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Ela é faxineira, mãe e chefe de família. E criou um filho melhor que suas patroas

por: Vicente Carvalho

É uma realidade: 37,3% das famílias brasileiras são chefiadas por apenas uma mulher, segundo dados do último censo demográfico do IBGE. E Maria Edilene, uma batalhadora faxineira que faz parte desta estatística, consegue nos mostrar que, mesmo vivendo sozinha, é possível educar um filho melhor do que muitas de suas patroas.

Infelizmente muitas famílias que têm um poder aquisitivo maior, acabam por “terceirizar” os filhos, no sentido de deixar com que outras pessoas (professor, babá, instrutor de esportes, etc) façam o papel que eles deveriam fazer: estar no dia-a-dia dos pequenos. Mas eles se justificam dizendo que trabalham muito para tentar dar um futuro melhor para o filho – mas a que preço? Não participando do desenvolvimento da criança? Levando a babá em pleno domingo para passear com o filho em vez deles mesmos o fazerem? O assunto é delicado.

Edilene diz: Antes de sair de casa, eu tenho que ver o caderno do meu filho, conversar com ele e saber o que está acontecendo. Ensino que ele não deve ser mal educado com as pessoas. Digo que deve respeitar o próximo e que o que a gente planta, a gente colhe. Tento mostrar a ele que a vida não é muito fácil, mas também não é difícil. Só quando a gente não sabe viver”.

Por isso, Edilene quis contar sua história de vida para mostrar às outras mães que cuidam sozinhas da família, escrevendo o livro “Como Eduquei meu filho melhor que as minhas patroas”. Confira o vídeo abaixo falando sobre o projeto:

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Nas pesquisas para esse post, encontramos um vídeo do Dr. José Martins Filho, falando exatamente disso: crianças terceirizadas. Vale a pena desprender alguns minutos e assistir:

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Vicente Carvalho
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