Viagem

Hypeness viaja pra Amazônia praconhecer as plantações de guaraná

por: Redação Hypeness

Quando se fala em guaraná (Paullinia cupana var. sorbilis), quase instantaneamente vem a mente a imagem daquela garrafa geladinha, pizza ou a macarronada de domingo com família e amigos. É difícil um brasileiro, ou mesmo pessoas que vem de fora pra essa a Terra Brasilis que não tenha se encantado pelo sabor dessa bebida.No entanto, além do sabor intenso, do saudosismo,  das propagandas antigas, da pipoca com Guaraná Antarctica e das presença indispensável nas festinhas, comemorações e afins, o guaraná, antes de ser  uma bebida de sabor bem brasileiro, já tinha história, e muita história, e é um pouco disso que nós do Hypeness queremos mostrar a vocês. Fomos convidados pelo time do Guaraná Antárctica para fazermos uma expedição pela Amazônia, para conhecer de perto as plantações de Guaraná que são tão importantes para a população local, e também um pouco das belezas que rondam essa região brasileira tão rica.

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Pouca gente sabe, mas o guaraná, esse ingrediente indispensável no famoso refrigerante conhecido mundialmente por ter a cada do Brasil, já era uma planta utilizada pelos índios há séculos. E até chegar as prateleiras, ou despertar a nossa vontade nos comerciais, o guaraná passa por um processo que se mantém artesanal ainda nos dias de hoje.

Nossa viagem começa em Manaus, onde a bordo do barco Iana II navegamos em direção a Maués, o centro de origem do guaraná. Navegando pelo baixo Amazonas, Maués fica a 356 km de barco saindo da capital do estado. Indo pelo caminho das águas, o tempo corre mais lentamente em quase 20 horas de viagem pelo rio, e o espetáculo é admirar a paisagem.

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Logo pelo amanhecer, dá pra se ter ideia da dimensão e força que tem a floresta de maior biodiversidade do mundo.

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Chegando a Maués, uma cidade fundada a beira do rio Maués-Açu, percebe-se o quão importante esse pequeno fruto é para o desenvolvimento da cidade e das pessoas que vivem dessa cultura. Aqui, tudo lembra, faz referência ou reverência à planta amazônica. Há 34 anos comemora-se lá a Festa do Guaraná, da qual participamos, com muitas atrações como shows, com o clássico concurso da Rainha do Guaraná e encenações sobre as lendas da origem do fruto.

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O guaraná é uma planta  amazônica e sua história está envolta de mitos e lendas indígenas sobre a sua origem. O fato é que esses frutos de casca avermelhada, que quando madura parecem muitos com pequenos olhos, já era utilizada pelos índios há séculos por suas propriedades afrodisíacas, estimulantes físico e mental, e atualmente estudado por estar ligado a longevidade.

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Localizada na área rural do município de Maués, também fomos visitar a Fazenda Santa Helena, que é o berço do Guaraná Antarctica. Esta propriedade da AmBev, produz  apenas 3%  do guaraná  utilizado na fabricação dos refrigerantes. Assim, 97% da demanda do produto vem de pequenos e médios produtores locais. Este vínculo com o pequeno produtor mantém tradição da cultura do guaraná, gera empregos no campo, movimenta a economia na região, e faz deste processo uma atividade sustentável.

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Promovendo a cultura do guaraná na região através da sustentabilidade, a Ambev, por meio da Fazenda Santa Helena, fornece insumos e orientação aos produtores  baseado no  Programa de Excelência do Guaraná. Em parceria com a Embrapa, ela pesquisa as variedades mais produtivas das plantas. Essas mudas são fornecidas aos produtores da região  com o acompanhamento desde o plantio até a colheita dos frutos.

A AmBev lançou o refrigerante no mercado na década de 20 e ele se tornou uma das bebidas mais apreciadas e populares no Brasil. Além disso, ele tem um papel sócio-ambiental importante em todas as etapas de processamento do Guaraná.  Muitas das famílias ribeirinhas tem nessa atividade a principal fonte econômica, fornecendo o seu produto diretamente à indústria.

Em tempos de tecnologia, onde a mecanização dos processos industriais interferem na relação homem x meio-ambiente, parte do trabalho da produção do Guaraná Antarctica ainda é feito de forma artesanal , como a colheita dos frutos, a lavagem e torrefação.

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Depois de colhido, descascado, lavado e por fim torrado, os grãos do guaraná seguem para a fábrica. No primeiro estágio do processamento industrial, os grãos que chegam dos produtores são armazenados. Depois, estes grãos saem do estoque para serem triturados. Em uma máquina com uma solução hidro-alcólica, é feito o extrato do que será o concentrado do guaraná. Este processo  obedece a rigorosos padrões de qualidade.

Uma vez processado até a fabricação do concentrado, o produto segue para a fábrica da Arosuco em Manaus, onde são adicionados óleos essenciais, aromatizantes e essências  para a fabricação do aroma de guaraná que será incorporado ao refrigerante.

Da sede da Arosuco em Manaus, saem dois produtos que são misturados pelas outras fábricas pelo país da seguinte maneira: o Kit A , que é uma parte líquida e o Kit B que é um sólido. A fórmula dessa mistura é altamente secreta, conhecida  por apenas dois funcionários dentro da empresa. Estes dois guardiões, tem a sua identidade preservada, passam por um rigoroso treinamento e mantém o segredo da fórmula do Guaraná Antarctica guardado à sete chaves. Misturados os kits A e B,é adicionado o gás carbônico, que dá o efeito espumante a bebida.  No processo final, o refrigerante é embalado em garrafas pet, vidro ou latinhas de alumínio e distribuído pelo Brasil afora.

E, depois de todo o processo, desde a origem na floresta de maior biodiversidade e a segunda cultura de maior importância de origem amazônica (a primeira é a borracha), o nosso tão apreciado guaraná  segue para a linha de venda, nas lojas de conveniência, lanchonetes, supermercados, padarias e afins. Hoje já é comercializado em países como a França, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Inglaterra e Japão, ganhando apreciadores do sabor da floresta até do outro lado do mundo.

Foi um grande prazer para o time do Hypeness poder participar de uma expedição tão importante e significativa como essa, e poder conhecer mais de perto essa floresta que é considerada o pulmão do mundo, e também poder adentrar no seu universo e na realidade dos habitantes dessa região remota. Com certeza a experiência vai ficar na memória, e saímos de lá já com vontade de voltar.

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Fiquem agora com mais algumas das imagens da nossa aventura pela Amazônia:

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Pôr-do-sol da Amazônia.

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Uma das casas da população ribeirinha.

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A população de lá já matou muitas onças, e outros felinos selvagens. Com orgulho, as peles desses animais muitas vezes são penduradas nas casas.

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O belo Teatro Amazonas, construído em 1896.

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Algumas das ervas de poder vendidas por lá.

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Agradecimento: equipe Guaraná Antarctica.

todas as fotos por: Eric Fernandes e Galeno Flávio Simões.

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