Empreendedorismo

A história da brasileira de 19 anos que desenvolveu um método rápido e barato para diagnosticar doença no útero

Redação Hypeness - 02/10/2015

Mais de 180 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem de endometriose, uma doença provocada pela migração das células do endométrio, tecido que reveste o útero, para outros lugares do corpo. Os sintomas geralmente se resumem a dores, sangramentos intensos e infertilidade. Contudo, a maioria das mulheres nem se dá conta da complicação até que ela tome proporções mais graves.

Para diagnosticar a endometriose, é preciso fazer uma ultrassonografia, buscando em todo o corpo pedaços de tecido endometrial. Além de nada prático e eficiente, o exame é caro, o que impossibilita que mulheres de baixa renda tratem a doença em estágio inicial.

Esse foi o caso da tia materna de Georgia Gabriela Sampaio, de 19 anos, que precisou ter o útero removido devido ao avanço da doença. “Assim que soube do problema da minha tia, abri o Google, digitei o termo e passei horas pesquisando. Li sobre a gravidade da endometriose e a ocorrência sobre as populações menos favorecidas. Isso me levou a pensar em quantas milhões de mulheres também passavam pela mesma situação da minha tia. Contei a ideia de pesquisar isso para o meu professor de biologia e não parei desde então“, afirmou a menina ao Projeto Draft.

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Nascida em Feira de Santana (BA), Georgia conseguiu cursar parte de seus estudos em colégio particular graças a bolsas e sempre se mostrou curiosa e interessada em ciência e tecnologia. Não é a toa que, após muito pesquisar e pensar sobre o tema, conseguiu desenvolver a base de um diagnóstico mais barato e rápido para a doença, o que lhe garantiu um prêmio em um programa de ideias inovadoras na Universidade de Harvard, nos EUA.

Segundo Georgia, o diagnóstico da endometriose poderia ser feita por meio de exames de sangue, urina ou saliva, já que modificações biológicas podem ser identificadas nesses materiais. Após expor sua pesquisa e se conectar a dezenas de profissionais e pesquisadores que se dedicam ao assunto, a menina chegou a voltar ao Brasil, mas mudou seus planos ao ser aprovada em nada menos que oito universidades norte-americanas.

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Fotos © Arquivo Pessoal

[Via Projeto Draft]

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