A maravilhosa resposta da cotista ‘lacradora’ da UFMG aos comentários raivosos na internet

Que o debate sobre cotas raciais é polêmico, a gente já sabe. Mas o que uma garota negra enfrenta para chegar até a universidade pode ser bem mais difícil de imaginar para quem não vive essa realidade. Lorena é uma dessas garotas e já foi obrigada a ouvir da própria professora do colégio que seria empregada doméstica. Conheça a sua história aqui.

Tudo começou quando a estudante Bruna Terroni escreveu em uma mensagem pública no Facebook que estava indignada por não ter passado no vestibular por conta do sistema de cotas.

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A Lei nº 12.711/12, guarda 50% de suas matrículas a estudantes de escolas públicas. Sendo que um percentual é destinado ainda a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas e/ou de baixa renda.

Lorena Cristina de Oliveira Barbosa respondeu o post de Bruna e ganhou grande repercussão na internet. “Sou uma preta LACRADORA, inteligente, cotista e que entrou em Letras em seu lugar. E pode ter certeza de que vou fazer jus à minha 15ª colocação neste curso. Vou ser uma aluna excelente e uma ótima profissional, que, futuramente vai roubar o seu emprego também”, rebateu.

Em seguida, Lorena publicou um post e desabafou: “Na escola, uma professora de matemática gritou na minha turma que eu seria empregada doméstica para limpar o chão das filhas dela”.

Ela também escreve que chegou a ingressar em um curso de jornalismo como bolsista, onde permaneceu por um ano e meio. Desistiu por, segundo ela, não suportar o ambiente racista estudantil do mercado de trabalho.

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Em sua página pessoal, Lorena ganhou muitos seguidores. Nela a jovem passou a compartilhar um conteúdo relacionado a cotas e preconceito, que vai desde a repercussão da mídia sobre o seu comentário, até mensagens privadas cheias de ódio e preconceito. A Bruna também se manifestou depois que a discussão tomou grandes proporções, mas ainda assim permaneceu com uma postura defensiva:

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E você, queremos saber: qual é a sua opinião sobre as cotas?

Imagens: reprodução Facebook