Em presídio no Acre, curso oferece diploma em horticultura orgânica para os detentos

Se há um caminho possível para que as prisões brasileiras deixem de ser somente um depositário de seres humanos para se tornarem possíveis centros de ressocialização e reinserção na sociedade, esse caminho é através do trabalho e da educação. Pois a Unidade Prisional de Senador Guiomard, no Acre criou uma parceria com o Instituto Dom Moacyr para colocar justamente essas ideias em prática – e os resultados começam a aparecer.

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Uma turma de 18 detentos da Unidade Prisional acaba de receber a certificação no curso de Horticultor Urbano. O curso teve 60 horas de duração, com estudos teóricos e práticos, realizados na própria horta da penitenciária, e foi executado pela Escola da Floresta Roberval Cardoso. A formação emocionou e trouxe esperanças para os detentos.

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Alguns dos formandos declararam que essa era uma maneira de sentir que a sociedade se importa com eles. Outros agradeceram a oportunidade, e garantiram que não só seguiriam trabalhando na horta do presídio, como que levariam o conhecimento adquirido para a vida após o fim de suas penas, para voltarem ao mercado de trabalho. É o conhecimento, afinal, que nos permite sonhar mais longe e, ao mesmo tempo, nos oferece os meios para alcançar esse sonho.

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