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Este casal teve que apelar para a justiça para poder registrar sua filha com um nome africano

por: Redação Hypeness

Quase completando seu terceiro mês de vida, a menina Makeda Foluke de Paula da Silva poderá finalmente ter o seu registro civil. Na primeira tentativa dos pais de registrar a menina, o funcionário do cartório se recusou a realizar o registro, alegando que o nome escolhido para a criança poderia expô-la ao ridículo – sem perceber que ridículo estava sendo o seu preconceito.

Makeda nasceu no dia 16 de março e seus pais planejavam lhe dar o nome africano, até que se depararam com a estranha justificativa do funcionário do cartório. A lei brasileira realmente proíbe registrar crianças com nomes que possam expô-las ao ridículo, mas a ideia é impedir que crianças tenham nomes como “Camisinha Furada” ou “Último do Time”. Daí a achar que um nome africano é ridículo, é preciso adicionar uma dose extra de preconceito na decisão.

O pai da menina, Cizinho Afreeka, é bombeiro militar e concorda que o ato foi um gesto de racismo, lembrando ainda que os nomes africanos foram arrancados dos negros durante o período da escravatura. Por isso mesmo, ele buscou o direito de dar à filha um nome que fizesse jus às suas origens e recorreu ao TJ-RJ para conquistar o direito de registrar a menina com o nome Makeda, que significa “grandiosa”, e Foluke, que significa “colocada aos cuidados de Deus”, em iorubá.

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Foto: Arquivo Pessoal

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