Inspiração

“Não em meu nome”: como muçulmanos estão provando que o terrorismo não tem religião

por: Redação Hypeness

Os ataques que arrebataram Paris nos últimos dias e deixaram mais de 100 mortos chamaram a atenção da mídia mundial, mas lembram também o outro lado da moeda – a facilidade que temos de julgar as pessoas rapidamente diante das adversidades. Afinal, para quem está por fora, é muito fácil culpar o fanatismo religioso pelos ataques, desconhecendo completamente o que prega a religião islâmica. Mas, após o atentado, muçulmanos ao redor do mundo se uniram para mostrar que terrorismo não tem nada a ver com religião.

Para provar que a violência não é endossada de nenhuma maneira pelo Islã, diversos muçulmanos aproveitaram a visibilidade das redes sociais para aumentar a conscientização sobre o assunto e mostrar que o islamismo – e os muçulmanos em geral – não têm culpa pela violência ocorrida na cidade e pelo mundo.

O sentimento anti-Islã no meu feed não será tolerado. O Estado Islâmico não é mais representativo do Islã do que a Ku Klux Klan é das pessoas brancas.

Eu sou muçulmano e eu não sou um terrorista #TerrorismoNãoTemReligião #EuSouMuçulmano #EuNãoSouTerrorista

Eu sou muçulmano. E eu condeno todo tipo de violência. Meus pensamentos e preces estão com as vítimas da tragédia.

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Foto: Reprodução Twitter.

O movimento lembra bastante a campanha “Not In My Name” (“Não em Meu nome”), surgida no ano passado e que hoje é mais atual do que nunca. Através dela, jovens muçulmanos britânicos se reuniram para denunciar as ações do grupo terrorista conhecido como Estado Islâmico, que assumiu a autoria pelos ataques realizados em Paris.

No vídeo abaixo eles mostram repúdio a esse tipo de ação e lembram que o islamismo é uma religião pacífica:

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Fotos: Reprodução Youtube.

Quem vive em Paris também mostrou que a solidariedade é mais do que importante em momentos como esse. Foi graças a esse pensamento que a hashtag #PorteOuverte (#PortasAbertas) ganhou destaque nas redes sociais logo após os ataques: a intenção era abrir as portas e oferecer um abrigo seguro para quem estivesse em regiões próximas aos ataques.

Passado o medo inicial, um hospital próximo ao restaurante Le Petit Cambodge, um dos alvos do ataque da última sexta-feira, ganhou filas de espera por um motivo nobre: diversas pessoas queriam doar sangue para ajudar aos feridos. “Eles derramam de sangue, nós doamos sangue“, disse um dos franceses na fila de espera para doação.

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Foto: Jerome Delay/Associated Press.

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Redação Hypeness
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