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Antes de serem colonizados, índios norte-americanos reconheciam cinco gêneros

por: Redação Hypeness

Quantos gêneros você acha que existem? Para alguns povos originários da América do Norte, existiam entre 3 e 5 gêneros. Cada grupo reconhecia uma quantidade diferente, mas praticamente todos viviam em um mundo de gêneros não-binários. Com a chegada dos europeus ao continente, essas crenças começaram a ser deixadas de lado, mas estão sendo revividas pelo movimento LGBT indígena dos Estados Unidos e Canadá.

É o que afirma o site India Country Today, mantido por povos indígenas. Após a chegada dos Europeus ao continente americano, eles foram obrigados a se adaptar a papéis padronizados de gênero. Até mesmo casamentos entre pessoas do mesmo gênero foram desfeitos, fazendo com que a aceitação dentro da própria comunidade indígena diminuísse.

Desde a década de 1960, um movimento de militantes indígenas está buscando resgatar essa tradição. O movimento ganhou força na década de 90 e está conquistando cada vez mais espaço.

Um dos exemplos de não-binaridade é a cultura Navajo, que reconhecia quatro gêneros: mulher feminina, mulher masculina, homem masculino, homem feminino. Algumas culturas incluíam também uma identidade transgênera. Embora antropólogos tenham tentado interpretar essas definições associando-as a pessoas homo ou bissexuais, há indícios de que essa seja uma leitura muito “ocidental” da ideia.

A verdade é que para muitos povos da América do Norte, essas pessoas teriam realmente nascido com dois gêneros. Graças a isso, o termo “dois espíritos” foi adotado por membros da comunidade LGBT indígena durante um congresso em Winnipeg, no Canadá, em 1990. O termo é usado para se referir às pessoas que não se encaixam no gênero masculino ou feminino para a cultura de vários grupos indígenas.

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Além disso, existe uma diferença crucial na relação dos povos originários com essas pessoas não-binárias: ao invés de serem isoladas, elas eram acolhidas pela comunidade e ganhavam papéis de respeito dentro do círculo social. Em alguns casos, as famílias delas eram até mesmo consideradas sortudas.

Em muitas culturas as crianças também costumavam usar roupas neutras até que formassem sua identidade, permitindo lançar um olhar mais livre sobre sua identidade de gênero. Para o povo Dakota, por exemplo, era extremamente ofensivo esperar que uma pessoa agisse de acordo com um gênero com o qual não se identificava.

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