Viagem

Uma reflexão sobre o sucesso: por que algumas pessoas conseguem atingi-lo e outras não?

por: Eme Viegas

Enquanto lia aquelas frases no folheto sem entender direito o que elas significavam, num uníssono com todas as pessoas que estavam na igreja naquela manhã de domingo, pensava se, de fato, elas realmente sabiam o que aquelas palavras complicadas queriam dizer. Eu não tinha muita ideia. Na verdade, não tinha muita ideia do porque precisava ir para a igreja com meus pais nos fins de semana. Era um hábito tão comum, que eu apenas ia, não questionava.

Lembro-me claramente das aulas de catecismo em que cada criança lia um trecho da bíblia e que depois ficávamos livres pra desenhar ou brincar de pega-pega no salão vazio. Meu maior medo era acabar o curso e ter que me confessar no dia da primeira comunhão. Fazia listas mentais dos meus pecados acumulados nos meus 11 anos de existência. Contei alguns deles pro padre – escondi a boneca da minha irmã e a fiz chorar, chupei uma bala que vi cair do bolso de um colega, soltei pum e disse que foi o meu amigo, dizia pra minha mãe que ia dormir, mas levantava de novo à meia-noite pra conectar a internet discada e pagar um pulso só. O padre ouviu tudo, com uma pitada de desinteresse, e me mandou rezar 2 ave-marias e 2 pai-nossos. Falou o mesmo pros meus colegas. Vai ver tínhamos tido a mesma quantidade de pecados.

Comecei a faltar nas missas de domingo quando tive minha primeira luz de consciência para questionar o quanto daquilo tudo dito fazia algum sentido pra mim. Não entendia porque eu tinha que contar meus pecados para um homem só porque ele tinha estudado alguns anos para se tornar padre – e muito menos, o por que dele ter o direito de determinar o que eu deveria fazer para ser “perdoada”. Comecei também a questionar algumas supostas verdades escritas na Bíblia – um livro escrito por vários humanos num período de mais de 1.600 anos. Como lembrar das palavras de Jesus tantos anos depois? Também questionava como uma instituição que pregava o desprendimento material e exaltava outros valores do espírito, podia ter sede na cidade mais rica do mundo e ser dona do banco com o cofre com as maiores riquezas do planeta ou dizer que homossexualidade é pecado. Ao tentar tirar essas e tantas outras dúvidas com o padre, sempre ouvia uma resposta final padrão quando os argumentos se acabavam – porque Deus quer assim.

Comecei a achar que o problema estava na igreja católica, e fui buscar respostas em outras religiões. Me frustrei em todas elas. Em nenhuma delas eu realmente parecia encontrar com Deus, nenhuma delas me tocava profundamente, porque sempre enxergava um vestígio de manipulação humana no meio dos dogmas. Na maioria das vezes em que tentava conversar sobre isso com seguidores de alguma delas, sempre me frustrava ao chegar no argumento final que sempre era jogado na roda – religião não se discute. Ora, porque não? Não se trata de convencer o outro a acreditar no que você acredita, mas sim de questionar os valores que as instituições religiosas agregam aos seus ensinamentos, na maioria das vezes achando uma forma de manipular as pessoas a se comportar ou pensar da forma que a instituição mais se beneficia. Isso acontece, porque os que engolem tudo que ouvem sem digerir a informação são mais facilmente manipulados, já que o conhecimento liberta e que a ignorância aprisiona.

Passei os próximos anos descrente no assunto espiritualidade. Achava que tudo era mesmo invenção humana, não me sentia acolhida, compreendida e nem satisfeita em nenhuma das religiões, então passei a achar que nada disso fazia sentido. Até que um dia, sentada numa pedra, cercada por natureza, assistindo um pôr-do-sol com um amigo querido – que mais tarde veio a se tornar nosso mentor espiritual – o ouvi dizer. “Sabe, Jaque, aquele Deus que as pessoas procuram, não está nos templos, nas igrejas, nas sinagogas. Ele está aqui, presente, em mim e em você, no Sol que se põe, na flor que acabou de abrir, no milagre da vida. A religião escraviza, a espiritualidade liberta.” 

Naquele momento, a minha vida mudou para sempre.

Entendi, então, que aquela ideia de Deus que as religiões tentavam nos vender era falsa. Os padres não tinha uma conexão especial com Deus. A hóstia não era o corpo de Cristo. O dízimo não nos faria ir para o céu. Todas aquelas pessoas, há séculos, estavam tentando terceirizar algo que na verdade, já está presente em todos nós. Você não precisa ir a um templo para encontrar com Deus, porque você é Deus. (dEUs = EU).

