Matéria Especial Hypeness

Crise econômica: o que para alguns é o fim do mundo, para outros é a oportunidade de crescer

por: Bruna Rasmussen

Crise. Nos últimos meses, não há um dia em que essa palavra não esteja estampada nos jornais e portais de notícia. Desemprego, juros estratosféricos, previsões nada otimistas em relação ao PIB, desvalorização do Real e tretas políticas dão forma a um dos períodos mais complicados da história econômica recente do Brasil. Mas enquanto que grandes corporações vivem um pesadelo, há quem aproveite a situação para crescer e lucrar.

Uma pesquisa divulgada em junho deste ano pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, sondou gestores de empresas em todo o país para saber qual seria a previsão de investimentos para o segundo semestre de 2015, dado o cenário da crise. Na indústria, 32% afirmaram que pretendem investir menos que nos 12 meses anteriores. Mas 18% tem a intenção de investir mais. Já no setor de serviços, esse número é ainda mais otimista, sendo que 23% das empresas querem acelerar os investimentos, enquanto que apenas 17% têm a intenção de segurar os planos.

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Foto CC USP Imagens

É inegável que a economia, de forma geral, vai mal das pernas, mas isso não influencia da mesma forma todos os tipos de empresas. Para os pequenos e médios empresários, a crise tem gerado boas oportunidades de crescimento e saber explorar isso poderá render bons resultados. Como explicou Luiz Barreto, presidente do Sebrae, em entrevista ao Jornal Nacional, “a pequena empresa não é uma ilha, ela sente também. Mas ela sente menos do que a grande e a média. É que a pequena empresa é muito mais enxuta, tem muito menos empregados. Portanto, a margem de demissão é muito menor”.

Beleza é prioridade

Na Sóbrancelhas, rede de franquias que oferece serviços de beleza específicos para cuidar da sobrancelha, a crise tem passado longe. Na contramão do mercado, a empresa teve um crescimento de 200% no primeiro semestre de 2015 e tem a pretensão de fechar o ano com nada menos que 120 unidades franqueadas. “Estamos inseridos em um mercado que a cada ano tem expansões significativas, além de nos preocuparmos em oferecer serviços de qualidade com modelos de negócios adaptáveis, o que tem garantido nosso sucesso”, afirmou Luzia Costa, fundadora da empresa.

Frente a períodos de crise, você, eu e qualquer pessoa tende a cortar as despesas supérfluas e segurar a conta bancária. Mas cuidar da aparência não está nessa lista, principalmente para as mulheres. “Os clientes não deixaram de realizar os serviços. Acreditamos que mesmo em meio à crise, o público feminino quer manter uma boa aparência a fim de levantar a autoestima. Para se colocar no mercado novamente também existe a necessidade de ter uma boa apresentação”, afirmou.

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Proprietária da loja Sóbrancelhas Luzia Costa-foto;Rogério Marques-08-06-2015-Taubaté-SP

Fotos © Sóbrancelhas

Segundo Luzia, a busca de informações por franquias tem se mantido apesar das turbulências econômicas e o modelo de investimento chama a atenção até mesmo de quem sofreu com as demissões do período. “Nós atendemos a diversos tipos de franqueados, desde investidores até pessoas que foram desligadas devido à crise e estão investindo sua rescisão na compra da franquia”, explicou.

Carro compartilhado

Mas para lucrar com a crise, nem é preciso comprar uma franquia. É o caso do modelo de negócios do Fleety, uma startup de car sharing que propõe o uso inteligente do carro. Ao se cadastrar na plataforma, o proprietário de um veículo pode disponibilizá-lo para aluguel quando não o estiver usando. Por outro lado, quem precisa de um carro só de vez em quando tem a oportunidade de alugar um veículo com mais praticidade e por um preço mais baixo. “Com a crise as pessoas estão começando a se questionar sobre o uso inteligente do dinheiro. E carro geralmente é a primeira coisa que dói no bolso”, afirmou Guilherme Nagüeva, responsável pela estratégia digital do Fleety.

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Imagens © Fleety

A economia colaborativa (saiba mais sobre ela aqui), linha de negócios do qual o Fleety faz parte, tem como princípio otimizar o uso de objetos e espaços, gerando renda e experiências de compartilhamento. “A colaboratividade permite opções mais inteligentes, experiências únicas e o dinheiro é apenas uma consequência disso. Agora, não posso negar, a crise automaticamente faz as pessoas enxergarem mais o dinheiro que permeia esse setor do que as experiências”, explica Nagüeva.

De fato, alugar o carro em vez de simplesmente deixá-lo parado na garagem pode ajudar a bancar custos de seguro e manutenção, por exemplo, desafogando as despesas no fim do mês – uma proposta que é praticamente irrecusável em um cenário econômico como este e que é refletida no número de usuários do serviço, que está em plena ascensão. “A crise tira as pessoas da zona de conforto faz elas refletirem sobre o futuro. E automaticamente isso se relaciona como questionamentos sobre bens que acumulamos e a real necessidade de posses”, finaliza.

Venda direta e empreendedorismo

Outra oportunidade para quem deseja empreender na crise e ganhar uma graninha extra é a venda direta de produtos. A Mary Kay, empresa que trabalha com o sistema de consultoras independentes para comercializar produtos de beleza, afirma que a busca dessa modalidade de negócios com o intuito de complementar renda tem crescido em tempos de crise. Mesmo porque as vendas de produtos de beleza, como dito anteriormente, não costuma figurar na lista de corte de despesas.

Com liberdade para definir horários e o ritmo do trabalho, cada consultora pode encaixar as atividades de venda à sua rotina de trabalho. “O modelo de negócio de vendas diretas é flexível e adapta-se ao estilo de vida de qualquer pessoa. Desde a mulher que deseja usar a tecnologia e as redes sociais para atingir os clientes até a que prefere consultas pessoais”, afirmou Fernanda Campioni, gerente de comunicação corporativa da marca.

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Imagens © Mary Kay

Hoje, a Mary Kay conta com mais de 400 mil consultoras independentes no Brasil e esse número não deve parar por aí. Para atrair mais pessoas interessadas em terem seu próprio negócio Mary Kay, a marca oferece uma carreira estruturada, com bonificações e materiais educacionais. “Trabalhamos também para que a força de vendas independente esteja cada vez mais preparada para desenvolver seus negócios independentes a fim de conquistar seus objetivos pessoais”, explicou Fernanda.

E aí, quer mais referências para driblar a crise? Conheça aqui exemplos inspiradores de empreendedores que usaram criatividade, trabalho duro e persistência para se dar bem.

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Bruna Rasmussen
Bruna escreve para a internet desde 2008 e tem paixão por consumir informação e descobrir coisas. Adora gatos, inovação e é curitibana – fala “duas vinas”, mas dá “bom dia” no elevador.

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