Matéria Especial Hypeness

A girlboss Sophia Amoruso já catou lixo e chegou a ser presa antes de fundar um gigante e-commerce fashion

por: Gabriela Alberti

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Você provavelmente deve ter ouvido falar na expressão girlboss nos últimos dias. Isso por conta da nova série original que estreou na Netflix no fim de abril, e que leva este nome. Produzida por Charlize Theron, ela conta (infelizmente não da maneira como merecia) a história da Nasty Gal, um dos maiores e-commerces de roupas e acessórios do mundo, criado e conduzido por Sophia Amoruso até o ano passado, quando entrou com pedido de falência.

A girlboss Sophia Amoruso já catou lixo e chegou a ser presa antes de fundar um gigante e-commerce fashionSophia com a atriz Britt Robertson, que interpreta a personagem inspirada nela, na série original da Netflix

Mas quem é Sophia Amoruso? Essa jovem de 33 anos que em 2016 foi considerada pela Forbes uma das mulheres mais jovens a fazer fortuna por conta própria, tem uma história peculiar e bastante polêmica. Norte-americana, cresceu na Califórnia dos anos 90, e nunca se encaixou nos padrões considerados normais pela sociedade.

Com 15 anos, arrumou seu primeiro emprego, como atendente do Subway. Desenvolveu TOC por conta do sanduíche BLT, e pediu a conta. Assim como em todos os outros empregos que passou até chegar a CEO da sua própria empresa, Sophia não durava muito. Ora era despedida, ora pedia para sair.

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Quando seus pais se divorciaram, a jovem “aproveitou a deixa” e foi morar sozinha. Estava com 17 anos, não tinha emprego fixo nem recebia ajuda financeira da família. Foram verdadeiros anos perdidos, como a própria jovem define, em que viajou pela costa oeste dos EUA de carona, se alimentou de restos de comida que encontrava no lixo e realizou pequenos furtos, chegando até a ser detida por um deles.

“Houve dezenas de vezes em que eu poderia ter estragado meu futuro de forma irreparável. É um milagre que isso não tenha acontecido”, disse em seu livro autobiográfico lançado em 2014 e que permaneceu por semanas no topo do New York Times.

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Aos 22 anos, Sophia descobriu que tinha uma hérnia inguinal. Nada sério, mas precisava fazer uma cirurgia para acabar com as dores que a incomodavam. Porém, para que isso fosse possível, precisava de um seguro-saúde. Consequentemente, era hora de arranjar um emprego de “verdade”.

Foi quando trabalhou na portaria da Academia de Artes da Universidade de São Francisco, checando o RG dos visitantes. Era um emprego com bastante tempo livre, que Sophia usava basicamente para navegar na internet. E, sem muita pretensão, acabou abrindo uma loja no eBay. Seus produtos eram peças vintages que garimpava na internet e também em brechós locais.

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Paul, namorada de um amigo e primeira modelo da Nasty Gal Vintage

O nome, Nasty Gal Vintage, veio do disco de 1975 de Betty Davis, o favorito da jovem, e se destacava entre as outras lojas online que também tinham inspiração vintage, mas que na verdade estavam mais pro hippie do que pro retrô. “Muitas das lojas vintage do eBay eram tão hippies que doía, com nomes como Dama na Grama Alta Vintage ou Irmã Corvo do Espírito da Lua Vintage”, conta a empresária.

No começo, era Sophia quem fazia tudo, algumas vezes com a ajuda da mãe. Garimpava os produtos, lavava e passava todas as roupas, tirava as medidas, fotografava, tratava as imagens e cuidava das negociações e envio dos produtos.

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Rapidamente, a loja começou a ficar popular entre os consumidores do eBay, chamando a atenção (leia-se inveja) das inimigas hippies que não estavam prontas para lidar com um fenômeno devastador como Sophia. “Enquanto elas perdiam tempo me difamando nos fóruns do site, eu estava ocupada dando o melhor de mim para a minha loja continuar crescendo”, explica.

