Arte

15 grafiteiros brasileiros que fazem sucesso na gringa

Redação Hypeness - 23/09/2015 às 08:25 | Atualizada em 21/12/2021 às 16:14

O graffiti se alastra pelo mundo todo ano após ano, sendo que alguns países já até o consideram como patrimônio público. O Brasil tem um talento nato para trabalhos manuais, desde artesãos até grandes artistas, que há séculos fazem sucesso na gringa. Com grafiteiros tão talentosos no país, não poderia ser diferente, e muitos deles já conquistaram seu espaço em outros continentes.

Entre muros, galerias de arte e museus, os artistas expõem seus trabalhos que envolvem crítica social, natureza, universo feminino, violência doméstica, política, caos  e arte abstrata. Passando suas mensagens adiante, atravessaram fronteiras e quebraram barreiras, já que atualmente são poucos os países que ainda deixam de apoiar o graffiti como plataforma artística e cultural.

Seguindo seus próprios estilos, os grafiteiros conseguem ainda desenvolver um papel importante dentro do cenário político e econômico, revelando suas insatisfações e anseios por meio da arte, mesmo que inseridas num conceito lúdico, o mesmo que nos transporta para longe dos problemas cotidianos.

Conheça abaixo um pouco de alguns artistas que exibem seus traços dentro e fora do país:

1. Os Gêmeos

Os irmãos gêmeos Gustavo e Otavio Pandolfo começaram a carreira artística no bairro Cambuci em meados dos anos 1980. Atuando em várias plataformas, como pintura e escultura, o graffiti é que foi o grande responsável por seus maiores sucessos. É possível conferir obras da dupla de artistas brasileiros mais conhecida em países como Espanha, Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha.

Cobertura Hypeness: fomos conferir as novidades da dupla ‘OsGemeos’ na exposição ‘A Ópera da Lua’, em SP

2. Crânio

Misturando crítica social e povos indígenas, o artista Crânio ficou mundialmente famoso por espalhar pelos muros personagens que são a cara do Brasil, ainda que esquecidos por aqui. Inspirado por desenhos animados e Salvador Dalí, desenvolveu um estilo único e marcante que causa reflexão e tem um ar divertido. Ele já expôs trabalhos em países como França, Barcelona, Amsterdã e Miami.

3. Kobra

O paulistano Eduardo Kobra ganhou fama mundo afora por conta de seus murais um tanto caleidoscópicos. Misturando cores e texturas, ele retrata tanto personalidades famosas quanto pessoas desconhecidas. A pintura 3D foi feita pela primeira vez no Brasil em sua primeira pintura sob pavimento, na Praça do Patriarca, em São Paulo.

4. Alex Hornest (Onesto)

Natural de São Paulo, Alex Hornest faz um contraponto entre o universo lírico e o caos das grandes cidades, que dialogam com o cotidiano. Nova York, Bogotá, Los Angeles e San Francisco são algumas das cidades onde o artista expôs suas obras.

5. Nina Pandolfo

Nina Pandolfo leva para as telas traços muito delicados e femininos, que remetem à infância e a natureza. Irmã de cinco meninas e natural do Cambuci, ela já expôs e desenhou em países como Alemanha, Suécia, Nova York, Los Angeles e Escócia, onde pintou um castelo junto com Os Gêmeos e Nunca.

6. Nunca

Aos 12 anos de idade, Nunca já dava seus primeiros passos da arte urbana, fazendo parte de um grupo de pichadores da zona leste de São Paulo. Aos 15, conheceu o graffiti e não parou mais, fazendo sempre desenhos que tem uma ligação forte com a cultura indígena brasileira, em confronto com o cenário urbano moderno. Além do Brasil, já expôs na Grécia e na famosa Tate Modern, em Londres.

7. Zezao

Expondo em grandes galerias de arte e museus, Zezao começou a grafitar em 1995 após sofrer um acidente que o impediu de continuar andando de skate. Ele deu sequência a sua ligação com a rua através da arte, pintando sempre na cor azul, que alcançou muros internacionais, em países como Paris e Los Angeles.

8. Binho Ribeiro

Um dos pioneiros na arte do grafite dentro da América Latina, Binho Ribeiro já tem uma carreira sólida na arte urbana. Ele é o fundador e curador da Bienal do Graffiti, que acontece em São Paulo. Além de fazer curadoria de eventos na área e estar ligado a cultura hip-hop, atuou como cenógrafo em diversas produções, como “5 Poison” (Japão, 2000), “Bicho de 7 cabeças” (Brasil, 2001), “O Magnata” (Brasil, 2006) e “Antônia” (Brasil, 2006).

