Inspiração

‘Cidade refúgio’ para vítimas de conflitos e perseguições religiosas será inaugurada em breve no Brasil

14 • 04 • 2016 às 09:14
Atualizada em 14 • 04 • 2016 às 10:28
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Com a crescente chegada de refugiados ao Brasil, o país passa a contar com uma cidade construída especialmente para aqueles cristãos que são vítimas de perseguição religiosa em seus países. A iniciativa é do grupo MAIS (Missão em Apoio à Igreja Sofredora), que está construindo a Cidade Refúgio na região metropolitana de Curitiba, no Paraná, em uma área de 250 mil m².

O local terá capacidade para receber 150 refugiados por vez e está sendo construindo totalmente através de trabalho voluntário, com a ajuda da instituição. Segundo relatório da Comissão Internacional de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos, países como Iraque, Síria, Nigéria, República Centro-Africana e Myanmar contam com casos frequentes de violações de direitos humanos devido a práticas religiosas e é esta lacuna que a Cidade Refúgio brasileira pretende suprir.

Refugiados que forem abrigados no local poderão permanecer por um período de 2 a 4 meses e o projeto se responsabilizará por todas as despesas dele durante este período. Ao término do prazo, a instituição deverá buscar igrejas, cidadãos ou outras organizações que possam assumir os custos do refugiado por até um ano após sua saída da Cidade Refúgio.

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Foto © MAIS

Diferentemente dos campos de refugiados tradicionais, o local deverá ter moradias pré-moldadas para cada família, além de um centro comunitário onde acontecerão aulas de português e cultura brasileira, permitindo que os refugiados se integrem melhor à sociedade. A cidade deverá contar ainda com assistência médica e odontológica, bem como horta e piscicultura, visando a autossustentabilidade da comunidade.

O projeto deverá estar em funcionamento a partir de maio deste ano e, caso seja procurado por vítimas de outro tipo de perseguição que não a religiosa, elas serão encaminhadas a instituições parceiras.

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