Seleção Hypeness

Seleção Hypeness: as 20 cidades-fantasma mais impressionantes do planeta

por: Paulo Moura

Chegou a terça-feira e com ela mais uma Seleção Hypeness, um espaço em que compilamos alguns dos itens mais incríveis que encontramos pela web. Desta vez, falamos de cidades, mas de perspectiva mais escura e sombria. Esqueça as capitais movimentadas, o trânsito ou crianças correndo pelas ruas: é hora de conhecer 20 cidades-fantasma.

Não há nada mais assombroso do que uma cidade outrora próspera que foi abandonada e consumida pelo tempo. O Hypeness fez uma varredura na web atrás de lugares ao redor do mundo que entraram em colapso econômico e que foram vitimados por guerras ou desastres naturais, mas que ainda preservam vestígios substanciais da presença humana.

Confira a lista, começando pelo Brasil:

1) FordlândiaBrasil

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Foi o nome dado a uma área de quase 15 mil quilômetros adquirida em 1927 pelo empresário norte-americano Henry Ford, através de sua empresa Companhia Ford Industrial do Brasil, por concessão do Estado do Pará. Ford tinha a intenção de usar a Fordlândia para abastecer sua empresa de látex, material necessário para a confecção de pneus para seus automóveis, então dependentes da borracha produzida na Malásia, na época colônia britânica. A terra infértil e pedregosa, bem como as novas tecnologias, que permitiam fabricar pneus a partir de derivados de petróleo, tornaram o empreendimento um total desastre. Hoje, a cidade é uma coleção de prédios em ruínas.

2) Pompeia, Itália

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No ano de 79 d.C, o vulcão Vesúvio entrou em erupção e destruiu totalmente a cidade de Pompeia, soterrando, inclusive, quase toda a população da época. No final do século XVIII, a cidade foi descoberta por um agricultor e nos séculos seguintes, foi escavada por arqueólogos, que descobriram casas, comércios, aquedutos, teatros, objetos e afrescos. Mas o que mais impressionou foi a descoberta de corpos totalmente petrificados, na mesma posição em que estavam antes de serem atingidos pela lava do vulcão. Atualmente, as ruínas atraem turistas do mundo todo, curiosos pela história e o mistério do local. É, sem dúvidas, uma das mais incríveis cidades-fantasma do mundo!

3) Pripyat, Ucrânia

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Localizada ao norte da Ucrânia, perto da fronteira com a Bielorrússia, Pripyat foi fundada em 1970, para a Central Nuclear de Chernobyl. Chegou a ter uma população de 49.360 pessoas antes de ser desocupada, poucos dias após a data do desastre de Chernobyl , dia 26 de abril de 1986. Por causa da radiação, a cidade não pôde ser repovoada e continua abandonada até hoje.

4) Oradour-sur-Glane, França

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A aldeia foi destruída em 1944, quando 642 de seus habitantes, incluindo 205 crianças e 247 mulheres, foram massacrados pela Waffen-SS. Só uma mulher de 47 anos, chamada Marguerite Rouffanche, sobreviveu. Sob as ordens de Charles de Gaulle, o local foi convertido em um museu e um monumento de lembrança da Segunda Guerra Mundial.

5) Varosha, Chipre

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Foi o moderno centro turístico de Famagusta, antes da invasão turca em 74. Seus habitantes fugiram durante a invasão, e a cidade está abandonada desde então.

6) Kolmanskop, Namíbia

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Construída em 1908 por mineiros alemães que se instalaram na área para extrair diamantes, a aldeia entrou em decadência após a I Guerra Mundial, quando o campo de diamantes lentamente foi extinto e foi finalmente abandonado em 1954. Hoje só restam casas atoladas em areia.

7) Dallol, Etiópia

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Este lugar localizado no deserto de Danakil abrigava uma comunidade voltada para a mineração de sal abandonada na década de 60. Detém o recorde de maior temperatura média para um local habitado na Terra, com 35º Celsius, graças à proximidade do vulcão Dallol;

8) Tawergha, Líbia

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A cidade que fica nas proximidades do último reduto de Muammar Kadafi foi esvaziada pela milícia do Conselho Nacional de Transição da Líbia, em outubro de 2011. Tinha então uma população de 24 mil pessoas.

9) Kayakoy, Turquia

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Apesar de estar próxima a uma das praias mais badaladas da Turquia, Kayakoy permanece abandonada desde o fim da guerra com a Grécia, em 1923.

