Fotografia

As mulheres armadas da Síria que vão pra batalha pra proteger suas famílias

14 • 05 • 2013 às 10:00
Atualizada em 25 • 11 • 2015 às 07:27
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Meu marido morreu na linha de frente. E eu vou morrer na linha de frente. Que Deus nos ajude.” – Fadwa, 20 anos.

Somando dois anos incessantes de massacre, as mulheres da Síria unem-se para mostrar força igualitária emergindo das sombras de seus postos de comando na cidade de Alepo. O fotógrafo Sebastiano Tomada retratou em uma série poderosa, chamada “Women of War” (“Mulheres da Guerra”, em português), a força feminina de mulheres que estão sempre prontas para defender seus ideais – e aqueles que mais amam.

A guerra civil na Síria, que começou em março de 2011, já contabilizou mais de 215 mil mortos (desses, mais de 10 mil são crianças), segundo a ONU. A luta armada consiste na oposição ao presidente Bashar al-Assad. Começou com protestos pacíficos e hoje retrata uma guerra brutal entre forças leais à Assad e um grupo de milícias rebeldes. O resultado se define por mulheres na linha de frente de combate. E sem medo de morrer.

Syria: FSA Women Fighters
Me sinto otimista. Vamos derrotar o regime e colocar fim à pobreza e maus tratos.” – Khansa, casada e dona de casa com 7 filhos, 42 anos.

Syria: FSA Women Fighters
Minha casa em Daraa foi destruída por duas bombas. Me mudei para Alepo com minha família e optei por pegar uma arma e lutar contra o regime.” – Om Ahmad, dona de casa com 3 filhos, 72 anos.

Syria: FSA Women Fighters
Que escolha temos?” – Rana, estudante, 20 anos.

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Ser maltratada por um guarda de segurança na linha de frente com o meu marido foi a coisa mais humilhante que já aconteceu com a minha família. Peguei uma arma e entrei para a luta.” – Om Faraj, dona de casa, 30 anos.

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Eu sou sincera à Deus. Isso é tudo o que eu preciso e quero. O resto virá com o tempo.” – Amal, dona de casa, casada com três filhos, 30 anos.

Syria: FSA Women Fighters
O Ocidente não vê problema na Síria. Enquanto pedimos apoio, nossos filhos, amigos e familiares estão sendo punidos sem nenhuma razão.” – Ali, estudante, 16 anos.

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Eu luto pela vida e liberdade. Luto para provar que mulheres e homens são iguais.” – Benifet, viúva com seis filhos, 27 anos.

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