país e do mundo.

Com o empoderamento feminino à flor da pele, as paredes das cidades viram alvo de protesto e mensagens sobre temas que rodeiam o universo da mulher: violência doméstica, feminismo, câncer de mama, padrões de beleza, resistência, espiritualidade e elementos da natureza. Enfim, uma voz que ecoa através de cores e da expressão artística, que tanto altera a nossa realidade quanto nos faz sonhar com situações melhores.

Outras técnicas da arte urbana, como o stencil, o bombing e o lambe lambe também surgem por mãos femininas que encontraram neste meio uma forma de reinvidicar seus direitos, mostrar seus medos, paixões e vontades numa era da qual ainda tentam sufocar suas palavras e desejos. Mas a repressão só nos dá ainda mais força para gritar, pintar e embelezar até aquelas coisas que parecem incorrigíveis. Não há traços tortuosos que não se endireitem nessa vida.

1. Simone Sapienza – Siss

O trabalho da Siss ganhou notoriedade após estampar a capa do single Superstar, da Madonna, em 2012. Artista plástica há mais de 16 anos, tem foco no stencil e no lambe-lambe, também abordando temas que são parte do cotidiano das mulheres.

Siss

2. Magrela

Magrela foi criada no antro da arte urbana, a Vila Madalena, e teve contato cedo com as artes plásticas graças ao pai, que pintava telas. Com desenhos espalhados pelo mundo, a artista inspira-se na euforia urbana de São Paulo para transitar por temas que falam sobre a mistura da cultura brasileira: a fé, o sagrado, o ancestral, a batalha do dia a dia, a resistência, a busca pelo ganha-pão, o feminino.

Foto © Brunella Nunes

3. Nina Pandolfo

Irmã de cinco meninas, não é a toa que Nina leva para as telas traços muito delicados e femininos, que remetem à infância e a natureza. Do Cambuci para o mundo, ela já expôs e desenhou em países como Alemanha, Suécia, Nova York, Los Angeles e Escócia, onde pintou um castelo junto com Os Gêmeos e Nunca.

Nina Pandolfo

4. Mari Pavanelli

Nascida na cidade de Tupã, Mari é artista plástica autodidata e encontrou no graffiti uma forma de criar e se expressar. Sempre rodeada de flores, explora o universo feminino com desenhos que retratam a mulher, espalhados pelos muros de São Paulo, em especial no bairro do Cambuci.

Foto © Brunella Nunes

5. Negahamburguer

Evelyn Queiróz é um figurinha conhecida no mundo da arte urbana. Seu trabalho contestador denuncia das situações de opressão e preconceito sofrido por mulheres, principalmente, fora do padrão estéticos de corpo. Atualmente, está com um projeto de mochilão no qual troca passagens por ilustrações, telas, graffitis, aquarelas e o que mais puder produzir.

Negahamburguer

6. Anarkia Boladona

Depois de pichar muros na adolescência, a carioca Panmela Castro – ou Anarkia Boladona – se consolidou como artista e grande defensora das mulheres. Questões do universo feminino e especialmente a violência doméstica são temas de seus graffitis, que chegaram até Nova York e Paris através do projeto “Grafite contra Violência Doméstica”.

7. Ju Violeta

A arte da Ju Violeta é assim, inconfundível. Os traços marcantes revelam um universo onírico bastante particular, “um mundo para além dos olhos que todos podem ver”, segundo a própria. Formada em Design de Interiores e Paisagismo, nota-se bastante a presença do verde e de elementos da natureza em seus trabalhos, que expressam a importância do meio ambiente, mesmo num cenário de sonhos.

Ju Violeta

8. Lola Cauchick

De Ribeirão Preto, Lola é artista de rua e tatuadora autodidata. Seus trabalhos carregados de cores já se espalham por várias cidades brasileiras, como o interior paulista e a região sul do país, além de Chile e Equador.

Lola Cauchick

9. Kueia

Com um visual um tanto maluco, os coelhos da artista visual e ilustradora mineira Kueia não passam despercebidos. Além de pintar, realiza projetos sociais e culturais no Triângulo Mineiro e já participou de algumas mostras de graffiti com suas letras wild style.

Kueia

10. Amanda Pankill

Quem acompanha o reality show Big Brother Brasil pode ter notado os grafites da Amanda na 13ª edição do programa. A designer e artista plástica colore os muros de São Paulo com temas femininos, mas também tem uma pegada riot girlTatuagens, moda e música são suas referências.

Foto © Brunella Nunes

11. Thais Primavera – Spring

O mundo da Thais é assim, mais doce. Um universo fofo e cheio de inspirações em desenhos animados, cinema e games é o que rodeia a artista, que assina como “Spring”, Primavera em inglês. Além de fazer desenhos autorais, também tem o projeto super legal Grafftoons, no qual pinta personagens conhecidos e adorados por crianças e marmanjos.

Spring

12. Crica

A paulistana de Embu das Artes é autodidata em sua arte, influenciada na pintura desde cedo por sua mãe. Entrou para o mundo do graffiti depois de se envolver com a cultura hip-hop e atualmente coloca seu trabalho sob várias plataformas, retratando mulheres negras com elementos da África, do circo, da natureza e do Brasil, criando seu próprio universo lúdico.

Crica

13. Minhau

Em constante parceria com Chivitz, a artista espalha seus inúmeros gatos coloridos por São Paulo. Os desenhos bem coloridos e de traços fortes tem uma pegada divertida, ideais para dar vida nova a pontos cinzas da cidade.

Minhau-graffiti

14. Grazie

Grazie é de São Paulo e retrata figuras femininas através de uma técnica que lembra o aquarela. Os traços delicados revelam mulheres distintas, sem fazer uso de um personagem único. A conscientização sobre o câncer de mama também foi alvo de seus trabalhos durante a campanha Tinta Contra o Câncer de Mama.

Grazie

15. Mathiza

A arte da Mathiza tem traços delicados e ilustram os muros de São Paulo. O preto e o branco surgem constantemente para criar as linhas de seus desenhos, seja no graffiti ou nas demais intervenções que cria. Segundo ela, a intenção é comunicar justamente que há ali, sobras e sombras daquilo e daqueles que só são vistos com a força da nossa atenção.

Mathiza

Todas as fotos: Divulgação

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Brunella Nunes
Jornalista por completo e absoluto amor a causa, Brunella vive em São Paulo, essa cidade louca que é palco de boa parte de suas histórias. Tem paixão e formação em artes, além de se interessar por ciência, tecnologia, sustentabilidade e outras cositas más. Escreve sobre inovação, cultura, viagem, comportamento e o que mais der na telha.

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