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Exposição a céu aberto integra arte à natureza no Rio de Janeiro

por: Paulo Moura

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A Marina da Glória, um dos mais belos cartões postais do Rio de Janeiro, se transformou em um grande museu a céu aberto. Até o dia 17 de dezembro, a exposição “Marina Monumental” pode ser visitada gratuitamente. Passamos lá para dar uma conferida!

Tendo como pano de fundo a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, além dos Jardins do Parque do Flamengo, as obras expostas ganham significados, posicionamentos e sentidos diferentes conforme a incidência do vento, do sol e da chuva. É o que os entendidos chamam de arte cinética, movimento que rompe com as condições estáticas das pinturas e esculturas.

Entre os destaques, vale atravessar o deck em plena baía margeado por centenas de bambus pintados com tonalidades diferentes de azul, que fazem referência ao céu. Irresistível a tentação de tirar uma foto na beirada do deck com o Cristo de fundo!

Outra atração bastante curiosa foi criada pelo paulistano Gustavo Prado e consiste em uma instalação com dezenas de espelhos redondos direcionados para os mais diversos ângulos do entorno. A obra foi exposta em abril no festival Coachella, na Califórnia.

Reconhecido pelas intervenções que chamam a atenção para questões ambientais e o cotidiano nas metrópoles, o artista Eduardo Srur não poderia ficar de fora dessa. Para a exposição, ele criou um corredor de boias com a inscrição “A Arte Salva”.

Guardadas as devidas proporções, a proposta da expor ao ar livre obras de arte de grande dimensão que dialogam com a natureza nos remete ao giro que demos por Inhotim tempos atrás e que registramos aqui. Fica a dica para que os organizadores façam uso do enorme espaço disponível na Marina e a transformem em uma galeria a céu aberto permanente.

Nota: O passeio seria completo se os restaurantes da Marina oferecessem opções com preços minimamente razoáveis, mas infelizmente é impossível beber ou comer por lá sem gastar menos de 100 reais por pessoa. A dica é pega um táxi ou Uber e partir para o centro do Rio (cinco a dez minutinhos de percurso), que tem uma infindável oferta de botequins com comes e bebes deliciosos e que não pesam no bolso 😉


Paulo Moura

Jornalista paulistano que adotou o Rio de Janeiro como casa. Possui mais de 15 anos de experiência em comunicação corporativa e é sócio-diretor da Agência VIRTA. Apreciador de cerveja, comida ogra, mar e tudo aquilo que combina ou remete a ele.

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