Inspiração

Viola Davis e Kerry Washington lançam produtoras independentes em luta pela diversidade nas telas

por: Vitor Paiva

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O discurso da atriz americana Viola Davis fez história, no último prêmio Emmy, revelando com emoção e inteligência aquilo que muitas vezes nos esforçamos para não ver. Ao vencer a categoria de Melhor Atriz em Série Dramática, Viola lembrou, diante de uma plateia majoritariamente branca, que “a única coisa que separa uma mulher negra de qualquer outra pessoa são as oportunidades. Não é possível ganhar um prêmio por papeis que simplesmente não existem”.

Pois Viola agora decidiu por dar um passo além do discurso e agir, para ajudar a reparar um pouco essa desigualdade de oportunidades.

Para isso, a atriz da série “How to Get Away with Murder”, em parceria com seu marido e com o canal de TV ABC, acaba de abrir a JuVee Productions, uma produtora para realização de projetos para plataformas digitais, streaming e canais a cabo.

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A ideia é colorir a as telas com narrativas que reflitam a realidade multiétnica e cheia de possibilidades. “Queremos ser parte da narrativa clássica, e não queremos esperar”, ela diz. Viola foi a primeira atriz negra a ganhar o prêmio principal do Emmy.

Viola e seu marido, Julius Tennon Viola e seu marido, Julius Tennon

Viola não é a única atriz a lutar pela ampliação da presença negra em papeis de destaque no showbusiness americano. Kerry Washington, estrela da série “Scandal” – e que pode ser vista comovida na plateia do Emmy, durante o discurso de Viola – anunciou recentemente o lançamento da produtora Simpson Street, oferecendo o mesmo tipo de enfoque que a produtora de Viola.

A atriz Kerry Washington A atriz Kerry Washington

Kerry comovida diante do discurso de Viola no Emmy Kerry comovida diante do discurso de Viola no Emmy

As duas se juntam à cantora e atriz Queen Latifah, que no final do ano passado também lançou sua produtora independente.

Queen Latifah Queen Latifah

Se a arte ao mesmo tempo reflete e constrói a realidade, é fundamental que as narrativas e os papéis sejam ocupados de maneira múltipla e, ao mesmo tempo, apontem para o futuro que queremos – no qual os lugares de fala e de protagonismo serão de fato ocupados por todos.

© fotos: divulgação

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Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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