E o foco da empreendedora deu certo. Em poucos minutos, seus leilões (uma das opções de venda no eBay é através de lances, ao invés de preço fixo) chegavam às alturas e, com uma margem de lucro absurda, a conta bancária da sua loja engordava cada vez mais.

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Quando percebeu que a brincadeira tinha ficado séria, decidiu que precisava ter o próprio site (na verdade o eBay deu um empurrãozinho nesse processo, banindo Sophia do site por ter divulgado links de domínios externos em suas postagens – prática proibida por eles).

A ideia era mudar o nome da marca, retirando o vintage e continuando apenas como Nasty Gal. Mas, ao procurar o endereço online, descobriu que o domínio Nasty Gal não poderia ser registrado, pois pertencia a um site pornô. Seguiu então como Nasty Gal Vintage por alguns anos até conseguir alterar o domínio do site.

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E, quando precisou fazer um empréstimo para expandir suas operações, Sophia teve uma surpresa nada agradável. Descobriu que, por conta de um sutiã de 28 dólares da Victoria’s Secret comprado – e não pago – no passado, não tinha nenhum crédito na praça.

Esse é, inclusive, um dos motivos que hoje a enche de orgulho. “Como eu não tinha nenhum amparo financeiro externo para me apoiar, tive que me matar para fazer com que os negócios fossem lucrativos desde o primeiro dia. No fim, a Nasty Gal chegou a uma renda de U$28 milhões sem pedir nenhum centavo emprestado”, contou a girlboss.

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A empresa cresceu, e chegou a empregar mais de 300 pessoas, além de abrir duas lojas físicas no metro quadrado mais disputado de Los Angeles. Mesmo entrando em processo de falência no fim de 2016, a marca ainda vale milhões de dólares. São números dignos de um verdadeiro império da moda que, apesar de ser fruto de muito suor e trabalho, se desenrolou de uma forma que nem a própria Sophia sonhou que aconteceria.

A ascensão meteórica da garota que não encontrava seu caminho, não cursou faculdade e era desacreditada por todos era algo inimaginável. E, apesar de não se orgulhar do seu passado, Sophia faz questão de dizer que foi ele que a trouxe até aqui. “Não me orgulho do que fiz, mas foi importante para a minha formação. Quebrei um monte de regras, mas também cresci e transformei tudo isso em experiências positivas”, disse.

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“Uma #girlboss está no comando da sua própria vida. Ela consegue o que quer porque ela trabalha por isso”.

Em fevereiro deste ano a Nasty Gal foi vendida para uma multimarcas britânica, e Sophia segue envolvida na produção da série Girlboss que comentamos lá no início, inspirada na sua trajetória, além de manter o site girlboss.com, que tem o objetivo de conectar mulheres para discutir e compartilhar conhecimentos sobre carreira, empreendedorismo, finanças pessoais, relacionamentos e muito mais.

A expressão girlboss cunhada por Sophia se tornou um verdadeiro movimento, que inspira e empodera garotas de todo o mundo, mostrando que elas não só podem como são capazes de chegar onde bem entenderem, independente do que o mundo lá fora vai dizer.

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E se você se interessou pela história da jovem que construiu seu império do nada e ficou curioso para saber mais, clique aqui para comprar seu livro. Já a série Girlboss está disponível na plataforma de streaming Netflix. E, para acompanhar qual será a nova empreitada de Sophia, acompanhe suas redes sociais, aqui e aqui.

Imagens © Reprodução Instagram/Divulgação/Getty/Nasty Gal/Monica Almeida/Claudia Lucia

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Gabriela Alberti

Aquariana, curitibana, canhota e (só um pouco) teimosa. Curiosa desde o berço, tô sempre em busca de novidades, da senha do wi-fi, de novas séries para virar o fim de semana e de passagens promocionais para, quem sabe um dia, dar a volta ao mundo.

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