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#MeToo: Mais 500 mil mulheres expõem o tamanho do abuso e do assédio no mundo

por: Tuka Pereira

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Não é de hoje que o mundo artístico trata as mulheres como seres de menor valor que devem ‘pagar’ por seu direito de trabalhar cedendo a investidas de homens influentes do meio. Felizmente os tempos mudaram e elas perceberam que juntas são fortes.

Este é justamente o que aconteceu para que Harvey Weinstein, um dos produtores mais influentes da indústria cinematográfica, fosse desmascarado.

Conhecido abusador (há casos inclusive de estupros) de atrizes, ele vinha agindo há décadas sem ser importunado até que atrizes do calibre de Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow resolveram denunciá-lo. Dezenas de outras atrizes se juntaram a elas e Weinstein caiu. Foi demitido do estúdio fundado por ele próprio e expulso da Academia do Oscar.

Com esta iniciativa corajosa que derrubou um dos figurões de Hollywood, outras ações estão surgindo para mostrar que, infelizmente, o assédio é algo mais comum do que as pessoas imaginam.

A atriz Alyssa Milano iniciou campanha através do Twitter, convocando outras mulheres a responderem “me too” (eu também), caso já tenham sido vítimas de abuso sexual. A campanha, na terça pela manhã, já passava dos 500 mil compartilhamentos.


Alyssa Milano

Ela escreveu: “Sugerido por uma amiga: se todas as mulheres que já foram assediadas ou abusadas sexualmente escreverem ‘Eu também.’ como status [da rede social], talvez a gente possa dar às pessoas uma noção da magnitude do problema. Se você já foi assediada ou abusada sexualmente escreva ‘eu também’ como resposta a esse tuíte”.

A ideia foi um grande sucesso. Infelizmente. Em menos de 24 horas o tuíte recebeu milhares de respostas, a maioria de pessoas anônimas, mas também muitas pessoas famosas se pronunciaram. Entre elas, Lady Gaga, Monica Lewinsky, Anna Paquin, Evan Rachel Wood e Patricia Arquette.

Na França, outra campanha no Twitter também foi lançada para denunciar situações de assédio, a #balancetonporc – “delate seu porco”. A ideia partiu da jornalista Sandra Muller e também foi inspirada pela onda de denúncias de casos de assédio contra Weinstein.

No dia 13 de outubro ela tuitou: “E se nós também revelássemos os nomes dos predadores sexuais que 1) nos faltaram com o respeito verbalmente e 2) tentaram nos tocar?”.

A primeira denúncia foi feita pela própria jornalista: “Você tem peitos grandes. Faz o meu tipo. Vou te fazer gozar a noite toda”, foi o que ouviu do presidente de uma emissora.

Milhares de mulheres aderiram à campanha encabeçada por Sandra e a hashtag #balancetonporc se tornou um trending topic no último fim de semana.

 

Imagens: Reprodução


Tuka Pereira
Jornalista há mais de uma década e 'escrevinhadora' há muito mais tempo, Tuka Pereira aborda feminismo a gatinhos fofos com a mesma empolgação. Se existe algo que gosta mais do que escrever é carimbar o passaporte. Já esteve em boa parte do mundo e todo dinheiro que ganha gasta em viagens.

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