Roteiro Hypeness

Um roteiro pela mágica “Pérola do Tapajós” no Pará

por: Redação Hypeness

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Desde tempos antigos, os rios têm um papel fundamental na construção da civilização humana. Ao Norte do Brasil, a Bacia Amazônica é a maior do mundo. Dos 7 milhões de km², 3,8 milhões estão no Brasil, o que equivale a 73% da extensão da bacia. São vários os rios que compõem a Bacia Amazônica, e destes um em especial chama a atenção por suas águas cristalinas: o Rio Tapajós.

A bordo do Discovery, o novo lançamento da Land Rover, o Hypeness foi até o Pará, mais especificamente até à cidade de Santarém, para conhecer esse cenário de beleza exuberante.

Santarém, hoje o terceiro município mais populoso do estado (atrás da capital Belém e Ananindeua), foi fundada em 1661 pelo padre João Felipe Bettendorff, com o nome de Aldeia dos Tapajós. A Aldeia dos Tapajós foi elevada à categoria de vila em 14 de março de 1758 pelo governador da província do Grão Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, recebendo então o nome de Santarém em homenagem à cidade portuguesa de mesmo nome. Em 24 de outubro de 1948, Santarém foi elevada à categoria de cidade, em consequência de seu notável desenvolvimento.

Chamada poeticamente de “Pérola do Tapajós” a cidade de Santarém impressiona pela riqueza gastronômica, pela fartura da pesca, o artesanato e pela cultura e belezas naturais, como é o caso do encontro das águas, onde o Rio Tapajós se une ao Rio Amazonas, proporcionando um efeito magnífico de contraste de cor entre esses dois rios.

Por causa da diferença na densidade e composição química da água, na união dos dois rios exatamente em frente a cidade de Santarém, o fenômeno conhecido como “encontro das águas” impressiona pela magnitude dos rios.

Tambaqui, um dos peixes mais apreciados na gastronomia brasileira, uma riqueza do rio Tapajós

Iguarias de Santarém: Pastel de pirarucu defumado e bolinho de farinha de piracuí

Próximo a Santarém, também localizado na margem direita do Rio Tapajós, fica o povoado de Alter do Chão (falamos dele aqui, num post que vale a pena relembrar). A cerca de 35 km de Santarém, o acesso é fácil pela PA 457. Porém existem vias alternativas, como barco, subindo o Rio Tapajós, ou, como preferimos, trilhas alternativas em meio à floresta. A bordo do Discovery, o lançamento da Land Rover, tivemos essa experiência de explorar terrenos difíceis e igarapés.

Legenda: Na época da cheia dos rios, o nível das águas sobem e alagam porções de terra seca. Comumente chamados de Igarapés, esses trajetos são de difícil acesso, normalmente feitos em pequenas embarcações ou em carros projetados para esses percursos.

Fundado em 1626, Alter do Chão se destacou mundialmente pela beleza de suas praias, uma em especial eleita como a praia de água doce mais bonita do mundo pelo jornal The Guardian.

A Ilha do Amor, em Alter do Chão, porção inundável de areia que rendeu o carinhoso nome de “Caribe brasileiro” pelo Jornal The Guardian.

No início do século XX, Alter do Chão era uma das rotas de transporte do látex extraído das seringueiras de Belterra e Fordlândia. Foi um período curto de desenvolvimento para a vila. Mas a partir da década de 1950, ocorreu a decadência do extrativismo amazônico e a vila foi atingida pelo deficit econômico. Desde a década de 1990 até os dias de hoje, o atual distrito aposta no turismo, no qual obteve bons resultados, para evoluir economicamente.

Mas a vila de Alter do Chão não oferece apenas belezas naturais. A cultura e gastronomia são traços marcantes no cotidiano.

Em Alter no Chão, há um espaço gastronômico de mesmo nome. De cozinha autoral a especialidade são comidas típicas. Acima duas versões de preparo do Pirarucu: ao molho de taperebá com vegetais, e ceviche com chips de banana da terra.

Uma das manifestações culturais de maior destaque no município de Santarém é a Festa do Sairé que ocorre em Alter do Chão. A festa do Sairé une rituais religiosos e profanos e gira em torno do folclore dos botos. O Boto Tucuxí e o Boto Cor de Rosa são os rivais protagonistas do enredo, que gira em torno da sedução, morte e ressurreição destes personagens, entre lendas regionais e de tribos indígenas.

Santarém e Alter do Chão são lugares de uma beleza única. Cheias de magia, história, hospitalidade e sabores. Vamos, mas já com vontade de voltar.

Belterra, fundada pelo empresário Henry Ford foi a segunda tentativa de um projeto de empreender durante o ciclo da borracha na Amazônia. Traços tipicamente americanos em meio a floresta.

A tranquilidade de Alter do Chão

Subindo o Rio Tapajós com destino a Alter do Chão. O trajeto de barco tem suas belezas.

Sol e chuva no Tapajós

*Texto por Erivan Fernandes, que viajou à convite da Land Rover.


Redação Hypeness
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