Roteiro Hypeness

Roteiro Hypeness: fomos fazer um passeio pela arquitetura paulistana – e nos apaixonamos!

por: Brunella Nunes

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Prédios, buzina, trânsito, prédios, metrôs lotados, ruas movimentadas e mais prédios. Pensando assim, parece que a urbanização não tem nada de atraente. Acontece que a vida é feita de acordo com nossas perspectivas e, diante de tanto caos, sempre sobressaem as belezas para quem mantém os olhos espertos. Andando pelo centro de São Paulo e arredores da Av. Paulista, existe uma arquitetura tão rica, tão presente, que fica difícil não se apaixonar pelos caprichos da metrópole.

O centro parece nos transportar para outras tantas épocas que compõem a identidade paulistana. Próximo ao icônico Pátio do Colégio há muita coisa para ser notada, como a Casa da Imagem e o Solar da Marquesa de Santos. Para quem não sabe, esta é uma das poucas construções coloniais remanescentes em meio aos prédios mais modernos.

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Construído em taipa de pilão e sofrendo alterações ao longo do tempo, o sobrado de estilo neoclássico não tem dados precisos sobre sua exata de inauguração. Em 1834 foi adquirido pela marquesa Maria Domitila de Castro Canto e Melo, que era nada mais, nada menos do que a amante mais famosa de D. Pedro I, vivendo neste endereço por mais de 30 anos. Logo ao lado está o Beco do Pinto, que ligava o Largo da Sé à Várzea do Tamanduateí.

Mas, como em toda cidade grande, é inevitável que a verticalização aconteça e em SP ela começou com o Edifício Guinle, o primeiro prédio de sete andares da cidade e também uma das primeiras construções de concreto armado do Brasil. Tombado, foi erguido entre 1913 e 1916 na rua Direita, marcando um importante período histórico: a cultura cafeeira, que é pega assim, nos detalhes, como revela toda a boa arquitetura.

Os portões e grades trazem ramos e frutos de café em seus contornos delicados, típicos da Art Nouveau, embora sejam feitos de ferro. O batismo do prédio de 32 metros de altura carrega o sobrenome da família, que encomendou o projeto ao arquiteto Hyppolito Gustavo Pujol Júnior para sediar o escritório próprio. Em 1997 foi adquirido e restaurado pela Mundial Calçados, sediando uma loja no térreo e o administrativo nos demais andares.

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Perto dali estão ainda outras maravilhas arquitetônicas, sendo que uma delas é facilmente esquecida, um tipo de segredo da cidade. O Edifício Triângulo, da década de 50, é uma das tantas obras projetadas por Oscar Niemeyer, mas pouco se fala sobre ele. Passando pela rua José Bonifácio notei um painel, infelizmente em ruínas, que é assinado por Di Cavalcante, nome conhecido no modernismo brasileiro e que esteve em outras parcerias com o arquiteto.

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Ao lado está o Palacete Tereza Toledo Lara, um dos edifícios mais lindos de São Paulo. Inaugurado em 1910 na rua Quintino Bocaiúva, foi assinado pelo alemão Augusto Fried com muitos ornamentos na fachada. Sediou a rádio Tupi por muitos anos e foi onde o saudoso Adoniran Barbosa fez história como radioautor. A chama musical vai reascender com o novo endereço da casa de shows Casa de Francisca, uma das melhores da cidade.

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Andando pela Rua Casper Líbero, logo ao lado da igreja Nossa Senhora da Conceição da Santa Ifigênia está o charmosíssimo edifício Germaine Burchard, que nada mais foi do que um capricho da condessa de mesmo nome. Projetado por Enrico Brand na década de 1930, foi o primeiro edifício da cidade a utilizar os moldes de um flat. A piscina com deck, que só é vista por moradores, é uma charme a parte.

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Germaine

Seguindo para a Galeria do Rock, outro prédio marcante, está um dos que mais admiro eque contrasta com os arredores: a Praça das Artes. O edifício contemporâneo tem projeto assinado pela Brasil Arquitetura, mais precisamente de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz com Luciana Dornellas​. Acho bem legal as janelas serem de tamanhos diferentes. O espaço cultural tem também uma área livre enorme, parte coberta, que é ideal para eventos e para a galera aproveitar como bem entender.

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Um dos lugares mais surpreendentes de São Paulo, porém, está em ruínas: o chamado Castelinho da Rua Apa. Com promessa de ser restaurado pela Prefeitura para sediar um centro cultural, o local macabro foi palco de um dos crimes mais marcantes da história do Brasil. Não se sabe muito sobre a construção, que sediou um escritório de advocacia, mas a fama veio quando, em 1937, os irmãos Armando e Álvaro teriam matado um ao outro numa troca de tiros, atingindo ainda a própria mãe, Maria Cândida Guimarães dos Reis.

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Por enquanto, torcemos para que o castelo tenha um final feliz como aqueles dos contos de fadas. Próximo dali está outro edifício curioso, o Albina, de apenas um apartamento por andar. Projetado por Alberto Botti em 1962, chama a atenção pelas fachada composta de venezianas de madeira tipo “muxarabi”. O material de boa qualidade foi substituído uma única vez ao longo dos últimos 52 anos, coisa rara nos dias de hoje.

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Se a caminhada permitir, dá para alcançar o imponente edifício Viadutos, no viaduto Maria Paula, projetado por um dos mais renomados arquitetos do país, João Artacho Jurado, que assina várias obras da região central. O estilo eclético do prédio de 27 andares foi marcante durante a década de 1950, mas não tanto quanto seu salão de festas ao topo, que dá visão 360º para a cidade. Os 368 apartamentos foram vendidos em apenas uma semana.

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Por fim, minhas caminhadas durante uma semana na capital me levaram até o fabuloso Hotel Unique, com design que lembra um navio. Projetado por Ruy Ohtake, é um dos mais marcantes da arquitetura contemporânea, com curvas, janelas redondas e junção de materiais como madeira e concreto, considerado inovador para a época entre 2000 e 2002.

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Pegando o metrô de volta para casa, sempre me deparo com as Top Towers Offices, logo do lado da estação Paraíso do metrô e avistado da Av. 23 de maio. O conjunto comercial assinado por dupla Königsberger & Vannucchi e construído entre 2005 e 2006, se destaca pela volumetria nas fachadas, com cada varanda de um tamanho.   

OFERECIMENTO: GAFISA

Diante de tantas atrações a serem observadas, temos um lema: curtir as caminhadas pela metrópole, melhorar a qualidade de vida e tentar não deixar nada por descobrir. Por isso nos identificamos tanto com a proposta da Gafisa, uma construtora com uma proposta diferenciada e atenta as tendências (lembra que falamos dela aqui nessa iniciativa incrível?).

Um exemplo disso é o Gafisa Vision Paulista, cuja concepção artística foi assinada pelo artista plástico Loro Verz. O mais legal é que todo o empreendimento mantém essa pegada artística e permite, por exemplo, que cada cliente escolha uma dentre 4 ilustrações exclusivas para colocar na porta do seu apto.

Se você procura um apartamento na região da Paulista / Augusta, um dos lugares mais ricos em termos arquitetônicos da cidade, vale a pena conhecer o Vision Paulista e toda a proposta da Gafisa.

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Todas as fotos © Brunella Nunes


Brunella Nunes
Jornalista por completo e absoluto amor a causa, Brunella vive em São Paulo, essa cidade louca que é palco de boa parte de suas histórias. Tem paixão e formação em artes, além de se interessar por ciência, tecnologia, sustentabilidade e outras cositas más. Escreve sobre inovação, cultura, viagem, comportamento e o que mais der na telha.

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