Se todos nós existimos, isso significa que somos todos partes integrantes do cosmos, somos todos um. Você não escolheu nascer, não arquitetou um plano para a sua existência, não comprou passagem de ida para o útero da sua mãe. Você simplesmente nasceu, sem ter controle algum sobre isso. Você é simplesmente mais um fruto do universo, mais uma obra da natureza, mais uma parte integrante do todo. Ora, sendo assim, se você faz parte de Deus, você é Deus. Todos nós somos. Todos nós temos esse poder pessoal fortíssimo dentro de nós, que permanece adormecido caso não tenhamos consciência dele.

A corrente de energia por trás de tudo 

Com ajuda de mentores, de muitos livros, de muito contato diário com a natureza, fui tendo uma percepção um pouco mais clara da vida e de como ela funciona. Ninguém pode negar que exista “algo maior”, e se alguém negar essa existência, algum dia vai ter problemas sérios que vão provar o contrário. Essa força, que uns chamam de cosmos, outros de Deus, outros de Mãe Natureza, Buda, Jesus, Jah outros de Eu Superior – o nome na verdade pouco importa já que estamos falando da mesma coisa – nada mais é do que esse fluxo de energia que faz com que tudo funcione, que faz com que a natureza opere de uma forma absurdamente perfeita, que faz com que a vida se mova com uma sincronicidade absurda. Essa força continua regendo tudo ao seu redor, quer você queria, ou não, quer você tenha consciência disso ou não.

Uma forma interessante de conseguir visualizar algo tão abstrato, é pensar nela como sendo uma rede fios elétricos. A energia está ali, correndo, seguindo o fluxo do universo, forte, poderosa, imponente. Se você tem consciência dela, se tem consciência que faz parte dela, você automaticamente se conecta com essa rede, e passa a poder usufruir de todos os milagres operados por ela. Ela é você e você passa a ser ela. Toda aquele fluxo de energia que faz o universo funcionar de maneira perfeita se estende à você. Você tem acesso direto na fonte, e todo aquele poder do cosmos – que algumas pessoas preferem chamar de Deus – pode se estender à você, desde que você tenha consciência dele. Esse milagre existe somente para os que acreditam, os que se ligam na corrente elétrica do cosmos. Se você não reconhece essa existência, você corta o fio, corta o canal de ligação, e automaticamente, toda essa força deixa de existir para você.

O universo tem todas as respostas, desde que nos permitamos seguir a nossa missão pessoal. O seu Eu Superior, ou se preferir a sua intuição, aquele que vive aí dentro de você, aquele que é a sua essência verdadeira independente da sua carreira, da sua profissão, de quanto dinheiro tem no banco, de onde você nasceu, de quem são seus pais, sabe exatamente qual o caminho para que você se sinta feliz. O caminho para a felicidade é simplesmente estar conectado ao universo, atendendo os seus chamados. Quando permitimos nos conectar com essa energia, passamos a ser uma ferramenta do universo. O grande problema é que como somos seres racionais e nascemos em uma sociedade criada pelos humanos, muitas vezes mascaramos quem somos de verdade. Deixamos o nosso eu verdadeiro de lado porque achamos que temos que nos encaixar num molde que a sociedade espera que nos encaixemos. Temos medo de realmente nos permitir sermos quem somos, pois temos pavor da reprovação dos outros. Morremos de medo de fracassar, de não atender as expectativas, de não nos encaixarmos no que é visto como “normal”. Por isso, calamos o nosso Deus interior ao seguir outro caminho que não é exatamente aquele que gostaríamos de estar seguindo. Ao estar onde não gostaríamos de estar. Ao fazer o que não gostaríamos de estar fazendo. Cortamos tanto a conexão com o cosmos, que ela deixa de existir e os milagres deixam de operar nas nossas vidas, simplesmente porque rompemos a ligação com a perfeição do universo, do qual fazemos parte. É como se cortarmos o fio elétrico que liga a nossa casa ao poste na rua, ficamos sem luz em casa.

