sustentabilidade

Casal de brasileiros desenvolve embalagem vegana para aposentar plástico filme e alumínio

por: Mari Dutra

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Embora sejam feitos com materiais recicláveis, tanto o plástico filme quanto o papel alumínio são raramente reciclados. O resultado é que, depois de um único uso na cozinha, estes materiais acabam parando no lixo. Agora, um casal de brasileiros desenvolveu uma solução criativa e sustentável para este problema.

A ideia partiu de Lucas Bastos e Carla Enero, moradores de Joinville (SC). Segundo o Ciclo Vivo, os dois haviam vivido na Austrália em 2015, onde conheceram uma embalagem sustentável para alimentos. Inspirados na ideia, decidiram produzir um material similar que pudessem usar em sua própria casa. Foi na base de tentativa e erro que surgiu o Keep, um produto impermeável fabricado apenas com matérias-primas biodegradáveis, que começou a ser comercializado em julho deste ano.

Ele é confeccionado com tecido 100% algodão, resina de árvore e mel (na versão normal) ou cera de carnaúba (em sua versão vegana). Diferentemente de papel alumínio e do plástico filme que costumamos usar na cozinha, o Keep é reutilizável e pode durar até um ano. Depois do uso, basta limpá-lo com um pano úmido e deixar o material secar à sombra.

O produto pode ser utilizado na conservação e transporte de alimentos, na pesagem de produtos a granel e até para embalar barras de sabonetes usadas em viagens, por exemplo. Como a película de cera que envolve o algodão é respirável, o alimento se mantém hidratado dentro da embalagem, o que melhora sua conservação.

Além de tudo, as embalagens são confeccionadas em tecidos com estampas coloridas, dando um ar especial à cozinha. Quando a vida útil do produto termina, ele pode ser descartado normalmente no lixo orgânico ou destinado à compostagem. Disponível nos tamanhos P (18x20cm), M (25×28 cm) e G (33x35cm), a embalagem pode ser adquirida através da página do Facebook da marca, com preços a partir de R$ 14,90 + frete.

Todas as fotos: Reprodução Facebook


Mari Dutra
Depois de viver na Argentina, na Irlanda e na Romênia, percebeu que poderia carimbar o passaporte mais vezes caso trabalhasse remotamente. Hoje escreve para o Hypeness e mantém um blog de viagens, o Quase Nômade, em que conta mais de suas experiências pelo mundo.

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