Inspiração

Paciente com câncer terminal cria campanha nas redes sociais para incentivar pessoas a curtir a vida

por: Redação Hypeness

Diante dos problemas que aparecem na vida, muita gente costuma assumir uma postura de culpa, ou pena de si. Para outras, a ideia é sempre erguer a cabeça e fazer do limão uma bela limonada. Shalin Shah definitivamente fazia parte do segundo grupo.

Aos 22 anos, Shalin convivia com o diagnóstico de um câncer terminal, mas decidiu usar sua experiência para inspirar cada vez mais pessoas a viver sua vida de uma maneira melhor. Prova disso é o texto abaixo, compartilhado por ele em suas redes sociais.

“A maioria das pessoas às quais eu conto minha história tem a mesma reação: “isso é tão triste” ou “mas você ainda é tão jovem, ainda teria tanta vida pela frente“, ou, ainda, “sinto muitíssimo, isso é tão injusto“.

E no início, era isso o que eu também pensava. Eu achava o câncer a brincadeira mais cruel que a vida poderia fazer comigo. Eu tinha acabado de me formar na faculdade; estava a ponto de finalmente poder iniciar minha vida do “mundo real”, conseguir um emprego e ficar independente. Num momento em que todos meus amigos estavam começando com trabalhos novos e se mudando para vários lugares pelo mundo afora, eu estava preso em casa, com mais pais, recebendo tratamento contra o câncer. Me parecia bem injusto, sim.

Olhando para trás agora, acho que o último ano foi uma loucura para mim: estudei em Paris, me formei na USC com louvor, treinei para participar do Corpo da Paz no Peru, recebi o diagnóstico de câncer não terminal, depois descobri que eu tinha câncer terminal.

Para mim, o dia 5 de fevereiro foi o dia que todo paciente com câncer repete em sua caça inúmeras vezes, torcendo para que isso nunca aconteça com ele. Foi o dia em que o médico disse a mim e a meus pais que o câncer tinha atingido meu cérebro e se tornara medicamente incurável. E que só me restavam poucos meses de vida.

Todas as centenas de vezes que eu tinha imaginado como receberia essa notícia, eu sempre estava chorando incontrolavelmente, totalmente arrasado. Mas a realidade foi muito diferente. É verdade que passei os primeiros cinco minutos chorando incontrolavelmente, como eu tinha imaginado, mas depois, de repente, senti uma calma enorme.

Olhando pela janela do hospital em direção a Hollywood Hills, finalmente me senti em paz. De um jeito estranho, aceitei a notícia que tinham acabado de me dar e senti que estava tudo bem. De certo modo, era uma libertação não precisar mais me preocupar e ficar estressado, sem saber se o tratamento estava funcionando ou não. Em vez de me preocupar em saber se eu ia viver ou morrer, o prognóstico terminal simplificou as coisas. No fim das contas, não faço ideia de por que eu tinha tanto meda da morte até então.

Não sabemos nada sobre a morte ou o que acontece depois dela. Só sabemos que todos vamos morrer.

Então não existe uma razão real para temermos a morte. Esse é apenas mais um medo irracional do desconhecido. Agora eu só precisava me concentrar em viver ao máximo o tempo que me restava de vida e investir toda minha energia em curtir o melhor que a vida tem a oferecer, tentando ao mesmo tempo deixar para trás uma pegada e um legado positivos.

Mas foi apenas recentemente que me dei conta de que o câncer terminal foi uma benção para mim. Eu já tinha aceitado meu destino e me conformado com o câncer, mas hoje eu me sinto realmente grato por tudo isso ter acontecido comigo. Compreendi que, se eu não tivesse passado por tudo que passei nos últimos meses, nunca teria ficado cara a cara com a morte e nunca teria sido obrigado a refletir e rever minhas prioridades, o propósito de minha vida e da vida em geral.

Se eu não tivesse sido impelido para este limite, não teria aprendido a apreciar profundamente a bela dádiva da vida e de tudo o que me cerca. E eu não teria refletido intensamente sobre o que pretendo deixar para trás e sobre o impacto positivo que quero ter sobre o mundo antes de minha saída.

Isto não é tragédia. Para ser honesto, não acho que seja nem um pouco triste. Fui abençoado na vida. Já morei em Paris, servi no Corpo da Paz no Peru, me apaixonei loucamente pela garota mais incrível, tenho a família e os amigos mais incríveis que qualquer pessoa poderia querer. E a lista continua.

Acredito profundamente que tudo acontece por uma razão. Se o câncer terminal não tivesse acontecido comigo, eu não teria podido inspirar meus amigos e familiares a dar mais valor à preciosa dádiva que é a vida e a viver vidas mais positivas e apreciativas, graças à minha história. Esse é o propósito de minha vida, que passei a vida toda procurando: inspirar transformações pessoais positivas no maior número possível de pessoas.

Na verdade, essa é a razão por que decidi escrever este artigo e levar minha história a público. Quero compartilhar com as pessoas o que eu vivi: ter me dado conta de como é realmente bela a dádiva da vida, na esperança de que isso inspire outras pessoas que passam por momentos difíceis a apreciar um pouco mais o lado positivo da vida. É também por essa razão que, depois de tudo pelo que passei nos últimos meses, me sinto grato por estar com câncer em fase terminal.”

Tradução via Brasil Post.

Infelizmente, Shalin faleceu no dia 16 de maio (após casar com o amor de sua vida), mas suas palavras e sua atitude positiva perante a vida prometem continuar inspirando muitas pessoas.

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