Engenheiro cria cabine desacoplável que promete salvar passageiros de avião em caso de acidente

O avião é o meio de transporte mais seguro do mundo e a média de pessoas mortas em acidentes aéreos (cerca de 500 ao ano), se comparada com os milhões de aviões que sobrevoam os céus a cada 365 dias, é tão baixa que não deveria nos preocupar. Porém, muita gente ainda teme ficar fechado num aparelho que está a mais de 10 mil metros do chão.

Segurança nunca é demais e a indústria continua trabalhando para levar mais conforto e evitar ao máximo a probabilidade de acidentes. Mas a verdade é que, por mais motores, sofisticação e tecnologia de ponta que exista, ainda nada pode ser feito para garantir que erros humanos não acontecem (só continuar dando formação de qualidade para os pilotos, mas errar é uma característica bem humana).

Foi com isso em mente que o engenheiro de aviação ucraniano Vladimir Tatarenko trabalhou nos últimos 3 anos, para encontrar uma forma de salvar as vidas humanas mesmo quando os raros acidentes acontecem. E ele conseguiu, ao criar uma cabine que pode ser desacoplada do resto do avião em questão de segundos. E como ela nos salva? Com um paraquedas preso no teto e tubos de borracha infláveis para mantê-lo à tona, caso seja necessário. O mais incrível é que a cabine é feita para poder aterrisar em terra ou em mar (já que é quando se sobrevoa os oceanos que fica mais difícil fazer aterrissagens de emergência).

Sobreviver a um acidente de avião é possível“, diz o criador dessa cápsula. Como não ter esperança?

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Tatarenko garante que a cabine funcionaria da mesma forma tanto durante o voo, como nos momentos mais delicados, o da decolagem e aterrissagem. O vídeo abaixo descreve a ideia com detalhe:

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O engenho tem sido alvo de alguns questionamentos, como a possibilidade de debilitar o funcionamento geral das aeronaves, além de que o elevado custo poderia ser desnecessário dada a reduzida quantidade de acidentes de que falamos no começo. Isto sem contar que ele não serviria para alguns acidentes, como explosões ou ataques.

Por último, surge uma dúvida – e os pilotos?

Todas as imagens: Reprodução