Inovação

Hypeness Review: descubra o melhor e o pior de Destiny, o jogo que custou mais de 1 bilhão de reais

por: Redação Hypeness

Não é todo dia que 500 milhões de dólares são investidos em um game. Destiny, jogo produzido pela Activision (Call of Duty) em conjunto com a Bungie (Halo), é um FPS (First Person Shooter) de ficção científica lançado no ultimo dia 09 de setembro. O hype em torno do lançamento foi um dos maiores na história do segmento – “UM JOGO PARA 10 ANOS!” – e por isso testamos o produto durante um mês para descobrir se Destiny realmente apresentou a inovação anunciada.

A promessa era revolucionar o gênero, trazendo um jogo de tiro em primeira pessoa com formato de MMOG (Massively Multiplayer Online Game). Testamos o jogo por exatamente 100 horas e 26 minutos. A lista abaixo contém um pouco do que consideramos o melhor e o pior no game, após um mês do seu lançamento e da primeira “grande” atualização. O objetivo aqui não é entrar a fundo em todos os temas, pois cada um deles tomaria uma publicação inteira. A ideia é apresentar um cenário macro e sucinto.

 O MELHOR DE DESTINY

#1: Gráficos e Jogabilidade

O game é lindo visualmente: luzes e texturas rodando macio a 60 frames por segundo. A direção de arte tem momentos de glória. A jogabilidade é fluída e intensa em todos os modos de jogo – ponto positivo para a aclamada engine.

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#2: Multiplayer

A essência do jogo é multiplayer. Basicamente são dois modos: cooperativo (PvE- Player vs Environment) e competitivo (PvP- Player vs Player). É possível montar um time com até 6 amigos, ou simplesmente apelar para o sistema de matchmaking – capaz de encontrar jogadores 24 horas por dia, 7 dias por semana. E para quem mesmo assim prefere a solidão, o modo PvE também permite jogar sozinho.

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#3: Interface

A interface de navegação no jogo e os menus são uma aula de usabilidade. Tudo muito simples e intuitivo, apresentando um design minimalista e sem frescuras. Moderno, orgânico e funcional.

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#4: Armas

Boa variedade de armas divididas em 3 categorias: primárias, especiais e pesadas. Essas categorias possuem sub divisões: armas básicas, incomuns, raras, legendárias e exóticas. Todas podem receber diversos upgrades de acordo com as preferências do jogador.

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#5: Customização e evolução dos personagens

São três classes de personagens: Hunters, Titans e Warlocks. Cada uma das classes ainda possui subclasses e características distintas. Outra variação é o modo humano ou exo. Além dos gêneros masculino ou feminino. Depois de criados, os personagens evoluem em levels. Até o Level 20 é possível evoluir de diversas formas, e a partir de então o sistema de upgrade é focado exclusivamente na armadura do personagem.  Trata-se de um sistema de níveis monstruoso para um game de tiro.

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#6: Fator Replay

Destiny é viciante, certamente vai retornar em horas de jogo o investimento feito no produto. Você não vai largá-lo facilmente.

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#7: Inteligência artificial

Os inimigos são inteligentes e imprevisíveis, acima da média se compararmos a maioria dos games.

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#8: Sound Design

Os detalhes fazem o sound design. Jogando com um headphone 7.1 a experiência é incrível e única. Mesmo no meio de grandes tiroteios é possível notar sons em nível micro: os ruídos de um transformador sobrecarregado, as variações sutis do vento, os passos de um inimigo se aproximando.

 AGORA O PIOR DE DESTINY

#1: Narrativa

Narrativa fraca, roteiro praticamente inexistente. Uma grande oportunidade perdida, o sistema de storydoing poderia ser revolucionário. Não vale a pena perder tempo com esse assunto.

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#2: Pouco conteúdo no lançamento

Em resumo, a sensação é de um jogo curto. Sabemos e compreendemos que a moda do momento é faturar milhões extras com a venda de DLCs (conteúdos extras) – mas a experiência standard (R$ 199,00) poderia ser um pouco mais extensa, principalmente na campanha. O universo inicial do jogo é composto pela Terra (Rússia), Lua, Vênus e Marte.

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#3: Locutor canastrão onipresente

O tal Lord alguma coisa está no modo multiplayer competitivo, com frases toscas e desnecessárias. Extremamente chato e irritante, principalmente depois de horas de jogo.

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#4: Halo feelings

Ok, Bungie. É outro jogo, mas poderiam ter ido além e dourado um pouquinho mais a pílula. Diversos elementos certamente fazem parte da Library de Halo. Além disso, em menor escala, alguns elementos de Call of Duty também podem ser notados por jogadores mais hardcore.

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#5: Design Horizontal

Já que a semelhança com Halo era inevitável, os desenvolvedores deveriam ter assumido de vez um design de fases mais vertical. Os mapas são extensos porém muito horizontais, o que prejudica um pouco a jogabilidade no quesito diversão (principalmente no multiplayer competitivo). Os pulos gigantes parecem perder um pouco do propósito, e as possibilidades no in fight diminuem.

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#6: MMOG?

É um ponto complexo e que pode dividir opiniões. O game traz alguns elementos de MMOG (ou MMO – Massively Multiplayer Online Game) – longe de ser necessariamente um. O problema aqui foi o hype excessivo. A fórmula é boa, e certamente é pioneira em jogos de tiro. Mas não entrega o que todos esperavam. MMOGs são baseados em um complexo sistema de metagaming – que Destiny está distante de possuir. Pode ser chamado de “World Shared Shooter”, “Shooter RPG” ou atéMythic Sci-fi Open-World Game”. A produtora nunca disse disse com clareza se Destiny seria realmente um MMOG, mas deixou que a lenda se espalhasse.

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CONCLUSÃO:

Vale muito a pena ser jogado, mas é preciso desapegar de algumas promessas do hype pré-lançamento. Destiny é um excelente jogo de tiro em primeira pessoa, que apresenta um formato inédito para o gênero. Certamente vai evoluir com as próximas atualizações, mas parece estar longe de ser um game para 10 anos. E apesar do roteiro muito fraco, o jogo é perigosamente viciante e obrigatório para qualquer fã de shooters futuristas.

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ALGUNS NÚMEROS RECENTES:

– 3,2 milhões de jogadores por dia jogam Destiny – todos os dias

– 3 horas é o tempo de permanência médio no jogo

Todas as imagens © Hypeness

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Redação Hypeness
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