Inspiração

Adolescentes se unem para fazer e vender docinhos pra ajudar em tratamento de menino com câncer

por: Gabriela Alberti

Há mais ou menos um mês, o pequeno Dudu, de apenas 3 anos, foi diagnosticado com Rabdomiossarcoma Embrionário em estágio 4, um tipo de câncer que ataca as células que dão origem a músculos esqueléticos.

Após passar por uma cirurgia para retirada do tumor na barriga e iniciar o tratamento de quimioterapia, os médicos informaram a família sobre a existência de um remédio mais eficaz e sem tantos efeitos colaterais como a quimio, o Actinomicina. O problema é que ele não é vendido no Brasil, precisando ser importado da Europa por um custo de 700 euros cada, sendo que, ao total, Dudu irá utilizar 18 ampolas. Calculando por cima, o tratamento sairia por algo em torno de 50 mil reais. Dinheiro que os pais do Dudu não dispõe.

Mas isso não seria motivo para desânimo, muito menos para desistir de lutar. Letícia, mãe do Dudu, contou que eles não mediriam esforços para que seu filho tivesse o tratamento que precisasse. “De alguma forma o Eduardo teria este remédio”, afirmou.

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Primeiro, tentaram o plano de saúde, que negou o pedido. A Secretaria da Saúde também. Era a hora de acionar o MP, mas isso seria demorado, e o Dudu não podia esperar. Foi quando lembraram da fábrica de chocolates que a bisavó de Guilherme, pai do menino, mantinha em Santa Catarina, e pensaram: “e se vendermos chocolates para arrecadar dinheiro e importar este remédio?”.

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O pequeno Dudu, de apenas 3 anos

Criaram então um grupo no Facebook, e compartilharam com seus amigos, que foram compartilhando com outros amigos, e assim por diante. A corrente do bem formada foi tão grande que, num determinado momento, tiveram que interromper as encomendas, pois não estavam dando conta da produção.

Foi quando entraram na história Helena, Luiza e Bruna, amigas de infância de Letícia. “A família do Guilherme tem uma fábrica de chocolates em Tubarão, em Santa Catarina. Eles começaram a vender, mas como se tornou uma coisa muito grande, eles ficaram muito ocupados e tiveram que parar. Como somos amigas muito próximas da Lê, resolvemos fazer os docinhos”, explicou Luiza. Para a divulgação dos brigadeiros, vendidos em uma caixinha com 4 sabores diferentes por R$10,00, as amigas criaram a página Dudu é meu Herói, e começaram a divulgação. Em apenas 4 dias, contavam com mais de 200 pedidos.

Ao mesmo tempo que todos se mobilizavam em prol do pequeno Dudu, o plano de saúde aprovou a compra de medicação por 3 meses. Mesmo assim, elas decidiram manter a produção e venda dos docinhos, pois desta maneira poderiam ajudar os pais, que largaram o emprego para cuidar do filho, além de criar um fundo caso a compra para os próximos meses não seja aprovada. Caso não seja necessário utilizar o valor arrecadado para o remédio, a ideia é reverter este valor para outras crianças que têm o mesmo problema do Dudu e não teriam dinheiro para o tratamento.

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Todas as imagens: Reprodução Facebook

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Gabriela Alberti
Aquariana, curitibana, canhota e (só um pouco) teimosa. Curiosa desde o berço, tô sempre em busca de novidades, da senha do wi-fi, de novas séries para virar o fim de semana e de passagens promocionais para, quem sabe um dia, dar a volta ao mundo.

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