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Como você se relaciona com o consumo? Na era pós-consumismo quem manda é a consciência na hora de comprar. É pensando nisso que duas empreendedoras lançaram a Roupateca, primeira biblioteca de roupas da cidade, onde você pode pegar emprestado roupas, acessórios e calçados de marcas bacanas, pagando um valor fixo mensal.
Já sucesso na Europa e no Estados Unidos, a ideia tem tudo para deslanchar no Brasil. Com a reavaliação de como lidamos com as nossas economias e em como o consumo afeta o planeta, o guarda-roupa compartilhado propõe uma nova maneira de se relacionar com a moda. “Em 2014 nasceu o projeto de curadoria de roupas usadas, chamado Entre Nós. Tivemos duas edições de sucesso, só que estávamos muito incomodadas com o fato de ainda ter venda envolvida. Começamos a pesquisar novos formatos para o projeto e nos deparamos com a ideia de uma biblioteca de roupas”, contou Nathalia Roberto, sócia do empreendimento junto com Dani Ribeiro.
Quem também partilha da ideia é o empresário Wolf Menke, que cedeu um andar dentro da House of Bubbles, uma mistura de bar, lavanderia e que agora inclui a Roupateca. A parceria entre o trio foi uma sintonia de conceitos que já tinham formado em comum. O acervo já conta com mais de 370 peças masculinas e femininas, incluindo marcas nacionais e internacionais como Zadig & Voltaire, Cristian Dior, Comptoir Des Cotonniers, Anthropologie, Cris Barros, Reinaldo Lourenço, Martha Medeiros, Totem, Osklen e Maria Bonita Extra.
E como ter acesso ao acervo? Não deixa de ser um serviço, até mesmo para manter a qualidade das peças, portanto é preciso fazer uma assinatura mensal que varia por pacote de R$ 100, R$ 200 ou R$ 300 mensais. A boa notícia é que o número de peças é limitado por vez e não por mês, então é possível variar bastante os looks semanais com o valor mais baixo, por exemplo. A validade de cada aluguel é de 10 dias e o cliente pode retirar novos itens – de uma a seis peças por vez – ou renovar o que já estava em mãos, exatamente como acontece quando pegamos livros emprestados numa biblioteca.
Ao renovar as mesmas peças, porém, há um limite de até três vezes seguidas, para que ninguém “domine” o guarda-roupa, afinal, a ideia é compartilhar e, mais importante, evitar o consumo exacerbado, já que é ainda é comum compramos peças que usamos só uma vez. Outra regra é devolver a roupa lavada e em perfeitas condições de uso. Para facilitar isso, há no local uma lavanderia self-service, equipada com lavadoras, secadoras e produtos de limpeza pelo valor de R$ 14.
A infraestrutura do local vai abrigar ainda um bar, uma jacuzzi que já pode ser alugada para reuniões (escritório é coisa do passado!) e ainda inclui um item um tanto inusitado no Brasil: uma vending machine de cerveja. “Trouxe da Alemanha e o conceito é muito fácil. Basicamente customizei a máquina para oferecer long necks por meio de um braço mecânico, assim não quebram numa queda, e vou implantar um sistema de digital para que ela funcione. A pessoa vai vir aqui, cadastrar sua digital e assim a máquina reconhece se o cliente já tem idade suficiente para consumir bebida alcoólica”, explicou Menke. Sim, a gente ficou “de cara” com a inovação do lugar e ainda ganhou uma cerveja num sábado de sol de rachar.
Economia compartilhada
Logo ao lado da House of Bubbles e na mesma calçada estão as outras ‘houses’ comandadas por Menke, cada uma com seus devidos objetivos. A House of Learning é dedicada ao aprendizado, ao compartilhamento de ideias. O espaço conta com um pequeno auditório de 40 lugares, salas de reuniões – muito bem decoradas, por sinal – e ainda dois quartos maneiros que estarão disponíveis no Airbnb. “Se a pessoa quiser dar um workshop gratuito, também não iremos cobrar nada dela e cedemos nosso espaço. Já se ela for cobrar os alunos pelo serviço, aí cobramos uma taxa e fica 30% para nós e 70% para o interessado”, contou Marina Viana, a gerente do espaço.
Do outro lado está a House of Food, onde se compartilha comida e bebida. É o que chamam de “primeira cozinha compartilhada do mundo”, com equipamentos e utensílios profissionais, que acaba sendo opção e palco para cozinheiros independentes. Quando estivemos por lá, a chef da vez era Aritana Maroni, participante do reality show Master Chef, que preparou entrada, prato principal e sobremesa, à venda entre R$ 10 e R$ 25.
E, por fim, a uma casa de distância está a House of Work, casa onde se compartilham paixões, ou seja, um escritório de co-working. Porém, há novos planos para o uso do espaço em 2016. Em todos os empreendimentos é possível alugar espaços, salas de reuniões, impressora 3D, cozinha, quintal e até uma simples brechinha na bancada, para quem está com pressa mas precisa de um canto para colocar as ideias em dia. As unidades vão se expandindo para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Miami. A troca e a inspiração seguem como palavras de ordem.
Todos os valores dos serviços podem ser encontrados no site oficial: http://www.houseofall.co
House of Bubbles (Roupateca), House of Work, House of Food e House of Learning
R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 61, 47, 57 e 69 – Pinheiros
Tel.: (11) 2366.4287
Todas as fotos © Brunella Nunes
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