O que muita gente não percebe é o fluxo de energia do cosmos está sempre lá, fluindo, perfeito, imponente e abundante. E todos são bem-vindos para doar energia e receber energia em troca. A ideia é que todos façam parte desse ciclo, e que possam fazer a roda girar. A única coisa que precisam fazer para ter acesso à isso é ter consciência de que todos somos Deuses, e que todos temos esse poder pessoal que nos foi dado de presente – não é mérito nosso, é mérito desse algo maior que rege tudo o que existe. Quando você tira a sua vida do controle do universo, você deixa o lado racional assumir a sua vida, e é aí que os problemas começam. Você deixa de olhar para dentro e olha somente para o que os outros esperam de você. A sua mente assume o controle e então você se perde no caminho porque a mente mente. Você vê todos os seus amigos fazendo faculdade, fazendo pós, fazendo MBA, trabalhando fechados em uma sala de escritório, aguentando um chefe babaca, porque sua mente te diz que isso é o normal. Ela morre de medo do novo, ela morre de medo de que você fuja dos padrões, e por isso é preciso muita coragem para se livrar das armadilhas da mente e, de fato, se entregar aos seus chamados pessoais. Por isso, a felicidade é uma questão de coragem.

Quando você deixa os padrões de lado e foca realmente no que te faz feliz, no que te faz vibrar, no que faz seu coração descompassar, no que faz seus pelos do corpo todo se arrepiarem, então você conecta o seu fio novamente com a energia do universo. Todos nós nascemos conectados, mas durante a vida fomos cortando os fios. É preciso ter essa consciência para religá-los. É preciso ultrapassar a barreira do medo, é preciso criar coragem. E coragem não é ausência do medo, é sim a força para enfrentá-lo. Todo mundo que você admira por ser corajoso sentiu tanto medo quanto você, a única diferença é que eles persistiram mesmo estando apavorados. É como o pássaro aprendendo a voar. A mãe simplesmente sai do ninho e o chama. Ele nunca fez aquilo, não sabe se pode, olha aquela altura lá de cima, tem certeza que vai morrer, mas mesmo assim salta. E só quando ele salta, ele percebe que ele é capaz. Mais uma vez, como nos exemplos acima, ele não foi o responsável por arquitetar seu corpo de modo que ele pudesse voar. Ele apenas nasceu assim. Ele é fruto desse todo, desse algo maior, e só por isso é capaz de voar.

O que te separa dos seus sonhos é somente o salto

Ao entender que você é parte de um todo, de algo bem maior, e ao perceber que você tem um chamado pessoal aí escondido atrás de toda razão e atrás da sua mente tirana, você está dando o primeiro passo rumo à felicidade. E felicidade nada mais é do que uma compilação de momentos felizes. Quanto mais momentos felizes você compila, automaticamente, mais feliz você será. Não tem muito segredo, nós é que complicamos tudo querendo deixar as coisas simples complexas demais. Quando você finalmente deixa de ouvir os outros, e ouve a voz do seu coração, da sua intuição, do seu Eu Superior que vive aí dentro de você, então você religa a sua conexão com o universo e tudo passa a fazer sentido.

Uma coisa que é bom ressaltar é que o universo gosta de movimento, gosta de ação. Você ouve o chamado, religa os fios, e de repente oportunidades começam a surgir no seu caminho. Ou você as agarra, ou elas passam e vão se oferecer para outra pessoa. E você precisa estar consciente do seu sonho, precisa saber para onde quer ir, onde quer chegar, e precisa fazer o seu melhor para alcançar isso. Um exemplo – se você ama música, e se seu sonho é viver disso, não adianta largar o seu emprego e entregar para o cosmos. Não adianta você pegar o seu violão e ficar tocando sozinho no quarto. Lembre-se, o cosmos gosta de movimento. Se mexa. Faça contatos. Fale com pessoas. Estude. Devore referências. Treine, treine, e quando achar que treinou bastante, treine mais. Você vai cair diversas vezes no meio do caminho, vai sentir vontade de desistir, vai sentir vontade de largar tudo, mas somente os que persistem no sonho, conseguem transformar seus sonhos em realidade. É preciso passar a arrebentação para chegar nas ondas boas. É como se o cosmos falasse: “Ah, você quer isso? Então me prove que você quer de verdade, só assim eu te ajudarei a conquistar.” E ele irá jogar tanto obstáculos quanto oportunidades no seu caminho, e você terá que escolher como regirá à elas.

Depois que você reconhece o seu chamado pessoal, depois que se esforça até onde não imaginava ser possível, então vai ver que os milagres começam a operar na sua vida. Nada disso é coincidência ou sorte, é tudo ação e reação, é como na física, é a lei irrefutável do universo que desde as plantas, animais, minerais e humanos são afetados. E a fórmula se repete para todo mundo: você reconhece o sonho, o deseja mais do que tudo e que todas as outras pessoas, corre atrás, persiste, cai, se levanta, e, finalmente, vence. Se você duvida, observe a história de vida de pessoas que considera vencedoras. Observe as trajetórias delas. Observe como elas lidaram com os seus chamados pessoais. Com quais fantasmas elas tiveram que lidar para chegar ali. Como foi a trajetória. Quantas vezes elas caíram e se levantaram porque acreditavam no sonho. E se inspire ao ver a felicidade delas gozando de todos os frutos quando a hora da colheita chegou.

