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Polícia chinesa usa óculos de reconhecimento facial para escanear perfil de turistas

por: João Vieira

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A polícia chinesa está usando óculos de reconhecimento facial para escanear os rostos de turistas em busca de suspeitos na estação de trem de Zhengzhou, capital da província de Henan.

O aparelho é semelhante ao Google Glass e possui lentes escuras. Ele passou a ser utilizado no começo deste ano e já ajudou a identificar sete pessoas acusadas de crimes, de acordo com o People’s Daily, jornal oficial do partido comunista.

Os óculos estão conectados com uma base de dados que consegue bater viajantes com suspeitos. Não se sabe quanto tempo esse pareamento demora para ser concluído, mas Wu Fei, o CEO da LLVision Technology, que desenvolveu os óculos, disse ao Wall Street Journal, dos Estados Unidos, que, durante os testes, o sistema conseguiu identificar rostos entre 10.000 e 100 milissegundos.

Até agora, as pessoas identificadas são suspeitas de crimes como envolvimento com tráfico de drogas e com tráfico humano. Um grupo de 26 pessoas com identidades falsas também foi proibido de viajar pelo país.

Polícia chinesa está identificando cidadãos com óculos escuros

Na China, as pessoas precisam utilizar documentos de identidade para viajar de trem, como forma de prevenção de que passageiros que infringiram alguma lei no país usem trens de alta velocidade, além de limitar as movimentações das minorias religiosas do país, como os muçulmanos, que precisam esperar anos para conseguir validar um passaporte, por exemplo.

O governo chinês também espera instalar em breve um sistema que consegue reconhecer qualquer um dos seus 1.3 bilhão de cidadãos em apenas três segundos. Os programas foram condenados pelos direitos humanos, que dizem que o sistema viola o direito de privacidade das pessoas.

Até agora, sete suspeitos foram detidos.

“As autoridades chinesas parecem pensar que podem atingir ‘estabilidade social’ colocando pessoas na mira de um microscópio. Mas esses programas estão mais propensos a aumentar a hostilidade [da população] contra o governo”, disse Sophie Richardson, diretora do Human Rights Watch na China. “Pequim deveria parar esses programas imediatamente, além de destruir todo o acervo reunido sem qualquer consentimento”, completou.

Fotos: foto 1: AFP/Wall Street Journal; foto 2: China People's Daily/Reprodução


João Vieira
Com seis anos de jornalismo, João Vieira acredita na profissão como uma ótima oportunidade de contar histórias. Entrou nessa brincadeira para dar visibilidade ao povo negro e qualquer outro que represente a democracia nos espaços de poder. Mas é importante ressaltar que tem paixão semelhante pela fofoca e entretenimento do mais baixo clero popular.

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