10) Copehill Down, Inglaterra

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Trata-se de uma aldeia do condado de Wiltshire que foi construída para servir como uma verdadeira cidade cenográfica pelo Ministério da Defesa do Reino Unido a fim de treinar as forças armadas para combates próximos a áreas urbanas. A ideia era se parecer ao máximo com uma vila alemã no coração da Baviera.

11) Pyramiden, Noruega

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Foi fundada pela Suécia em 1910, mas vendida à URSS em 1927. Foi construída para ser um exemplo de como um modelo socialista poderia dar certo. Comida gratuita, cinemas, teatros, quadras poliesportivas, escolas e uma biblioteca com mais de 50.000 volumes eram alguns dos benefícios de seus milhares de habitantes durante sua época áurea. Em uma determinada manhã, em pleno colapso do sistema soviético durante os anos 90, foi dado o aviso repentino para que todos os trabalhadores fizessem as malas, pois a cidade seria abandonada imediatamente. E assim foi, sem mais nem menos.

12) Pegrema, Rússia

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Vila camponesa construída à beira de um lago abandonada após a Revolução Russa.

13) Sanzhi Pod City, Taiwan

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No começo da década de 1970, esta aldeia futurista foi construída para ser um refúgio de férias para os mais ricos. Mas, devido a um grande número de acidentes fatais durante a construção, aliado à falta de investimento, o projeto foi interrompido permanentemente. Durante todo o tempo que as estruturas ficaram em pé, havia rumores de que a cidade era mal assombrada pelos fantasmas daqueles que morreram.

14) Chaitén, Chile

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Chaitén foi evacuada em maio de 2008, quando o vulcão Chaitén entrou em erupção pela primeira vez em mais de 9 mil anos. Uma semana depois, toda a cidade foi inundada e ficou submersa por dias.

15) Hashima Island, Japão

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Na época da Revolução Industrial no Japão, a Mitsubishi construiu essa ilha em torno de um grande depósito de carvão. Dessa forma, o local tornou-se o lar de mais de cinco mil moradores, os primeiros do país a viver em edifícios de concreto. Entre 1960 a 1970, o Japão resolveu fechar todas as minas de carvão, acabando de vez com a função do lugar.

16) Craco, Itália

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Uma aldeia medieval abandonada localizada a cerca de 40 quilômetros do interior do Golfo de Taranto, no peito do pé da “bota” da Itália. Ela foi abandonada em 1963 devido a terremotos recorrentes.

17) Belchite, Espanha

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Antes da década de 1930, Belchite era uma cidade em crescimento, com muitos serviços. Como consequência da Batalha de Belchite, durante a Guerra Civil Espanhola, a cidade foi totalmente destruída. Em vez de uma reconstrução, o ditador Franco decidiu manter as ruínas da antiga cidade intactas como um memorial da batalha.

18) Ani, Turquia

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Cidade medieval armênia em ruínas e desabitada. Foi a capital de um reino medieval armênio que cobria boa parte da atual Armênia e Turquia oriental. Ani ficava em várias rotas comerciais e seus muitos  edifícios religiosos, palácios e fortificações estavam entre as estruturas mais avançadas do mundo. Chegou a ter mais de 200 mil habitantes e a rivalizar com  Constantinopla, Bagdá e Damasco.

19)  Humberstone, Chile

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Foi fundada em 1862 como um centro de mineração de nitrato de potássio. Com a Grande Depressão de 1929, aliada ao declínio da procura pelo minério, a cidade começou a perder sua função original, demorando décadas para se tornar uma localidade completamente abandonada. Hoje, visitar o local é como fazer uma verdadeira viagem no tempo, sendo possível percorrer suas ruas, casas de estilo inglês e comércios. Há, inclusive, uma lojinha na praça central para a venda de lembranças. Em 2005, a cidade e as construções foram declarados Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

20) Bodie, Estados Unidos

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No oeste americano, existem cerca de seis mil cidades-fantasma, todas construídas rapidamente durante a “Corrida do Ouro” (1848-1855). A cidade de Bodie chegou a ser uma das maiores cidades da Califórnia, com infraestrutura completa de casas, hospitais, igrejas e comércios. Hoje, é uma das únicas que conseguiram manter de pé alguma estrutura do passado, sobrevivendo a incêndios, influências do clima e vandalismos.

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Paulo Moura
Jornalista paulistano que adotou o Rio de Janeiro como casa. Possui mais de 15 anos de experiência em comunicação corporativa e é sócio-diretor da Agência VIRTA. Apreciador de cerveja, comida ogra, mar e tudo aquilo que combina ou remete a ele.

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