Inovação

Pesquisadores testam medicamento que poderia tratar a depressão em 24 horas

por: Bruna Rasmussen

Depressão é uma doença séria e perigosa que, se não for tratada a tempo e com o devido cuidado, pode ser fatal. A gama de medicamentos disponíveis para a estabilização do funcionamento cerebral é grande, porém, a eficácia desses compostos está longe de ser a mais satisfatória. Remédios como o Prozac ou o Lexapro demoram até oito semanas para fazer total efeito e trazem diversos efeitos colaterais. Entretanto, no que depender dos pesquisadores da Universidade de Medicina de Maryland, nos EUA, a depressão poderá ser curada em apenas 24 horas e com danos mínimos.

Em uma pesquisa publicada recentemente na revista Neuropsychopharmacology, um time liderado pelo professor Dr. Scott Thompson conseguiu testar em ratos um novo composto que eliminou por completo os sinais de depressão e estresse. “Os nossos resultados abrem uma nova série de possibilidades para os medicamentos antidepressivos. Nós temos evidências de que esses compostos podem aliviar os devastadores sintomas da depressão em menos de um dia, e o fazem limitando os principais efeitos colaterais presentes nos tratamentos atuais“, afirmou o Dr. Thompson.

Hoje, os medicamentos antidepressivos consistem em compostos que aumentam a presença de serotonina, neurotransmissor responsável pela estabilização do humor, no cérebro. Entretanto, além da demora para fazer efeito e dos efeitos colaterais, esses remédios não funcionam em todos os pacientes. Sendo assim, o composto pesquisado pelos cientistas envolve outro neurotransmissor, o GABA (ácido gama-aminobutírico), que regula a excitabilidade do sistema nervoso. Segundo os cientistas, a atividade cerebral padrão é um balanço entre respostas de excitação e inibição. No cérebro das pessoas que sofrem de depressão, contudo, percebe-se uma queda nas atividades de excitação, o que poderia ser corrigido com o uso desse composto.

Com o sucesso nos testes em laboratório com roedores, o Dr. Thompson espera que testes em humanos sejam possíveis dentro de alguns anos. “Se esses compostos puderem prover um alívio rápido dos sintomas da depressão em humanos, como o pensamento suicida, eles poderiam revolucionar a forma com que pacientes são tratados“, afirmou.

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Foto CC Jamie 

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Foto CC Daniel Oines

Via NeuroScience News

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Bruna Rasmussen
Bruna escreve para a internet desde 2008 e tem paixão por consumir informação e descobrir coisas. Adora gatos, inovação e é curitibana – fala “duas vinas”, mas dá “bom dia” no elevador.

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