O que teve de melhor na 3ª edição do Graffiti Fine Art em SP

9. Nick Alive

Desde 1997, Nick Alive preenche as ruas de São Paulo e do mundo com seus graffitis. O ilustrador procura focar seus desenhos na busca pela paz de espírito, retratando seres andróginos, o que amplia as interpretações de suas obras. O artista, que organizou o “Meeting of Styles”, um dos eventos mais importantes do gênero, já expôs em vários estados brasileiros, no Chile e em Nova York.

10. Anarkia Boladona

Panmela Castro, também conhecida como Anarkia Boladona, começou a pichar muros na adolescência. Hoje, a carioca já se consolidou como artista e grafiteira, além de grande defensora das mulheres. Questões do universo feminino e especialmente a violência doméstica são temas de seus graffitis, que chegaram até Nova York e Paris através do projeto “Grafite contra Violência Doméstica”.

11. Mag Magrela

Mag Magrela é uma grafiteira paulistana conhecida por retratar figuras femininas em suas obras. Carolyna Barbara Maciel, seu verdadeiro nome, cresceu na Vila Madalena e aprendeu a desenhar com o pai. Hoje, ela também é pintora, escultora e cantora.

A arte de Mag se destaca pela representação de mulheres em situações diversas e comuns à luta feminina no Brasil. Muitas delas são carregadas de melancolia e até certa morbidez, mas todas são exemplos de criatividade e resistência.

12. Derlon Almeida

O pernambucano Derlon Almeida se inspira na xilogravura para desenvolver sua arte de rua. A partir dessa fusão de gêneros, o grafiteiro cria desenhos com uma estética que remete às gravuras das histórias de cordel, quase sempre monocromáticas ou com pouquíssimas cores.

Essa linguagem artística bastante contemporânea fez com que ele se tornasse um dos artistas urbanos brasileiros mais famosos da atualidade, expondo seu graffiti até na Holanda.

13. Marcelo Eco

Conhecido como precursor da arte urbana carioca, Marcelo Eco é um grafiteiro de traços marcantes e cores intensas. Ele costuma desenhar caveiras e se inspira nos quadrinhos para criar seus personagens emblemáticos.

Além do graffiti, ele também se dedica à carreira de ilustrador. Nos últimos anos, tem feito trabalhos mais institucionais, em galerias, por exemplo.

14. Speto

Inspirado pelo movimento hip hop, Speto se tornou um dos nomes mais importantes da arte urbana no Brasil. Paulo Cesar Silva começou a grafitar na São Paulo da década de 1980. Sua arte costuma retratar figuras humanas em preto e branco.

Além de museus e galerias pelo mundo, o trabalho de Speto também pode ser admirado em peças publicitárias.

15. Rodrigo Branco

Criado em São Paulo, Rodrigo Branco ficou conhecido por ilustrar rostos a partir de uma estética própria e complexa. Com traços tortos e abstratos, ele criou murais que estão espalhados pelo mundo todo, do Brasil à Alemanha.

Uma de suas principais referências é a fotografia, arte que conheceu por meio do pai. Na hora de criar os graffitis de rosto, costuma misturá-los com elementos que remetem à infância.

*Esse post faz parte da parceria Hypeness e Natura, que criaram um canal especial para incentivar as pessoas a se apropriarem da cidade através da arte e das intervenções urbanas. Veja todos os posts do canal aqui. #urbanorecria #arteurbana

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Foto 1: Martha Cooper

Foto 2: Reprodução/Crânio

Foto 3: Acervo Pessoal/Kobra

Foto 4: Reprodução/I Support Street Art

Foto 5: Arte Fora do Museu

Fotos 6 e 15: Reprodução/Dionisio Arte

Foto 7: Flickr/Frederic Ronflard

Foto 8: Reprodução/Art Luv

Foto 9: Reprodução/Twitter @nickaliveartist

Foto 10: Reprodução/Inspire We Trust

Foto 11: Reprodução/Nanu Blog

Foto 12: Reprodução/Derlon Almeida

Foto 13: Reprodução/Marcelo Eco

Foto 14: Reprodução/Food Republic


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