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Maior terremoto do Brasil este ano é registrado hoje em Florianópolis

por: Kauê Vieira

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“Maior terremoto do Brasil este ano é registrado em Florianópolis próximo à costa”

Eram por volta de 9h30 de uma tranquila manhã de sexta-feira em Florianópolis quando a terra tremeu. Isso mesmo, depois dos terremotos ocorridos em cidades como São Paulo e Brasília, a capital catarinense registrou um evento sismológico de 3.6 graus na escala Richter próximo à costa. Entre 90 e 100 km oceano adentro.

“Minha casa tremeu, chegou a desligar o rádio”, disse Joice Rodrigues de Lima ao site do Notícias do Dia. O tremor de terra foi sentido em alguns bairros da cidade e chamou a atenção da Defesa Civil do município, que segundo o diretor Luiz Eduardo Machado recebeu mais de 40 ligações de moradores da ilha e do continente.

O tremor foi causado por um maremoto 100 quilômetros distante da costa

De acordo com geólogo e chefe do Departamento de Geociência da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Norberto Olmiro Horn Filho, o terremoto foi provocado por um maremoto e é considerado de baixa intensidade.

“Pela intensidade do evento, não há riscos de estragos, mas ainda é necessário descobrir qual a profundidade que aconteceu isso, a partir do fundo do mar”, contou ao Notícias do Dia.

Felizmente sem vítimas ou danos estruturais, o tremor de terra está causando divergência entre o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Brasília (UnB) e a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).

De um lado os norte-americanos dizem que o tremor sentido em Santa Catarina teve como epicentro o município de Santo Amaro da Imperatriz, na grande Florianópolis, às 9h28 e numa intensidade de 3.2 graus na escala Richter. Um pouco menos do que a registrada pelos órgãos catarinenses.  

Segundo com o Centro de Sismologia da USP as informações do USGS não são precisas, pois o órgão norte-americano não tem acesso em tempo real às estações brasileiras e integrantes da Rede Sismográfica Brasileira.

“Todos os epicentros calculados têm um erro de localização associado. Esse erro vai ser tanto maior quanto forem as distâncias dos sismógrafos utilizados na solução do problema”, disse Bruno Collaço, membro do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP ao Diário Catarinense.

O registro da atividade em Margem Continental/SC

Confira a nota completa da Secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina:

“A secretaria de Estado da Defesa Civil (SDC) esclarece à população Catarinense, em especial aos munícipes residentes na Grande Florianópolis e adjacências, quanto aos tremores sentidos nesta manhã de sexta feira, dia 13 de abril de 2018.

De acordo com as instituições que desenvolvem pesquisas e monitoramento acerca das ocorrências de sismos no Brasil, destacamos: Centro de Sismologia da Universidade de Brasília (UNB) e Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), informamos:

– O sismo registrado ocorreu por volta das 9 horas e 28 minutos (horário de Brasília), com magnitude da ordem de 3,6 graus na escala Richter (variação entre 0 à 10) e epicentro na margem continental, com distância aproximada de 35 km da costa de Santa Catarina;

– Conforme classificação oficial utilizada (escala Richter), o referido sismo caracteriza-se por ser de baixa magnitude, o que não oferece riscos secundários como da ocorrência de tsunamis.
– A provável causa de sua ocorrência se deve à uma possível acomodação da placa tectônica Sul Americana, a qual encontra-se localizada entre outras placas tectônicas, com destaque para as placas tectônicas de Nazca e Africana, no contato oeste e leste, respectivamente.

Informamos ainda que: de acordo com o United States Geological Survey (USGS), instituição científica norte americana, a qual emitiu dados registrados sobre o sismo sentido nessa manhã em território catarinense, a referida instituição atribui como epicentro, o município de Santo Amaro da Imperatriz, região continental, e magnitude de 3,2 na escala Richter. Diante das divergências de informações entre as instituições brasileiras e norte americana, a Secretaria de Estado da Defesa Civil apura maiores detalhes sobre o ocorrido, afim de oferecer à comunidade científica e civil uma informação precisa e clara.

Ressaltamos que eventos dessa natureza são atípicos para a região sul do território brasileiro, quando, sendo o registro atual (13/04/2018) o de maior magnitude nos últimos dois anos.”

Fotos: foto 1: Reprodução/foto 2: Divulgação/USP


Kauê Vieira

Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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