Arte

Artista alemão usa inteligência artificial e cria quadros como pintores do século 19

por: Vitor Paiva

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O velho debate sobre o que é o que não é arte já não parecia ter data para acabar, e a chegada da inteligência artificial a esse ringue intelectual parece destinada a tornar o debate de fato infinito. Pois é isso que o artista alemão Mario Klingemann usa para suas criações: um gerador fotorrealista de rostos, ao qual ele “ensina” a emular o estilo de pinturas europeias do final do século 19 e início do século 20.

Mario, que também se intitulo um “neurografista”, “alimenta” a tecnologia com fotos, vídeos, desenhos e pinturas do período, e a máquina parte disso para criar obras em estilos diversos – de retratos a abstratos no mínimo interessantes.

O alemão também publica, em sua conta no Twitter, muitos dos resultados desastrosos a que a tecnologia chega em seu processo criativo, como na tentativa de restaurar a terrível restauração de “Ecce Homo”, pintura de Elías García Martinez, de 1930, que se popularizou em 2012.

Até mesmo o aspecto emocional e poético, tão peculiar à ação humana para o resultado final de uma obra de arte, se faz presente no trabalho, segundo Klingemann. “Ter um gerador de rostos é como ter um gerador de histórias. Cada rosto ou conjunto de faces vão despertar algumas associações, questionamentos ou até mesmo emoções”, diz o artista. Agora quem quiser pode abraçar o debate: é ou não é arte?

© Artes: Mario Klingemann


Vitor Paiva

Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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