Inovação

Artista propõe o redesign do corpo humano para evitar envelhecimento

por: Paulo Moura

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Stelarc, codinome do cipriota de nascença Stelios Arcadiou, utiliza o próprio corpo como plataforma para os seus trabalhos, que mesclam instrumentos médicos, próteses, biotecnologia, elementos de robótica, sistemas de realidade virtual e internet. A maioria de suas peças está centrada em torno do conceito de que o corpo humano é obsoleto.

O artista, que se tornou professor honorário de arte e robótica na Carnegie Mellon University, em Pittsurgh, nos Estados Unidos, já suspendeu seu corpo por cabos de aço, amplificou ondas cerebrais, operou uma terceira mão robotizada, filmou seus pulmões e estômago e chegou a implantar uma orelha no próprio braço.

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Stelarc propõe um completo redesign do corpo humano, que para ele apresenta problemas básicos de engenharia causadores de envelhecimento e falência. Durante suas performances com o corpo quase desnudo ligado a eletrodos, cabos, próteses robóticas e conectado à Internet, o artista torna-se um verdadeiro cyborg. Sua arte antecipa de forma contundente suas ideias de um corpo obsoleto, que deve buscar hibridizar-se com máquinas. “O corpo não necessita mais ser ‘reparado’, pode simplesmente ter partes substituídas”.

STELARC – STRP BIENNALE 2013 from STRP Biennial on Vimeo

Para ele,  mais importante do que a liberdade da informação é a “liberdade da forma”, “liberdade de transformar o seu corpo.” Conheça algumas de suas obras mais impressionantes:

1. Fractal Flesh

Ele desenvolveu um tela de toque conectada a um sistema de excitação muscular que possibilitava acesso e interação remota com interatores no ciberespaço, que participavam da coreografia de sua performance.

Stelarc1

2. Exoeskeleton

Uma máquina pneumática de seis pernas, que lhe permitia andar por meio de movimentos de seus braços.

Stelarc3b

3. Extended Arm

Prótese robótica com onze graus de liberdade que estende enormemente a força do braço.

StelarcArm

StelarcArm2

4. The Prosthetic Head

Um agente computacional interativo sociável baseado em inteligência artificial, que fala às pessoas que o interrogam.

StelarcHead

5. The Extra Ear

Muito provavelmente o projeto mais polêmico de Stelarc, consistiu na criação de uma orelha orgânica com uma leve estrutura cartilaginosa a partir da sua própria genética, implantada em seu braço. É importante salientar que a orelha tem o mesmo design de uma orelha humana, mas uma função diversa: a ideia é agregar um pequeno microfone conectado diretamente à Internet via wireless, cujo propósito seria transmitir os sons ambientes remotamente. “Esse projeto é sobre a replicação da estrutura corporal, realocando-a e recriando-a para funções alternativas. Por exemplo, alguém em Veneza poderá ouvir o que minha orelha está ouvindo em Melbourne”.

CorpoStelarcEar

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Paulo Moura
Jornalista paulistano que adotou o Rio de Janeiro como casa. Possui mais de 15 anos de experiência em comunicação corporativa e é sócio-diretor da Agência VIRTA. Apreciador de cerveja, comida ogra, mar e tudo aquilo que combina ou remete a ele.

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