O universo dá as mesmas oportunidades para todo mundo, porque somos todos um. Se nós somos criação de Deus (ou do universo, ou da natureza, ou como preferi chamar) então também somos Deuses. Todos nós, sem exceção. Basta reconhecer essa força interior. Basta ouvir o chamado. Basta lutar e viver por ele em cada dia da sua vida, seja ele qual for. Se negar a atender o chamado, é cortar relações com Deus.

O porque de estarmos escrevendo tudo isso

Decidimos abordar esse assunto tão complexo e tão pessoal porque, desde a criação do projeto Nômades Digitais, temos ouvido muitas pessoas dizerem que ter uma vida fantástica é algo utópico, que estamos vendendo uma ilusão, que isso é privilégio para poucos, que a oportunidade não surge para todo mundo, que é fácil quando você tem dinheiro, dentre outras coisas.  Todas essas pessoas que estão usando esses argumentos obviamente não têm consciência disso tudo que escrevemos acima. Elas não entenderam que se são criação do Cosmos (porque, como dissemos, elas não “se criaram” e sim foram criadas), elas são parte do cosmos, e têm acesso direto à toda sua força, poder e energia.

Para quem não nos conhece, vamos fazer um pequeno briefing da nossa história. Eu sou a Jaque, ex professora de inglês, filha de uma família de classe média de São Paulo. Comecei a trabalhar com 15 anos para ter minhas coisas e desde então não parei. O Eme era publicitário, mas começou a carreira sendo office boy durante 4 anos. Também nasceu numa família de classe média, e sempre teve que correr atrás das coisas que queria, pois nunca teve nada de mão beijada. Quando nos conhecemos, 4 anos e meio atrás, e começamos a namorar, nós dois estávamos frustrados com os nossos trabalhos. Enquanto eu estava somente perdida e infeliz, o Eme já estava num passo a frente na reflexão, e começou a me mostrar que era possível sair daquele ciclo. Era possível mudar a nossa realidade. Era possível construir a vida com a qual sempre sonhávamos. Sabíamos que não seria fácil, apenas tínhamos certeza que seria divertido.

Decidimos então que criaríamos algum projeto na internet, pois nosso sonho era poder trabalhar de qualquer lugar do mundo. Percebemos que havia uma lacuna nos sites que falavam sobre relacionamentos e sexo sem duvidar da inteligência do leitor, e assim nasceu o Casal Sem Vergonha. O Eme, como publicitário, percebeu que faltava algum veículo que pudesse inspirar as pessoas com referências boas e inovadoras nas mais diversas áreas para inovar de verdade em seu trabalho e vida, e assim nasceu o Hypeness. Começamos com 0 acessos, sem nenhum investimento, somente com um sonho. Juntamos um pouco de dinheiro durante um ano e pedimos demissão. Tínhamos contas para pagar, tínhamos a pressão da família que achava que estávamos loucos, tínhamos os desafios da falta de experiência no ramo, mas seguimos mesmo assim. É isso que me referia quando falava da importância de se conectar com o fluxo do universo e de seguir o seu chamado pessoal. Identificamos o sonho, recebemos um chamado maior que nós mesmos vindo do meio de nosso peito e a partir de então, dedicamos todas as nossas horas livres nisso. Só falávamos nisso. Respirávamos isso. Vibrávamos isso. Quando parecia que tudo ia desmoronar, quando a conta no banco estava chegando no vermelho, quando não tínhamos ideia de como pagaríamos a próxima fatura do cartão, uma oportunidade surgia – conseguíamos levantar um dinheirinho e assim fomos seguindo. No primeiro ano de projeto, não sobrou nada para a gente. Tudo o que ganhávamos era reinvestido, enquanto continuávamos colocando toda a nossa força e energia para fazer dar certo. Três anos e meio depois, os dois sites contam com 8 milhões de visitas por mês e muitas marcas querendo anunciar e pouco a pouco dinheiro não era mais um problema. Tudo fruto da nossa ralação diária, de noites sem dormir, de fins de semana trabalhando enquanto os amigos estavam na praia com uma caipirinha nas mãos. Tudo fruto na nossa coragem e fé de seguir o nosso chamado. Mesmo sem saber o que aconteceria no dia seguinte, tínhamos uma certeza que daria certo. A nossa intuição dizia isso. O nosso eu superior nos tranquilizava na hora em que pensávamos em desistir, porque estávamos seguindo o nosso coração. Dá um medo danado, mas o gosto da vitória é absolutamente delicioso.

