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9 opções para curtir o pré-carnaval no Rio de Janeiro; mesmo que você não goste de samba

por: Paulo Moura

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Seria impossível listar todos os redutos para curtir esse clima de pré-carnaval no Rio de Janeiro, mas preparamos uma lista para agradar a todos os gostos e perfis em vários cantos da cidade. Até porque, agora que o Carnaval está aí na boca do gol, vamos combinar que a melhor coisa que a gente pode fazer é se deixar levar 😉

1. Para ressignificar a segunda-feira

Há mais de 12 anos, toda segunda-feira, sempre das 17hs às 23hs, o couro come no Samba do Trabalhador, no Clube Renascença, no Andaraí, zona norte do Rio de Janeiro. A roda de samba é comandada pelo sambista Moacyr Luz e é ponto de encontro da velha guarda e de artistas consagrados das novas gerações que, vira e mexe, passam lá para dar uma canja. Também às segundas, antes do sol se pôr, a tradicional Roda de Samba da Pedra do Sal se forma aos pés do Morro da Conceição, na Gamboa. O repertório é exclusivamente voltado para sambas de raiz. O evento é 0800 e cercado de ambulantes vendendo bebidas e petiscos.

2. Para os batuqueiros e batuqueiras

O pré-carnaval no Rio tem perna de pau, tem cor, tem saia rodada, tem alegria e, acima de tudo, muita energia. No sábado, dia 20, tem capoeira, maculelê e jongo com tambor de cumba na primeira edição do ano do Tambor no Valongo. Já no domingo é dia de ensaio geral do bloco Tambores de Olokun, no Aterro do Flamengo, que tem como inspiração e referência a linguagem do candomblé e a formação dos maracatus de baque virado da cidade do Recife.

3. Para vivenciar a energia do Circo

Templo da cultura carioca, o Circo Voador é parada obrigatória no Rio para quem gosta de música – independente do gênero. A proximidade com os artistas no palco, a atmosfera, enfim, assistir a um show no Circo é uma experiência única. Para essa semana, a programação então é de ‘virar os olhinhos’: na sexta, tem Karol Conka e Elza Soares, e no sábado, Emicida e Jongo da Serrinha.

4. Para cair no samba no meio da rua

Com a benção do padroeiro da cidade, a Roda do Sambastião acontece um sábado por mês, na Praça do Russel, na Glória. Tríplice coroa: samba tradicional, cerveja gelada e várias barracas vendendo comidinhas, como hambúrgueres, espetinhos e caldos. A próxima está marcada para o sábado, dia 20 de janeiro. No mesmo dia, tem Samba da Ouvidor na esquina da Rua do Ouvidor com a Rua do Mercado, onde durante os dias de semana funciona a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. A democrática roda de samba ajudou a fazer com que a área, vizinha à Praça XV, mudasse de cara: outrora um deserto, hoje fervilha de opções gastronômicas e culturais. Quem vai almoçar, já fica para o samba, que começa por volta das 15hs e vai até às 22hs.

5. Três maneiras de sentir o clima da verdadeira boemia

Todas as quintas, sextas e domingos tem Roda de Samba do Bip Bip, na Rua Almirante Gonçalves, em Copacabana. O botequim foi criado pelo figuraça do Alfredinho em 1968 e dispensa frescuras. Praticamente não há mesas ou cadeiras, nem sequer garçons, ou seja, cabe a você mesmo pegar seu latão (não serve cerveja de garrafa), dar seu nome para ele e pagar no final – em dinheiro. Boa música garantida e um clima de boemia no ar! Para quem dispensa a música, mas quer tomar cerveja na calçada, a dica infalível é o Jobi, no Leblon.

Agora, se você dispensa até mesmo o bar e só quer saber de um encosto e um visual incrível, se manda para Pobreta da Urca.

6. Para quem quer distância de samba

Quem curte o bom e velhor rock ‘n’ roll não fica órfão nessa época de ano no Rio. O Bukowski, a casa de rock mais antiga da cidade, promove no sábado a festa Que Seja F%d@ Enquanto Dure, que não tem hora para acabar nem Lei do Psiu que se atreva a intervir. Agora, se a ideia for curtir um som bem acomodado e bebericar algumas das melhores cervejas artesanais da cidade, a dica é o Osório em Ipanema, que tem promovido alguns dos melhor shows de artistas independentes da cidade.

7. Para os ecléticos, uma festa que faz jus ao nome

Uma festa que tem o slogan “De Cazuza à Mr. Catra, de Novos Baianos à Beyoncé” merece um espaço nessa lista, concorda? Nessa sexta, a Eclética rola no Hub, no Santo Cristo, com muito glitter e purpurina.

8. Para a turma do passinho

Na zona norte do Rio, a estrela é o Baile Charme do Viaduto de Madureira. Começa por volta da meia-noite todo sábado, e a sua especialidade é a black music: hip-hop, soul e R&B. A ambientação também é um atrativo – tudo a céu aberto, debaixo de um grande viaduto.

9. Para cair na noite, sem rótulos nem preconceitos

O Buraco da Lacraia é um programa imperdível para quem procura diversão na Lapa. Com mais de 25 anos de estrada, o tradicional bar e boate LGBT é um espaço democrático para quem quer cantar, dançar, beber e dar muita risada. A partir dessa sexta, entra em cartaz o novo show “Buraco Quente – Um Show de Verão”, cheio de números musicais e trocas de figurino, em que não faltará o tradicional brilho e bom-humor. O show de abertura é da diva Simone Mazzer e a bebida liberada, incluída no preço do ingresso, contribui para uma noite pra lá de animada.


Paulo Moura

Jornalista paulistano que adotou o Rio de Janeiro como casa. Possui mais de 15 anos de experiência em comunicação corporativa e é sócio-diretor da Agência VIRTA. Apreciador de cerveja, comida ogra, mar e tudo aquilo que combina ou remete a ele.

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