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Vídeo: a reação das pessoas quando têm que traduzir uma mensagem homofóbica para um casal gay

por: Stephanie Bevilaqua

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Pare tudo o que você estiver fazendo e comece o seu dia com esse vídeo que é uma lição de humanidade. Enquanto ontem postamos notícias terríveis como o Bispo homofóbico que posou em foto ao lado do Jean Willys para incitar o ódio hoje vamos te recompensar com algo para você continuar acreditando na humanidade.

Aqui no Hypeness funciona assim: quando a sugestão de pauta (ou seja, matéria) é sua, é você quem assina o texto. O que é o caso dessa aqui e por isso tomo a palavra para compartilhar uma experiência pessoal. Citei o caso do bispo Marcos Klain e não é à toa. Ontem quando eu li a notícia quis tentar esquecer para não estragar meu dia. Mas no fim dele um amigo meu postou o seguinte texto: 

Lucas é meu amigo, jornalista e muito orgulhoso por ser gay. E como você quer que o Lucas se sinta diante desse episódio absurdo em que uma pessoa que se diz religiosa escreve na legenda da foto com um homossexual “Acho que ele pensou que meu sorriso era pela foto conseguida… Mas ele não sabe que eu só queria colocar minhas mãos sobre ele pra profetizar… ou se converte, ou morre”. Como você quer que a gente se sinta?

Bom, o vídeo que vamos compartilhar com você agora mostra o oposto de uma realidade obscura como essa em que diante de um episódio homofóbico as pessoas se sensibilizam e se dispõem a lutar pelo respeito e pela liberdade de quem quer que seja:

Ou seja, a experiência consiste em mostrar um turista norte-americano (ator) que não compreende o espanhol e visita a Espanha. Ele pede para que algumas pessoas o ajudem a traduzir as direções enviadas por e-mail para o seu hostel. Primeiro a mensagem faz uma colocação (que não podemos chamar de piada) chamado eles de “veadinhos” e depois outras coisas horrorosas e preconceituosas são ditas. Tão doentias que as pessoas mal conseguem reproduzi-las. Só que o mais incrível acontece.

Diante dos comentários homofóbicos mostrados no e-mail – que também não valem a pena serem reproduzidos neste texto – as pessoas se comovem, dizem que é um absurdo e que isso não pode ficar assim. Muitos se sensibilizam e sugerem que o casal vá até a delegacia e faça uma queixa contra o hostel. Um casal inclusive se dispõe a acompanhá-los e se necessário ajudar com a tradução.

Mas no final do vídeo fica a mensagem: “38% da população LGBT é discriminada na Espanha e apenas 10% denunciaram”. Imagina esses números aqui no Brasil como não seriam mais altos e mais baixos, proporcionalmente. É claro que seria necessária uma pesquisa, mas só da gente observar a expressividade que a própria bancada evangélica tem hoje no país já é o suficiente para a gente se assustar. Não que todo evangélico seja preconceito, mas afinal, o que tem na cabeça uma(s) pessoa(s) que votam em seres como Bolsonaro e Feliciano? Além de ódio e ignorância?

Portanto a mensagem que eu pessoalmente gostaria de compartilhar hoje é que dentro do cesto há muitas maçãs podres – mas também tem aquelas vivas e cheias de esperança. Já pensou se todos nós que repudiamos a atitude do bispo de incitar a morte ao homossexual denunciássemos isso? Não ia ter Deus que o salvasse da cadeia. Talvez assim o Lucas, eu e você também dormiríamos mais tranquilos.

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Fotos reprodução Facebook


Stephanie Bevilaqua
Depois de uma relação de amor e ódio com São Paulo e o jornalismo, hoje vivo em Buenos Aires para me dedicar ao cinema. Ou seja, acrescentei mais duas coisas na lista da vida para amar e odiar.

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