Sustentabilidade

Cientistas descobrem como as larvas podem ajudar a reduzir os resíduos de isopor no mundo

por: Redação Hypeness

Garrafinhas PET, sacolas de mercado e embalagens diversas: estima-se que 20% do lixo que produzimos em casa é formado por plástico. Todos os anos, milhões de toneladas do material são descartadas e, no Brasil, só 19% disso é reciclado. O restante vai para aterros sanitários, onde permanecem por centenas de anos até se decomporem por completo.

O problema do lixo é real e não está sendo levado tão a sério quanto deveria. Mas na Universidade de Stanford, nos EUA, um projeto em busca de alternativas para a reciclagem fez uma descoberta incrível: se a natureza é demorada na hora de digerir o plástico, as bactérias presentes no sistema digestivo de uma larvinha conhecida como bicho-da-farinha são boas nisso, especialmente quando esse plástico é o polestireno expandido, ou isopor. A larva, cujo nome oficial é Tenebrio molitor, transforma 50% do material em dióxido de carbono e a outra metade em fragmentos decompostos (vulgo, excremento).

Os resultados do estudo foram publicados na revista Environmental Science and Technology e, embora iniciais, são bastante promissores, já que esta é a primeira vez que a ciência percebe a capacidade das bactérias presentes no intestino do animal de digerir plástico. Já pensou como elas poderiam ser úteis nos aterros? Bem, antes larvas do que uma montanha de plástico, certo?

Mas enquanto isso não se torna realidade, continuemos com a mão na consciência e de olho no consumo.

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Foto © Universidade de Stanford

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Foto © OakleyOriginals/Flickr

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