Matéria Especial Hypeness

5º Desafio de Design convocou estudantes de design e arquitetura para desenvolverem projetos profissionais

por: Redação Hypeness

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Em sua quinta edição, o Desafio de Design Odebrecht Braskem selecionou estudantes de arquitetura e design para resolverem uma nova e instigante tarefa: desenvolver produtos inovadores tendo o plástico como matéria-prima.

Sete universidades da capital paulista participaram do desafio, que convidou os alunos a criarem uma coleção de piso, revestimento de parede e divisória toda em plástico, de forma a  valorizar o polímero como  material versátil que permite ao designer criar peças sofisticadas e, ao mesmo tempo, acessíveis para o consumidor final. A equipe vencedora terá seu produto lançado no mercado e ainda levou para casa o prêmio de 15 mil reais.


Os participantes do Desafio reunidos

Realizado em parceria com o premiado estúdio de design Fetiche, a nova edição do desafio trouxe alunos das universidades FAAP, Belas Artes, IED, Instituto Mauá, Mackenzie, Universidade São Judas e USP diretamente da sala de aula e do campo teórico dos estudos para colocá-los dentro de um processo concreto de trabalho, onde puderam mostrar seus talentos na prática.

A experiência foi naturalmente enriquecedora, visto que o estúdio desenha para marcas como Tok & Stok, Florense, La Lampe, Artefacto, Micasa, Schattdecor, Museu de Arte Moderna de São Paulo, L’Occitane, Masisa, Tidelli, Oppa e Phillip Morris, entre outras.


O designer Paulo Biacchi, do estúdio Fetiche

Três alunos de cada instituição formaram grupos, que por dois meses foram capacitados para conhecerem e se deixarem inspirar pelo dia a dia de em estúdio de design de verdade.


O grupo da IED


O grupo da USP

Cada grupo chegou ao desafio com um projeto e, ao longo do período de capacitação, as aulas, workshops, mentorias e rounds temáticos foram realizados como pontos fundamentais para que as peças pudessem ser desenvolvidas. O desafio foi todo registrado em formato de reality doc, transmitidos no canal do Paulo Biacchi, do Fetiche, no Youtube e em todas as redes sociais do projeto.


O grupo da São Judas


O grupo da Belas Artes

“O contato que tivemos com profissionais que atuam nesse mercado e que também compartilharam suas experiências durante o período do desafio, assim como os ensinamentos que obtivemos dentro do estúdio Fetiche por meio dos mentores Marcos Worms e Andrea Bandoni fez do 5º Desafio de Design uma experiência e tanto”, afirmou Sérgio Milani, da equipe da Universidade Mauá. “O Desafio mostrou como é o processo total de um projeto de design, sem aquele suporte da faculdade e professores. No mundo profissional é você respondendo por si, tendo que se desdobrar para conseguir entregar tudo que precisa dentro do período proposto”, disse Sérgio.


Grupo da Mackenzie


Grupo da FAAP

Participaram da banca final os profissionais Claudia Bocciardi, diretora de marketing institucional da Braskem, Pedro Penna, diretor da Atex – empresa parceira do projeto, que poderá fabricar os produtos em plástico selecionados no Desafio -, Roger Marchioni, diretor de negócios de polipropileno da Braskem, Lauro Andrade, idealizador do Design Weekend e da High Design, Waldick Jatobá, curador e idealizador do Mercado-Arte-Design, além, é claro, de Paulo Biacchi, do estúdio Fetiche.


A banca da grande final

As apresentações duraram 15 minutos cada, com mais 10 minutos para perguntas.


Grupo da Mauá, o grande vencedor

O grupo vencedor foi o da Universidade Mauá, por seu “conceito criativo, inspirado na biomimética” considerado “extremamente inovador”. Outro ponto importante para o grupo foi a realização eficiente com criatividade, tendo entregado cada ponto e detalhe exigido no briefing de forma muito criativa, segundo os jurados. Mais do que somente o prêmio, o que os alunos, incluindo os vencedores, levaram foi mesmo o aprendizado – é o que garante Luiza Grein, uma das alunas da Mauá.

“Estar lá dentro, conversar com pessoas que são gigantes da área, fazer exercícios de criação extremamente reais e receber tanta carga de conhecimento profissional assim, de fato é o que fez a diferença”, afirma Luiza. “Vencer foi uma consequência de muita dedicação, e acredito que também de saber ouvir o que os mentores e o Paulo e as bancas tinham a dizer”.

O projeto vencedor, da Mauá

O projeto vencedor visava uma forma orgânica para, segundo Luiza, tornar o plástico “um objeto de desejo” dentro do setor para o qual estavam criando. Para realizar tal tarefa, o grupo procurou uma forma orgânica na hora de desenvolver a coleção de piso, parede flutuante e revestimento. A forma escolhida foi a dos cogumelos.


Detalhe do projeto

“É possível perceber essa referência quando se observa as aletas internas do módulo, e a fluidez que o desenho proporciona”, seguiu Luiza. Pela própria forma criada pelo grupo, inspirada nos cogumelos, o projeto se mostrou esteticamente vigoroso, versátil e funcional. Gratidão é a palavra que significou toda a experiência para Danilo Garbato, outro membro do grupo vencedor. “Toda a vivência, todo o aprendizado, a experiência adquirida, a união que desenvolvemos nesse período, são coisas que vão ficar para sempre na minha memória”, ele disse.


Paulo analisando duas peças do projeto vencedor

O sentimento de gratidão e aprendizado foi a tônica que, para além dos prêmios, todos os participantes levaram para casa e para o futuro a partir do Desafio. “Com a ajuda dos mentores e representantes das empresas envolvidas no concurso, conseguimos adequar nossas ideias iniciais a um projeto que fazia sentido para todas as partes interessadas, e que pôde ir além de nossas pranchetas.

Eu acredito que o design pode fazer diferença, e sinto que depois do desafio estou ainda mais motivada a seguir na área e tentar colocar isso tudo em prática”, afirmou Clara Bartholomeu, do grupo da USP, que recebeu menção honrosa no desafio por seu projeto, que apresentou “pensamento sistêmico, incluindo toda a logística proposta no processo apresentado”.


Detalhe do projeto da USP, que recebeu menção honrosa

Também mereceram menção honrosa o grupo da Belas Artes, “pelas soluções técnicas apresentadas, com um excelente olhar para o plástico injetado e entendimento do processo de produção”.


A banca analisando uma peça do projeta da Belas Artes, que também recebeu menção honrosa

Para Pedro Penna, diretor da Atex e um dos membros da banca, os resultados foram surpreendentes, e foi por isso que a banca decidiu oferecer menções honrosas às equipes da USP e Belas Artes. “Foi muito difícil escolher somente uma equipe vencedora em cerca de 1h30 de reunião, então decidimos dar prêmios de menção honrosa. Vamos iniciar os estudos para fabricação e inserção dos produtos de 3 equipes no mercado. Todo cliente que necessitar de um piso, revestimento ou divisório poderá ter uma opção de produto em plástico”, afirmou.  

Aos estudantes de design e arquitetura, a mensagem que fica, além da inspiração diante de trabalhos bem feitos e da realização de projetos profissionais com designers experientes, é para que fiquem atentos ao 6º Desafio de Design, a ocorrer no ano que vem. Logo mais as inscrições estarão abertas para quem quiser participar de uma experiência verdadeiramente profissional e transformadora.

© fotos: divulgação/reprodução


Redação Hypeness

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