Inovação

Alunas brasileiras são premiadas no concurso de ideias inovadoras de Harvard

por: Vicente Carvalho

O empreendedorismo social vem ganhando cada vez mais espaço no contexto contemporâneo dos negócios, dada a urgência com que alguns problemas sociais devem ser resolvidos.

Universidade de Harvard, nos EUA, por exemplo, está organizando o primeiro programa chamado “Village to Raise a Child”, que visa selecionar e tornar conhecidos os projetos de empreendedorismo social de pessoas do mundo todo, que impactam a vida de muitas comunidades. Este programa é uma iniciativa de alunos, ex-alunos e professores da renomada instituição.

Nesta primeira edição foram inscritos 80 participantes, onde apenas cinco receberiam a premiação final em que teriam a oportunidade de expor seus projetos na própria Universidade de Harvard para um grupo de investidores do mundo inteiro.

Destes cinco, orgulhosamente temos não apenas uma, mas duas representantes brasileiras  que foram premiadas. São elas: Georgia Gabriela da Silva Sampaio, de Feira de Santana (BA), e Raíssa Müller, de Novo Hamburgo (RS), ambas com 19 anos, além de outras três pessoas do Sri Lanka, Nepal e Filipinas.

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A tia de Georgia, há três anos, sofreu de uma patologia chamada endometriose, uma doença que afeta 6 milhões de brasileiras e pode comprometer ovários e o útero, muitas vezes deixando mulheres estéreis. Por causa da doença, sua tia foi obrigada a extrair o útero. Georgia vem de uma comunidade humilde, onde muitas pessoas não têm condições de pagar para realizar os exames de diagnóstico da doença, que também não são oferecidos no sistema público.

A endometriose causa mudanças hormonais em seus pacientes. Pensando nisso, em seu projeto, ela pesquisa a criação de um método de diagnóstico acessível, por meio de marcadores biológicos que depois serão adaptados para um exame de sangue.

Assista ao vídeo do projeto dessa jovem prodígia:

Já a segunda premiada brasileira, Raíssa, desenvolveu uma espécie de esponja que repele água e absorve óleo. Se você imagina que isso não serve de grande coisa, imagine isso em grande escala, em que a invenção poderia ser utilizada em acidentes de derramamento de óleo no mar ou ainda para limpar rios poluídos (devido à pesquisa, Raíssa concluiu que um dos principais fatores de poluição dos rios é o descarte inadequado de óleo de cozinha).

A jovem ressalta ainda que sua esponja, além de possuir um baixíssimo custo, permite que tanto o óleo como o filtro possam ser reutilizados depois. O óleo pode ser revendido e o filtro reutilizado pelo menos cinco vezes.

Assista ao vídeo do projeto:

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Os projetos das brasileiras, assim como desses outros selecionados , estão com uma campanha para o levantamento de fundos e você pode ajudá-los através deste link.

Todas as fotos: Arquivo pessoal e Reprodução

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Vicente Carvalho
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