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Cobertura Hypeness: fomos conhecer a Feira Temática do Leste Europeu em SP

por: Brunella Nunes

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Embora São Paulo tenha diversidade em absolutamente tudo, fica difícil encontrar algumas partes do mundo pela cidade. No domingo (26), fomos até a Vila Prudente para conhecer de perto a Feira Temática do Leste Europeu – e países bálticos -, focada na cultura de lugares como Romênia, Ucrânia, Hungria e República Tcheca.

Sediada no Parque Ecológico da Vila Prudente, a feira contou com artesanato típico da região, como as matrioshkas russas, porcelanas da ucrânia, maquetaria da Bulgária, arte em madeira e tecido da Eslováquia, arte em couro da Romênia, além de artes feitas à mão por membros da Amoviza, Associação dos Moradores do Bairro de Vila Zelina, organizadora do evento.

Na parte gastronômica, comidas típicas com nomes difíceis dividiam a atenção dos visitantes, como Varêniki, Siliótka, Pelimeni, Bureka, Pinene, Becherovka, Kugelis, Krupkinas, Chachlik e Milina além de bebidas como a vodca russa e o Kváss, bebida artesanal fermentada, e doces como a torta de maçã verde, muito consumida da Croácia.

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O evento do Facebook contava com 6 mil confirmados, e pelo menos a metade disso passou pelo local, que    normalmente recebe entre 800 e 1.500 pessoas. A superlotação fez com que as barracas, despreparadas para a ocasião excepcional, tivessem um esgotamento de produção e fechassem mais cedo. Segundo Rogério Sventkauskas, neto de lituanos e um dos organizadores da feira, o número de pessoas presentes passou da estimativa, justificando o problema. “Por um lado foi ruim, pois uma parte dos visitantes ficaram insatisfeitos, mas por outro lado foi uma ‘injeção de ânimo’ para continuarmos investindo no local.”

A feira estava programada para acontecer entre as 10h e 17h do domingo. O Hypeness chegou por volta das 14h e realmente notou que algumas barracas já estavam sendo desmontadas e a comida, escassa, o que deixou muita gente na mão. Apesar disso, Sventkauskas explicou que haverá uma preparação melhor para a próxima edição, no dia 31 de maio. “Em breve nos reuniremos para planejar a melhora da estrutura do evento. Recomendo aos visitantes chegar no máximo ao meio-dia para aproveitar bem a feira”. A iniciativa acontece mensalmente e tem planos de se tornar quinzenal. Uma das coisas positivas foi o artesanato típico, que contou com peças difíceis de serem achadas em São Paulo, além da cervejas variadas, como a russa Baltika, a lituana Baltic Porter da Gandras Alus e as tchecas Pilsner Urquell e 1795. A oficina gratuita de bonecas matrioshkas de pano, símbolo da maternidade, ministrada pela artesã Mileny Ivanov e Drika Satkunas, também aproximou o público desta cultura.

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História do bairro

A Vila Zelina é um dos bairros que mais concentra imigrantes desta região do Velho Continente. Os moradores fazem um esforço para que o local seja reconhecido oficialmente como um pedaço do Leste Europeu na capital paulistana, assim como acontece nos bairros Liberdade, que é oriental, e Bixiga, italiano.

De acordo com Sventkauskas, o bairro tem tradição em realizar eventos de comunidades específicas, até que resolveram juntar todas em um só. A primeira edição, em dezembro de 2011, contava com apenas seis barracas, numa travessa próxima a Praça República da Lituânia. Ele destaca ainda o tradicional Bar do Vito, instalado por lituanos e em atividade desde 1942.

bar do vito bar do vito2 Todas as fotos © Brunella Nunes; exceto Bar do Vito: Divulgação

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Brunella Nunes
Jornalista por completo e absoluto amor a causa, Brunella vive em São Paulo, essa cidade louca que é palco de boa parte de suas histórias. Tem paixão e formação em artes, além de se interessar por ciência, tecnologia, sustentabilidade e outras cositas más. Escreve sobre inovação, cultura, viagem, comportamento e o que mais der na telha.


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