Inspiração

Demissão da jornalista do portal iG após assédio de Biel desencadeia campanha na internet

por: Redação Hypeness

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A recente demissão da jornalista do portal iG, 14 dias após denunciar o assédio que sofreu do cantor Mc Biel, tornou-se mote para uma campanha de diversas jornalistas mulheres para denunciarem e repudiarem os recorrentes casos de assédios que sofrem durante a prática da profissão. Um vídeo e um manifesto foram preparados para lançar a campanha #JornalistasContraOAssédio.

A campanha usa algumas das perguntas que um lead (parágrafo de abertura) de uma matéria jornalística precisa responder sobre um assunto, e as aplica sobre a realidade do assédio no jornalismo. Quem? Mulheres jornalistas. O quê? Ainda são assediadas. Onde? Na atividade profissional. Quando? Com mais frequência do que se imagina.

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O movimento visa pressionar o portal, e problematizar a demissão da jornalista, como mostra o manifesto abaixo:

“Jornalista sofre assédio? Onde? Quando? Por quê?
Antes fossem simples como um lead jornalístico as respostas para uma questão como essa – mais comum no dia a dia das profissionais do jornalismo do que se pode imaginar. Dentro ou fora das redações. Dentro ou fora das assessorias de imprensa.
As respostas para o nosso ‘lead’ começaram a surgir com força a partir da demissão de uma colega do portal iG, no último dia 17. A mesma que, semanas antes, denunciara assédio sexual do cantor Biel durante uma entrevista. O caso rendeu reportagens dentro e fora da empresa, que se comprometeu a dar assistência à jovem de 21 anos – mas a decisão de demiti-la surpreendeu a própria redação do portal.
Com os sentimentos de empatia e de desnaturalização de um tema tão grave, nasceu a campanha ‪#‎jornalistascontraoassédio – de um post no Facebook a grupo de WhatsApp, grupo no Facebook, e, agora, na Fanpage homônima.
O assédio é um dos ranços do machismo nosso de cada dia. Expurgar isso com denúncia e com informação é tarefa não só das mulheres, mas de qualquer jornalista que pretenda, de fato, ver uma sociedade menos desigual de oportunidades, conceitos, direitos e deveres. Um lugar mais legal em todos os sentidos da palavra.
Vamos juntas?
Vamos juntos?
Somos
#jornalistascontraoassédio”

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Fosse qual fosse a profissão, e as questões levantadas sobre desigualdade, abuso e assédio poderiam ser igualmente aplicadas. O sentido simbólico que a profissão do jornalismo levanta, de um lugar da fala, do registro dos fatos e de denúncias e investigação, só ilustra o quão naturalizadas e violentas são essas práticas. Diante de injustiças e desigualdades, porém, é função essencial de um jornalista não se calar – e, assim, ser um jornalista contra o assédio.

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© fotos: reprodução

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