Inspiração

“Sem Sutiã, Sem Problemas”: como esta estudante reacendeu o combate a um velho inimigo das mulheres

Gabo Vieira - 21/06/2016 | Atualizada em - 19/12/2018

A histórica queima de sutiãs promovida por feministas em 1968 não passa de um mito, mas a verdade é que o item é, sim, um símbolo da opressão à qual as mulheres são diariamente submetidas. Apesar de se tratar de uma peça incômoda, o sutiã deu um jeito de chegar intacto ao nosso século. No entanto, no que depender de jovens como Kaitlyn Juvik, o reinado está prestes a ruir.

A singela história de desobediência civil começou quando Kaitlyn saía de uma sala de aula do colégio que frequenta em Montana, noroeste dos Estados Unidos. Apesar de vestir uma blusa preta discreta, a adolescente foi surpreendida com um sermão da vice-diretora acerca do código de vestimenta. O motivo? Ela não estava usando sutiã. O problema? Aquilo deixaria “os professores e alunos desconfortáveis.

Kaitlyn foi para casa constrangida, mas logo encontrou o apoio de amigas e surgiu a ideia: como forma de protesto, todas as alunas iriam às aulas sem sutiã. Das palavras de ordem, fariam ainda uma página-manifesto no Facebook: No Bra, No Problem (Sem Sutiã, Sem Problemas).

“Nós não queríamos causar mal a ninguém, nem irritar a diretoria. Aquilo era para nós mesmas. Era sobre igualdade de gênero, sobre ensinar as pessoas a não sexualizarem os corpos femininos. Era para mostrar que as meninas podem se sentir bem com seus corpos sem se preocupar se estão deixando alguém desconfortável”, ela contou ao Guardian.

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Reprodução/Youtube

Desconfortável mesmo é usar sutiã. Ao menos é o que defende Kaitlyn em um vídeo do protesto, ao passo que uma série de mãos erguidas indica o apoio unânime das outras meninas. A escola não recuou, garantindo que não permitirá de forma alguma o uso de “vestes inapropriadas” – ainda que o código oficial não diga nada sobre sutiãs. As meninas alegam que se não há nada à mostra, tudo bem.

O impasse ganhou os noticiários do mundo inteiro. Apesar de chateada com os xingamentos direcionados a ela na internet, Kaitlyn se diz satisfeita com a repercussão e não deseja parar por aqui. A descrição da “No Bra, No Problem” vai direto ao ponto: “Um movimento por igualdade de gênero, direitos das mulheres e conforto. Contra a discriminação nas escolas, nós focamos no direito das meninas irem sem sutiã.”

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Imagens © Facebook/Kaitlyn Juvik

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