Estilo

Conheça a escola de Paraty que acabou com provas, séries e matérias

por: Bruna Rasmussen

Há alguns meses, mais de 50 adultos e crianças se reuniram para organizar e reformar parte da Escola Comunitária Cirandas, em Paraty (RJ). Enquanto alguns arrumavam os instrumentos musicais na sala dos professores, outros ajudavam a cuidar da horta. A rampa de skate foi praticamente refeita e agora há também um parquinho para as crianças brincarem. Após um almoço comunitário, os pais trocaram dicas, experiências e até ajustaram um sistema de caronas. Poderia ser um evento especial, mas nessa escola, é rotina: todo mundo coloca a mão na massa.

Fugindo do sistema tradicional de ensino, a escola propõe um projeto educativo inovador, que enfatiza a diversidade de ideias, conhecimentos e pessoas. Em vez de serem divididas em séries, as cerca de 50 crianças que lá estudam pertencem a um mesmo ciclo, que vai da 1ª à 5ª série, e são agrupadas por projetos, maturidade ou afinidade de conhecimentos. Em vez da aula a qual todos estamos acostumados, que consiste em sentar na carteira, ouvir o professor e fazer anotações para as provas, a escola propõe projetos muito mais práticos que teóricos, permitindo que as crianças vivenciem o que aprendem e testem por si mesmas.

A aula, que vai das 8h às 15h20, podendo se estender até as 17h, envolve projetos na horta, dança, prática de tai chi chuan e trabalhos artísticos. Os passeios também são frequentes e são as próprias crianças que ficam encarregadas de calcular a viabilidade das viagens: custo, tempo e roteiro, são elas que calculam. Na hora do almoço, nada de salgadinhos ou refrigerantes: a refeição é balanceada, muitos dos alimentos vêm da própria horta da escola e são os pequenos que ajudam a lavar a louça e a organizar o refeitório.

Construímos, junto com a comunidade escolar, uma escola que carrega os valores fundamentais para a formação integral do ser humano: amor pela natureza e sentimento de pertencimento à mesma; amor por si e pelo outro; flexibilidade; autonomia e criatividade“, lê-se na descrição da escola, que, embora seja paga, reserva 50% das suas vagas para bolsistas, tendo como objetivo a diversidade e a superação da desigualdade. “Temos filhos de banqueiros convivendo com filhos de trabalhadores domésticos. Alguns viraram melhores amigos e frequentam a casa um do outro“, afirmou a diretora, Mariana Benchimol, em entrevista à Folha.

escola-cirandas

escola-cirandas2

escola-cirandas3

escola-cirandas4

escola-cirandas5

escola-cirandas6

escola-cirandas7

escola-cirandas8

escola-cirandas9

Todas as fotos via Escola Comunitária Cirandas

Quer conhecer outras escolas que conseguem escapar do modelo tradicional e proporcionar uma educação inovadora aos pequenos? Confira esta matéria especial do Hypeness: “Educação fora da caixa: conheça escolas onde o aprendizado vai muito além da lousa e do caderno“.

Publicidade


Bruna Rasmussen
Bruna escreve para a internet desde 2008 e tem paixão por consumir informação e descobrir coisas. Adora gatos, inovação e é curitibana – fala “duas vinas”, mas dá “bom dia” no elevador.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
20 looks de jovens dos anos 1990 que dão vontade de repetir nos dias de hoje