Roteiro Hypeness

A ilha da Gigóia é o paraíso que você precisa descobrir no Rio de Janeiro

por: Paulo Moura

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“Nem parece que estamos no Rio de Janeiro, em plena Barra da Tijuca”. Essa é a fala mais comum entre aqueles que visitam pela primeira vez a ilha da Gigóia. A região, desconhecida inclusive para muitos cariocas, faz parte do arquipélago de 10 ilhotas que se estendem entre a Lagoa de Marapendi, a Lagoa da Tijuca e a Lagoa de Jacarepaguá.

Por lá, o único trânsito que se vê é o das chalanas que fazem a travessia ou dos jet skis e pranchas de SUP dos  moradores. Além de restaurantes e bares para um almoço ou happy hour com um visual de tirar o fôlego, a Gigóia também é palco de shows de artistas independentes – reza a lenda que basta entrar numa chalana rumo à ilha para a inspiração soprar forte no rosto, junto com o vento. Para dar uma conferida no som que rola por lá, a dica é a websérie Ilhados, que reuniu as histórias de 12 músicos moradores.

O acesso à Gigóia é colado na estação de metrô Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. Não há preço fixo oficial, mas normalmente se cobra R$ 5 pela travessia de chalana para não moradores. Se quiser dar uma volta pelas outras ilhas vizinhas e pelo mangue, o passeio custa entre 20 e 25 reais, e garante belas fotos de aves silvestres, macacos e jacarés.

Você consegue conhecer a ilha toda em apenas 20 minutos de caminhada, passando por meio de vielas com casinhas típicas de uma cidadezinha do interior. Nas ruas não circulam carros, e o clima é de total tranquilidade. Não há nenhum patrulhamento da polícia e, mesmo assim, o índice de violência é quase zero, segundo os habitantes. Não é por acaso que muita gente famosa adotou a Gigóia como lar, como o skatista Bob Burnquist, que inclusive, no verão, abre a sua casa para shows e oficinas culturais, dentro do projeto SpotLab RJ.

E o que tem para fazer? Caso você goste de esportes, lá você pode fazer passeios de SUP, bike aquática ou caiaque, ou alugar um jet ski, wakeboard ou flyboard para explorar a região. Se estiver em turma e com um pouco de folga no bolso, vale alugar uma lancha para fazer o passeio até a praia da Barra. Para aqueles que querem relaxar o corpo e a mente, a dica é a casa Porto de Luz, que fica na ilha vizinha – ilha da Pesquisa – que oferece terapias, aulas e workshops de meditação, massagem, reiki, entre outros. Se estiver de bobeira lá em um domingo, até cineclube você vai achar com uma programação recheada de filmes independentes.

Agora, para quem não quer nada com nada, só ficar apreciando o visual, comer um petisquinho e tomar uma cervejinha – o que é o meu caso – não faltam opções. O Caiçara é o meu cantinho preferido: cerveja gelada, comida boa e um show de reggae ou rock no entardecer. Quer coisa melhor?

Para quem quiser esticar o passeio pela Gigóia e aproveitar a noite por lá, há muitas opções de pousadas e hostels por toda a ilha, como o Miami da Mara. O roteiro noturno começa com uma passada na Galerie Serejo, misto de ateliê e espaço criativo; depois a dica é o Poderoso Buteco, um pub com uma vasta carta de cervejas artesanais e muito Beatles e Led Zeppelin na trilha sonora; e para fechar a noite fica a dica de uma boa pizza a lenha harmonizada na Alla Pergola ou o hambúrguer irado do Gigóia Bistrô ou ainda os ceviches do recém inaugurado Maracuyá.

  • Crédito das Fotos: Isabelle de Paula


Paulo Moura

Jornalista paulistano que adotou o Rio de Janeiro como casa. Possui mais de 15 anos de experiência em comunicação corporativa e é sócio-diretor da Agência VIRTA. Apreciador de cerveja, comida ogra, mar e tudo aquilo que combina ou remete a ele.

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