Conseguimos nos estabilizar como empreendedores digitais, mas continuamos mais de trabalhando 10 horas por dia, pensando em como inovar, em como melhorar, em como nos sentir motivados. Começamos então a sentir um chamado de viajar mais. Estávamos passando tempo demais num lugar só, e tínhamos aquela sensação de estar perdendo muita coisa. Viajar é uma das coisas que mais gostamos de fazer na vida e não estávamos conseguindo fazer isso. No começo tentamos ignorar o chamado, calar aquela voz que nos cutucava todas as noites quando colocávamos a cabeça no travesseiro, mas já havíamos aprendido a lição: chamado dado, é chamado cumprido. Esse é o segredo da felicidade.

Eis que, mesmo trabalhando um monte, decidimos que lançaríamos um novo projeto na internet. Queríamos fazer mudanças nas nossas vidas de modo que pudéssemos encaixar o sonho de conhecer o mundo dentro dos nossos dias, e queríamos mostrar para as pessoas que era possível. Assim como várias pessoas nos inspiraram, nos deram cliques, nos fizeram enxergar novas possibilidades, queríamos devolver isso para o universo (lembra o que falamos sobre fazer a roda girar e devolver a energia recebida do universo?). Assim surgiu a ideia desse site em que você está agora. Assim nasceu os Nômades Digitais. Decidimos ouvir o chamado e não paramos desde então. Até o lançamento do projeto, foram meses devorando referências, pensando em formatos, criando estratégias, para que pudéssemos parir esse novo filho. E ele mal nasceu e já está nos dando um baita orgulho. Temos recebido uma infinidade de mensagens de pessoas que foram tocadas pelo projeto, que se inspiraram, que voltaram a acreditar que era possível, que finalmente puderam ter uma luz no fim do túnel depois de tanto ouvir as pessoas dizendo que essa história de seguir os sonhos é pura balela e romantismo.

Esse projeto nasceu para provar o contrário. Nasceu para ser uma fonte de otimismo em meio a um mar de pessimismo que nos cerca. Nasceu com objetivo de estimular a ação, ao invés da reclamação. Nasceu para provar que é possível ter a vida que você sempre quis e transformar o seu sonho em trabalho. Se nós, meros mortais, que nunca tivemos privilégio algum, conseguimos, você também pode. Nunca duvide disso.

Algumas pessoas dizem que temos sorte. Engraçado, quanto mais trabalhamos, mais sorte temos.

Um adendo final

O objetivo desse texto não é convencer ninguém a largar suas crenças, mas sim compartilhar (com quem se interessa) a conclusão simples porém valiosa, que as pessoas são levadas a buscar fora, algo que mora dentro delas. Quando erguemos a cabeça e nos atentamos aos sinais, percebemos quanto tempo passamos de olhos vendados. A verdade está disponível pra todos, mas só a enxergam aqueles que decidem tirar a venda dos olhos. O resto, segue vendado, achando que o preto é a única cor que existe no mundo.

Termino com mais um episódio que aconteceu na minha vida e que para mim, é um ótimo exemplo para fechar um texto que fala de Deus. Estava na varanda lendo e um beija-flor veio voando, parou a uns 2 metros de mim, olhou dentro dos meus olhos por uns 10 segundos, e  foi embora. Fiquei paralisada. A maioria das pessoas diria que ele só estava lá procurando comida e que errou o caminho. No entanto, ninguém no mundo vai me convencer que isso não é apenas mais um sinal dentre os tantos que o universo nos manda diariamente – mas ficamos tão ocupados com nossas vidas tão importantes, que nem reparamos. Eu agradeci pela visita e pelo presente; ninguém mais no planeta viu esse beija-flor naquele segundo, fazendo essa dança. Esse momento ficou materializado para sempre somente na minha memória. Enquanto ele pairava no ar e trocava um olhar profundo comigo, nossos corações bateram juntos. E se isso não é Deus se manifestando, então não faço ideia do que ele seja.

ps: grande parte das ideias desse texto e dos conceitos expostos neles foram ensinados por mestres que passaram por nossas vidas. Um deles em especial, que até hoje é a nossa maior referência positiva de ser humano e que nos ajudou em várias conclusões sobre a vida. 

Crédito da foto: Eme Viegas.

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Eme Viegas
Trabalho com internet e meu escritório é na praia.

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