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Minha Casa é Hype #25: o cantinho do italiano especialista em imóveis vintage

por: Redação Hypeness

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Matteo Gavazzi, 28 anos, é corretor de imóveis e o idealizador da imobiliário Refúgios Urbanos, especializada em imóveis vintage e com boa arquitetura. Italiano, natural de Roma, se mudou para o Brasil há 6 anos, para São Paulo há 5, e para este lindo apartamento há 2.

Com talento para o garimpo e amor pelos objetos que muitos consideram lixo, Matteo conseguiu reformar o apartamento de forma delicada e inspiradora, criando um espaço bom para receber amigos e, claro, para morar com Frankie e Mila, seus dois cachorros.

Matteo abriu as portas para o Hypeness entrar e o resultado é o que você vê abaixo. Vem também:

Hypeness (H) – Se pudesse descrever a sua casa hoje em poucas palavras, como descreveria?

Matteo Gavazzi (MG) – Urbana, vintage, descolada, espaçosa, luminosa e mais importante de tudo: ideal pra mim. Ela fica a 1.5 km do meu escritório, o que me permite ir a pé ou de bike pra lá todos os dias. Isso pra mim era algo essencial, já que não suporto perder tempo parado no trânsito. Outro aspecto que me fez decidir pela compra é o fato de não ter vizinhos. Explico: nesse edifício cada andar tem três aptos, dois ficam em uma ponta e um isolado sozinho na outra. No caso, esse é o meu. Outro aspecto foi o andar alto e a vista livre, onde não há nenhum prédio por perto. Estando no último andar, ainda tenho a sorte de aproveitar um belo skyline, uma raridade em SP.

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H – Da onde surgiu a inspiração para a decoração do local?

MG – Eu adoro passear pelas ruas do centro em busca de pequenos achados para comprar ou, claro, pelas feiras de antiguidades e/ou lojas de antiquário. Uma grande fonte de achados são também as caçambas disseminadas pela cidade. Tem gente que joga fora verdadeiras raridades só porque precisam de pequenos concertos.

A poltrona berger que está na minha sala foi recuperada de uma dessas caçambas, substituídos os pés e refeita a tapeçaria com um couro em estilo chesterfield. Seu destino final era o lixão, mas está em uso há 4 anos e prevejo que muitos outros venham pela frente.

A inspiração surgiu então dos objetos que fui caçando na época da reforma, somados aos que já tinha acumulado na minha outra residência. Aliás, mudei de apto pois nos 80 metros onde morava ja não cabia mais nada! Dobrei o espaço e hoje me sinto mais tranquilo em ter espaço para continuar caçando! Claro que vez e outra vendo alguma peça. Isso é normal. A vida corre, os gostos mudam.

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No período da reforma, comprei as portas do closet, que são de uma antiga fazenda demolida nas redondezas da cidade de ITU, ou o móvel/aparador da suíte master, adquirido em um viagem de final de semana a Ilhabela, que foi adaptado para receber duas cubas e se tornar o gabinete do banheiro. As portas que fazem a ligação da cozinha para a sala também foram compradas de uma casa demolida no Butanta. Costumo dizer que não se fazem mais coisas como antigamente, então esse tipo de compra visa a unicidade e a durabilidade das reformas. Únicas pois são peças que não serão mais produzidas e duráveis pois são quase todos elementos em madeira maciça. Algo que não se faz mais.

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H – Como foi o processo da reforma da casa para que ela ficasse como está hoje?

MG – A reforma foi idealizada e tocada por mim, que sou formado em design de interiores, e durou cerca de 90 dias, prevendo uma restauração total das instalações elétricas e hidráulicas, a criação do zero de um segundo banheiro completo, que serve de lavabo para os hóspedes também, na área que era ocupada pelo antigo quarto de empregada. Ambiente, esse, desnecessário para o meu estilo de vida que prevê uma diarista 2 vezes por semana.

A última modificação foi a abertura do vão que conectou a sala com a cozinha. Do resto, os ambientes foram somente restaurados mantendo a maioria dos detalhes originais possíveis. Valorizando assim as histórias de quem por lá já tinha passado.

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Eu comprei esse apartamento daquela que foi a proprietária do terreno antes que o prédio fosse construído. Ela morou no imóvel durante 60 anos, de 1953, data na qual a família construiu o prédio, até 2013, quando seu marido morreu e os filhos decidiram levá-la pra morar junto com eles. Podemos então dizer que sou o segundo proprietário em mais de meio século de vida do prédio!

OBS: De 2 proprietários, 100% eram italianos. Donna Issa, a antiga dona, era filha de italianos que tinham emigrado na década de 40, e eu no inicio do século XXI [risos]. Tenho fascinação pelas histórias dos edifícios e seus moradores, sempre vou atrás, isso me rendeu um livro chamado “Prédios de São Paulo”.

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H – Qual o cômodo preferido da casa? Por quê?

MG – Elegeria dois: primeiro, a sala e a cozinha, que são ambientes muito agradáveis para receber os amigos. Na sala construí uma moldura em volta da enorme janela original (4 metros x 2 de altura) para que os amigos pudessem sentar e conversar com a cidade como cenário.

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O segundo é a suite, que tem uma sala de banho agradabilíssima, um closet espaçoso e um quarto para dois ambientes onde vejo meus filmes em uma tela com projetor, costumo ler meus livros, uma de minhas paixões, e trabalhar um pouco na minha escrivaninha. Escolhi uma pequena para não transformá-lo em um verdadeiro ambiente de trabalho. Sendo workaholic, esse era um risco concreto.

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H – Qual o item de decoração que mais gosta na sua casa? Por quê?

MG – Acho que o letreiro do cinema que está perto do divã no meu quarto. Comprei e o restaurei, hoje está em perfeito funcionamento e expõe o cartaz de meu filme preferido: “Forrest Gump”. Gosto dele pois é um objeto imponente, “histórico”, com uma moldura antiga em madeira dourada toda trabalhada à mão e me lembra os tempos que já foram, onde os cinemas eram de rua e constituíam pontos de encontros e lazer. Isso antes da vinda dos shoppings centers e da TV a cabo.

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Todas as fotos © Emiliano Hagge

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