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Um dia num dos maiores eventos de cerveja artesanal do país

por: Paulo Moura

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Os 17 mil metros quadrados dos armazéns do Pier Mauá, no centro do Rio de Janeiro, transformaram-se nos últimos dias em um verdadeiro paraíso cervejeiro.

Foi a quinta edição do Mondial de la Bière no Brasil, evento que acontece também anualmente em Montreal, no Canadá, e em Paris, na França.

Considerado a maior vitrine  da cerveja artesanal do país, o evento contou com mais de 130 cervejarias que apresentaram cerca de mil e duzentos rótulos de todas as estirpes possíveis e imaginárias.

O Mondial contou ainda com dezenas de food trucks com os mais variados petiscos e sanduíches, além da apresentação de bandas de folk, jazz, reggae, rock e samba.

O Hypeness, obviamente, não poderia estar de fora dessa e conta tudo o que de mais interessante e inusitado rolou por lá!

Um dia num dos maiores eventos de cerveja artesanal do país

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Primeiramente, três premissas básicas do evento:

O copo sagrado – A primeira e talvez a coisa mais importante que um marinheiro de primeira viagem deve ter em mente no Mondial é que você ganhará um copo na entrada e ele será seu instrumento de trabalho para degustar suas cervejas favoritas. Se perde-lo, azar o seu; se quebra-lo, prepare-se para ouvir o pavilhão inteiro tirando onda!

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Shot de cerveja é a melhor coisa – O copo tem marcações de 125ml e 300ml. Apostar nas doses menores garante ‘vidas extras’ para o cervejeiro que quer fazer o dia render e não ficar chapado ou empapuçado de cara.

É para fugir do óbvio – Encarar o Mondial é como ir a um rodízio de carnes, ou seja, encher o copo de pilsen é como abarrotar o prato de salada, e aí quando, finalmente, chega a hora da picanha, você já não aguenta respirar. O negócio é ousar e investir nos estilos e combinações mais inusitados.

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O que mais chama a atenção no evento é justamente o grau de profissionalismo que o mercado de cerveja artesanal brazuca atingiu. Algumas marcas já estabelecidas como a carioca Hocus Pocus ou a paranaense Bodebrown chegam a oferecer até 20 estilos distintos da bebida em seus estandes, com combinações pra lá de inusitadas, e atraem verdadeiros fã-clubes de várias partes do país.

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As cervejarias menores, contudo, na minha modesta opinião, são os maiores atrativos do evento. Até porque não é toda hora que você tem a oportunidade de encontrar no seu boteco ou no mercadinho da sua rua cervejas primorosas como a Oceânica ou a Overhop.

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Muita gente chega pela primeira vez ao Mondial com a referência da Oktoberfest na cabeça, mas não é bem por aí. O negócio é qualidade e não quantidade. Assim como acontece nos eventos de moda que lançam as tendências da próxima estação, a parada é parecida. Pois então, eis algumas referências que tiramos de lá:

A onda das azedinhas –  Não há dúvida alguma que as sours, cervejas ácidas e refrescantes, foram a grande vedete do evento. Teve sour com tamarindo, cajá, bergamota, cacau, siriguela, e por aí vai. Nada mais apropriado para o verão que está chegando aí.

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É hora de rever o conceito: não aguenta, toma leite – As milk beers, certamente, foram a grande surpresa. Cerveja com leite? É isso mesmo? Não, calma lá! Na verdade, tratam-se de bebidas que levam lactose em sua fórmula e, com isso, ficam um pouco mais densas e doces. A carioca Three Monkeys chegou a oferecer no seu stand um frozen de uma IPA com baunilha e lactose e a fila para provar não foi pequena, não!

Um dia num dos maiores eventos de cerveja artesanal do país

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Cerveja vai bem com tudo – Teve brigadeiro feito com Belgian Blond Ale e Irish Red Ale no stand da Gaspar; teve pãozinho produzido a partir de bagaço de malte numa parceria da Green Lab/Antuérpia com a Gastromotiva. Aliás, taí uma bela história de inovação social: para fazer o novo rótulo Toast Ale foram usados 180 quilos de pão não comercializados e coletados em padarias de Juiz de Fora, que seriam posteriormente descartados. Após cortá-lo e macerá-lo, o ingrediente foi adicionado aos outros insumos na brassagem. Ao fim do processo, a Gastromotiva transportou parte do “bagaço” de malte, que foi reutilizado para a produção de pães.

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Cerveja é música para a alma, literalmente – Talvez a proposta mais carregada de simbolismo do Mondial foi a Jeffrey Maestro, uma cerveja clara leve, feita com caju, castanha-do-pará, castanha de caju, folhas de limão Kaffir e pimenta malagueta que foi concebida especialmente para o evento pelo maestro Isaac Karabtchevsky, da Orquestra Petrobras Sinfônica, e um dos mais respeitados do mundo. No evento, o público podia degusta-la em uma cápsula que exibia em 360º um filme do maestro regendo a orquestra com o Municipal lotado. Que sensação!

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Você pode até duvidar, mas conheci gente que deu uma passada no Mondial, mesmo sem ser fã de cerveja. Não é para menos, já que as opções gastronômicas e os shows que aconteceram no terraço com uma bela vista para a Baía de Guanabara por si só já valeram muito a pena.

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Bem, é isso: saúde e até o Mondial de la Bière 2018!


Paulo Moura

Jornalista paulistano que adotou o Rio de Janeiro como casa. Possui mais de 15 anos de experiência em comunicação corporativa e é sócio-diretor da Agência VIRTA. Apreciador de cerveja, comida ogra, mar e tudo aquilo que combina ou remete a ele.

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